São instrumentos de percussão. Nestes instrumentos o som é produzido através da vibração de uma membrana.
A altura e qualidade tímbricas dos sons destes instrumentos depende da elasticidade dos materiais neles utilizados.
Ngoma (batuque ou tam-tam). Em tempos idos serviu para enviar mensagens. Existem vários tipos variando no tamanho, no seu aspecto, no material de que são confeccionados, no som produzido: uns produzem um som «baixo» enquanto que outros produzem um som «alto». Também o nome varia de região para região.

Por exemplo, em Angola, temos:
- NGOMA: Nome de tambor em Cabinda, Lunda, Moxico, Quilengues, Sul de Angola (tribos Quiocos, Quicongos, Quilengues, Ganguelas, Luimbes, Songos e Minungos);
- ONGOMA: O mesmo que Ngoma, entre os Cuanhamas e outros povos do Sudoeste de Angola;
- NGOMA WA TYNA – Tambor com uma face e tampo de rufo (Quiocos e Lundas);
- NGOMA WA MUKUNDU: Tambor com uma face e pele de rufo (Quiocos e Lundas;
- MUKUPELA: Tambor de duas faces com palheta vibratória (Qiocos, Lundas, Humbes e Quicongos). Também conhecido em outras regiões por MUKUAZU.
- TYINGUVU: Tambor de madeira monobloco, trapezoidal (Lundas, Quiocos, Ganguelas). Trata-se de um instrumento particularmente da Lunda-Moxico, mas encontra-se também entre os Benguelas, com o nome de OCHIGUFU. Admite-se que tenha sido originário dos Ganguelas.
- MUKUVU: O mesmo que TYINGUVU ou TVIHGUVU, na pronuncia da região de Malange, entre os Jingas.
Mpwita: também conhecida no Brasil como cuíca. É um tambor de fricção, ao que parece originário do Kongo. No interior tem uma vara de madeira com uma das extremidades solidamente liga ao centro da membrana. A mão direita molhada serve para friccionar e a mão esquerda faz pressão na pele de tambor, em função do ritmo que quer marcar.
É conhecido por PWITA na região de Cabinda, litoral de Angola e Ambundos e por KIPWITA pelos Quiocos e Mussucos.