Entrar domingo, 20 de Maio de 2012
 Angola: "Datas e Factos"

Imprensa

 

DOS DESCOBRIMENTOS À HISTÓRIA DE ANGOLA

O livro, em segunda edição, fala dos descobrimentos portugueses desde o seu início até à descoberta de Angola. Este primeiro volume abrange o período decorrido entre o início dos Descobrimentos até meados do século XVII, "quando se verificaram vários acontecimentos que motivaram grandes alterações aos rumos da História de Angola". Todo este período é cantado em verso por Roberto Correia que faz, também, várias anotações que ajudam a compreender melhor cada estância, bem como uma cronologia de parte da História Portuguesa.

O poema épico, de 300 páginas, foi elaborado, na sua quase totalidade, em meados de 1953, por consultas e pesquisas efectuadas na Biblioteca do Quartel-general de Angola, em Luanda, onde Roberto Correia prestou serviço militar.

Toda a História dos Descobrimentos, da chegada a Angola, do comércio de escravos e até da "rainha" Jinga, é "cantada" em verso, em sete cantos.

Á semelhança da primeira edição, também esta é suportada unicamente pelo autor. E, mais uma vez, a receita líquida irá reverter a favor da campanha de luta contra a fome em África, sendo entregue a uma das várias instituições criadas para o efeito.

A obra foi apresentada no Encontro dos Amigos do Huambo, que decorreu no passado fim de semana no Parque Municipal das Caldas da Rainha, local onde decorrerá, também, a 9 e 10 de Julho, o "Encontro dos Inseparáveis do Lubango".

Diário das Beiras - 02/07/1994 - Angolano verseja na zona de Soure

     

Roberto Correia é tão determinado, que vai compor um poema em oitava rima que glorifique Angola e ultrapasse os Lusíadas.

Angolano, 63 anos, Roberto Correia trabalha com uma persistência versos e estâncias sobre a história da antiga colónia portuguesa, na templária vila de Soure, onde o Marquês de Pombal comia broa de milho.

"Do Tejo Grandioso ao Zaire Poderoso" é o título do primeiro volume da trilogia que este seguidor de Camões pretende completar. Investigador de temas angolanos, tem à sua disposição 230 livros, alguns adquiridos em alfarrabistas e que já releu anotando os factos históricos desde os Descobrimentos até 1960.

Poeta repentista, cumpriu o serviço militar em Luanda e foi destacado para o quartel-general, onde realizou, quase furtivamente, as primeiras investigações documentais. "Em 1953, tirava apontamentos e, à noite, na caserna, compunha e ficava logo tudo enversado."

Teve, inclusivamente, como revelaria ao DN, um camarada que lhe fez a caricatura, como se fosse Camões, com a coroa de louros e tudo. "Já tinha feito poesia, “comecei a escrever com 16 anos e, antes de ir para a tropa, estive na redacção de ‘A Huíla’, onde cheguei a fazer o jornal de ponta a ponta", acrescenta.

Agora, por entre folhas cheias de escrita e anotações a vermelho, lá vai continuando, na máquina, a invocar Calíope e a dizer, mas em verso, como surgiram os mais antigos reinos da Matamba e de Loango, quais foram os seus diferentes povos, como se ergueram os antigos padrões de Santo Agostinho e do cabo Negro, os fortins e presídios, as vilas e cidades, como foram descobertos os rios Cuvo, Cunene, Dande, Zaire e outros, como se processou o avanço pelo sertão em busca de escravos, o rufar dos tambores, os batuques, as traições e o amor, a vida e a morte. E aqui acaba o poeta.

Paulino Mota Tavares.

Diário de Notícias Centro - 06/02/1996 - Poema Épico Contra a História de Angola

 

Conhecer melhor a história dos Descobrimentos Portugueses bem como a História de Angola, é a proposta da obra "Do Tejo Grandioso ao Zaire Poderoso", recentemente editada por Roberto Correia.

Roberto Correia nasceu em terras angolanas e, desde cedo, descobriu a arte de bem escrever.

Ao entrar para a tropa, foi destacado para o Quartel-general de Angola onde teve oportunidade de conhecer e utilizar uma valiosa biblioteca ali existente.

Amante de leituras, logo começou a utilizar todo o seu tempo livre para se deleitar com as obras de carácter histórico. Como o tema o fascinava, foi tirando notas do que lia, mas em verso.

Só nos finais do ano passado decidiu editar a sua obra, nascida de milhares de versos rabiscados em desperdícios de papel durante os anos em que usou farda militar.

Contra a Fome em África

 

Como os apoios custam a chegar a quem quer, e deve, mostrar o seu valor ao grande público, Roberto Correia decidiu agora publicar o seu livro, decidindo, também, que a receita líquida reverterá a favor da campanha de luta contra a fome em África.

"Do Tejo Grandioso ao Zaire Poderoso" retrata de forma magnífica um pouco da História deste velho Portugal, começando com as primeiras viagens marítimas e indo até ao fim dos verdadeiros reis do Congo, no século XVII.

O poema épico, de 300 páginas, incluiu várias anotações do autor que ajudam a melhor compreender cada estância, bem como uma completa cronologia de parte da História de Portugal.

Jornal O Dia - "Militares, políticos e outros mágicos"

     

"Esta nota de leituras refere-se a numerosos livros sobre a guerra, nomeadamente a guerra colonial portuguesa (1961 - 1974)."

"As guerras de descolonização deixam geralmente uma lembrança amarga no espírito dos europeus que as travam. Os portugueses não fogem, evidentemente, a essa regra e estamos longe do triunfalismo das "belas campanhas coloniais" à Mouzinho de Albuquerque, Alves Roçadas, João de Azevedo Coutinho e outros grandes ou pequenos heróis de há três ou quatro gerações. Não há, nem nunca haverá, heróis nas guerras que vamos visitar. Apenas vítimas de ambos os lados, pese embora aos propagandistas e historiadores nacionalistas. De qualquer forma, na guerra de 1961 – 1974, uma guerra esfarelada e sempre recomeçada, sem batalhas decisivas, sem oficiais triunfantes, sem desafio patriótico, não há quem consiga citar um único nome sonante de entre a monotonia dos milhares de oficiais esgotados no mato ou prudentemente refugiados num qualquer gabinete com ar condicionado.

Antes de entrar no assunto propriamente dito, comecemos por prestar homenagem a um trabalho que está longe de ser perfeito ou inocente (quem pode almejar a perfeição em historiografia?), mas que representa um esforço enorme (mais de 1600 páginas) e é de uma utilidade incontestável. Os cinco volumes de "Angola, Datas e Factos", de Roberto Correia, são obra de um amador, repatriado de Angola e nostálgico da obra portuguesa em África. Optou por um sistema que certos historiadores podem considerar obsoleto, mas que lhes prestará grandes serviços : a elaboração de uma cronologia extremamente detalhada da história angolana de 1482 a 1975, com anotação de todas as datas que conseguiu encontrar na literatura e em periódicos ( incluindo as publicações oficiais ) quase exclusivamente portugueses. Assim, a guerra colonial e os seus prenúncios ou prolongamentos ocupam algumas dezenas de páginas do vol. 4 e uma centena do vol. 5, tendo este sido completado por

vários índices e listas de personagens. É claro que o autor não aprova de forma alguma os responsáveis pela descolonização nem os partidos africanos que arruinaram o seu país. Está no seu direito. Apesar destas opções, a obra é uma autêntica mina de dados em bruto, cronologicamente referenciáveis. Factos insignificantes ou importantes. Eis a razão por que estes cinco volumes deveriam existir em todas as bibliotecas públicas portuguesas dedicadas à expansão ultramarina. O facto é que, tanto quanto se sabe, não existe nenhum estudo "profissional" da guerra em Angola após 1964. Efectivamente, quem tem coragem de ir remexer nas toneladas de papéis amontoados pela burocracia militar para nos fornecer uma lista ponderada e coerente de milhares de pequenas operações enterradas na rotina, na lama e na memória dos seus participantes ?

Não se pretende aqui fazer juízos sobre o valor literário dos testemunhos suscitados pela guerra portuguesa. Apenas ficará a observação de que esta invadiu géneros pouco representados nos outros países que descolonizaram na violência : a poesia e o teatro. Limitar-nos-emos, no entanto, às memórias, aos ensaios e à ficção. E aí a colheita é mais do que abundante."

Transcrição parcial de pgs. 157 e 158 da obra "Análise Social", vol. XXXVIII (166), 2003, 157-173, de RENÉ PELISSIER, um ilustre autor de diversas obras (algumas já referenciadas nos nossos trabalhos) e um conceituado " especialista" sobre assuntos da África lusófona, doutorado pela Sorbonne.

Dando continuidade a uma obra de inquestionável interesse, Roberto Correia, nascido e criado no Sul de Angola, acaba de publicar o seu 4.º volume, que abrange o período compreendido entre 1837 e 1912.

ANGOLA – Datas e Factos é um repositório invulgarmente conseguido da obra ali iniciada e deixada pela acção do português ao longo destes últimos dois séculos.

In "O Lobito - Agosto 2001" - Do Zaire Poderoso ao Cuenene Misterioso

     

Uma abordagem original da história de Angola é o que oferece a obra "Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso", que foca o período histórico de 1482 a 1854.

A originalidade ressalta pelas mais de trezentas páginas que através de um poema épico, constituído por oito cantos e 670 estâncias aborda questões importantes da construção de um país. Este volume é o segundo de uma iniciativa de Roberto Correia, e que promete ser a ponte para próximos, até que toda a história de Angola, até à actualidade, seja tratada epicamente. Neste livro, encontram-se, ainda, anotações várias, distribuídas por ordem cronológica, para um melhor entendimento da história angolana e dos seus principais intervenientes, índices onomásticos quer de individualidades, quer de zonas, assim como 47 gravuras ilustrativas dos locais e personagens referidas.

In "África Lusófona" - Outubro de 2003 - "Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso"

Roberto Correia

 

"Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso" é o segundo volume e surge na sequência da obra intitulada "Do Tejo Grandioso ao Zaire Poderoso", cuja primeira edição foi publicada em 1990. Este segundo volume é um poema épico com oito cantos e 670 estâncias, que conta episódios históricos que vão do período posterior a meados do século XVII até Novembro de 1854, que é a data oficial da descoberta da foz do rio Cunene, feita pelo então governador de Moçâmedes, capitão Fernando da Costa Leal, depois de ter sido descoberta a sua nascente em Candumbo (Boas-Águas, Huambo), dois séculos antes. Nos dois volumes, o autor conta, em 15 cantos, a História de Angola de 1482 a 1854, período que encerra um ciclo, já que a sua foz era um enigma difícil de decifrar. Roberto Correia relembra assim a história de um país colonizado por outro que teve o direito de colonizar, de acordo com o direito internacional, mas que "não cumpriu o dever de descolonizar".

In Olá Gente - Diário "As Beiras" - 16/01/2004

Lançamento da Obra "Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso" (Poema Épico) - Vol. II

    

Teve lugar no passado dia 12 de Junho, na sala de Conferências da Casa Municipal da Cultura de Coimbra, cuja apresentação foi feita pelo Sr. Dr. Mário Frota, e presidida pelo Vereador da Cultura, Sr. Dr. Mário Nunes.

Durante a referida cerimónia, a Sr.ª Dr.ª Rosa Mayongo, da Cooperativa Asfro-Luso-Brasileira, leu algumas estâncias do poema então apresentado, e sendo a sequência de uma outra obra intitulada “DO  TEJO GRANDIOSO AO ZAIRE PODEROSO” (VOL. I) – com uma primeira edição em 1990 e a segunda em 1994 (esgotadas), tendo então sete Cantos e 698 estâncias, referentes ao período decorrido desde o início dos Descobrimentos Portugueses, até meados do séc. XVII; este Volume II tem oito cantos e 670 estâncias, respeitante ao período posterior a meados do séc. XVII, até Novembro de 1854, data da descoberta “oficial” da foz do rio Cunene, pelo então governador de Moçâmedes, Capitão Fernando da Costa Leal, e cuja nascente havia sido localizada cerca de dois séculos antes por Lopo Soares Lasso.

Os dois Volumes totalizam 1368 estâncias, salientando os oradores o facto de “Os Lusíadas” terem 1102 estâncias.

In "O Lobito - Agosto 2003" - História do País Africano Relatada de Forma Poética

Por Roberto Correia

     

Os "Lusíadas" de Angola". É desta forma que Mário Frota, autor do prefácio de "Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso", define o último livro de Roberto Correia, que retrata de forma poética a história do país africano.

A obra, dividida em oito Cantos e 670 estâncias - é a sequência de uma outra editada pelo autor, intitulada "Do Tejo Grandioso ao Zaire Poderoso", que abrange o período decorrido entre o início dos Descobrimentos Portugueses até meados do séc. XVIII. Este segundo volume é referente ao período compreendido entre a segunda metade do séc. XVII e Novembro de 1854, data da descoberta oficial da foz do Rio Cunene, pelo então Governador de Moçamedes, Capitão Fernando da Costa Leal.

Como base de elaboração, foram utilizados os segundo e terceiro volumes da série de cinco livros "Angola - Datas e Factos", também de Roberto Correia.

Durante a apresentação do livro, realizada na Casa Municipal da Cultura, Mário Frota lembrou a vida e a obra notável do escritor de ascendência afro-luso-brasileira", que nasceu e viveu em vários pontos de Angola (cuja história começou a investigar desde a sua juventude), até ter sido obrigado a deixar o país em 1975, aquando de uma descolonização que António José Saraiva classificaria como "a mais negra página da história de Portugal".

Segundo Mário Frota - também ele nascido em Angola - , "Do Zaire Poderoso ao Cunene Misterioso" é "uma obra para escorraçar", que "poderá estar votada ao fracasso mas era necessária". E, referindo-se ao público-alvo do livro de Roberto Correia, não hesitou mesmo em afirmar que "os deserdados (da ex-colónia) são os únicos que se poderão rever no livro".

In "Jornal de Coimbra" - De 30/07 a 05/08/2003


    
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