Entrar domingo, 20 de Maio de 2012
 Dialeto Ovimbundu

Os Ovimbundo ocupam uma grande área no centro ocidental do país e estendem-se desde o litoral até às regiões montanhosas de Bengela.

 

O grupo linguístico Mbundo compreende 15 grupos principais: os mais significativos em número de habitantes dão os Bieno e os Bailundo.

 

Embora as tradições Ovimbundu digam que este povo veio do nordeste, alguns especialistas creêm que provavelmente vieram do sudoeste do Congo.

 

Destinguem-se, pelo menos, 18 grupos ovimbundu diferentes: Bailundos (va-mbalundu), Biés (va-vihé), Uambos (va-wambu), Galanguis (va-ngalangui), Quibulos (va-kimbulu), Adulos (va-ndulu), Quingolos (va-kingolo), Kalukembes (va-kaluquembe), Sambos (va-sambu), (va-ekekete), Cacondas (va-kakonda), Quitatos (va-kitatu), Seles (va-sele), Ambuis (va-mbui), Hanhas (va-hanha), Gandas (va-nganda), Chicumas (va-chikuma), Dombes (va-dombe) y Lumbos (va-lumbu).

 

Entre 1500 e 1700, o povo de Ovimbundu emigrou do norte e do este de Angola para a Meseta de Benguela.

 

Eles não consolidaram osseus reinos nem seus reis afirmaram sua soberania em cima da Meseta, até ao século 18, quando surgiram 22 reinos. Treze dos reinos, incluso Bié, Bailundu, e Ciyaka surgiram como entidades poderosas e os Ovimbundu adquiriram reputação de serem os comerciantes mais exigentes do interior de Angola.

 

Depois que os portugueses conquistaram a maioria dos estados de Ovimbundu, em finais do século 19, as autoridades coloniais portuguesas prenderam os reis de Ovimbundu directa ou indirectamente. 

 

Depois de um século de uma certa estabilidade, a história Umbundu é marcada por uma série de guerras conhecidas por "as guerras dos Nanos". Estas guerras começaram em 1803 e duraram quase um século. As mais importantes aconteceram em 1848 quando os Huambo (um grupo Ovimbundu) tentou dominar politicamente os demais.

 

Após a independência de Angola em 1975, a maioria do povo ovimbundu não se sentiu representado no governo de Luanda e durante cerca de 27 anos muitos ovimbundu uniram-se às forças rebeldes comandadas por Jonas Savimbi, que mantiveram a guerra civil até 2002.

 

A agricultura é a fonte fundamental dos recursos económicos deste povo.


    
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