CANTO XI
Nos Reinos do Sertão
1) (216)
Silva e Sousa chegado finalmente
P'ra comandar o Reino principal
Não teve tempo de aguçar o dente
Contra Dala e o Cassanje, seu rival,
Que nem aproveitou a ajuda presente
E o livrou de sofrer um grande mal;
Perdera assim aquele seu comando
Ficando tudo a saque d' outro mando.
2) (217)
Não consegue, porém, ali aguentar
Preferindo regressar à origem,
Sendo logo preenchido seu lugar
Com apoio renovado e vassalagem.
Em Catole, Sequeira iria acampar
Com um certo descuido, mas coragem;
Acabava com trágica surpresa
Perdendo terreno e alguma firmeza.
3) (218)
Explodiam as barracas num instante
Repletos de armas, muitas munições,
Mais parecendo festa delirante
Apavorando suas populações.
-E Sequeira, o "invencível" e triunfante,
Foi abatido com setas nos pulmões
Sem desânimo dos seus companheiros,
Conseguindo vencer, foram primeiros.
4) (219)
Brito, no seu lugar, fez marcha-atrás
Preferindo chegar a outro local
Com muito menos guerra e melhor paz
Mas ganhando a prisão na capital;
Surgindo então Rebelo, mais capaz,
Sendo capitão-mor de bom cabedal,
Vencera Dom Francisco, soberano,
A favor de Vitória, de igual ramo.
5) (220)
Nas terras da Oílla os lusos ficariam
Durante muito tempo conhecidos;
Com os diversos povos contactariam,
Refugiados estando, perseguidos
Por bandos que do norte os ameaçariam,
Havendo mesmo muitos falecidos.
Mas outros por Caconda haviam ficado
Onde um presídio fora então fundado.
6) (221)
Diversos capitães foram nomeados
Para os fortes, presídios, fortalezas,
Mudando duns para outros, controlados
P'lo governo geral , sem estranhezas,
Quando Dona Vitória em seus reinados
Aceitava a passagem das riquezas,
Sem a sua natural interferência,
Em troca duma nova convivência.
7) (222)
A disposição régia determina
U'a geral igualdade dos direitos
De todos residentes nessa sina,
Sem reserva de raças nem defeitos
Entre eles, como a tal lei determina:
Sem uns prejudicar, não sendo eleitos
Com as mesmas regalias, promoções,
Gozando todos povos suas acções.
8) (223)
Mas não deixa ficar no esquecimento
O desastrado tráfico de escravos
Reduzindo-lhes cada sofrimento
Nas suas labutas diárias, que nem bravos;
Terminava com falso tratamento,
Amontoados como abelhas em favos,
Sob pena dumas multas aplicadas
Aos que tinham carteiras bem recheadas.
9) (224)
Chegaram ordens para o Seminário
Se poder instalar na capital,
Quando Lobo começa o seu fadário
Noutro novo comando principal;
Pedira o apoio militar necessário
Com a calma e cautela ante o normal,
Que lhe valera um nome muito maior
De ser " Restaurador e Redentor"!
10) (225)
Em Cahenda, um hospício foi montado,
Pelo padre Francisco, o "Romano",
Enquanto p'ra Quilengues era criado
O sonhado presídio mais humano.
Um patacho havia sido comerciado
Pela Santa Irmandade naquele ano
P'ra transporte de escravos, seu negócio,
E remediar uma obra e o sacerdócio.
11) (226)
Natividade, bispo, falecera
Deixando a igreja numa confusão,
Com desgosto dum povo que cedera
Diante fraco governo sem razão,
Porque em tristes negócios se metera
Desfalcando valores da nação;
Com o parceiro Bento negociara
E, alguns padres detidos, desprezara.
12) (227)
O referido sócio fora aviado
Com desgosto de Lobo, enfurecido;
Aumentara sua trama, bem danado,
Vendo o seu grande lucro reduzido.
Impedira em Benguela um novo dado
E, não sendo Nojosa promovido,
Ficava o amigo Góis com preferência
Embora o Provedor não desse anuência!
13) (228)
Um órgão religioso superior
Não permitia uma certa ordenação
De mestiços, mulatos, por sua cor
Presumir duvidosa filiação;
Carmelitas defendem com ardor
Sem permitirem sua santa admissão,
Talvez porque com seu ar escurecessem
E tais divinos corpos fenecessem!
14) (229)
Novos fortes, presídios, iam surgindo
Na Guia e no alto Penedo, vigilantes,
Enquanto o de Benguela havia cedido
Ficando Rocha e os seus sob os sitiantes;
Aceita acordo em paz reconhecido,
Saindo com outros, crédulo como antes;
Sem cuidar duma falsa palração
Perdera sua cabeça na traição.
15) (230)
Fora depois saqueado com violência
Nem escapando os tristes moradores
Vendo-se assim na dura contingência
De fugirem p'ra matas e arredores
Com os povos da mesma procedência
Mas dependentes d' outros instrutores.
E, do Bongo, Lacerda se retira
P'ro litoral com gado que reunira.
16) (231)
Aguardava-o uma morte repentina
Vindo de novo Góis, seu sucessor,
Contra os sobas locais e assim termina
A luta sem saliente vencedor.
Não conseguindo mais segura sina
O antigo Ngola tenta com vigor
Obter durante a luta o que em paz perdeu
Mas bem pior seria o que lhe aconteceu!
17) (232)
Salvador Benevides falecera
Tendo permanecido num degredo
P'los males que no Brasil cometera
Mas que tinham ficado num segredo,
Sem obter a missão que oferecera
Numa travessia sem demonstrar medo.
No entanto sua memória resguardara
Lembrando o velho tempo em que brilhara!
18) (233)
A douta carta régia decidira
Disciplinar consumo de bebidas
Assim como a assistência que incidira
Onde os escravos tinham as suas vidas.
O Conselho renova o que havia em mira
Sobre as antigas moedas conhecidas,
Ficando para sempre resolvido
Pelo muito transtorno aparecido.
19) (234)
No Congo, João Segundo, ali reinava
Após Pedro Terceiro ser finado;
No entanto, seu poder nem se afirmava
Não tendo uma coroa real colocado,
Pois pertencera a António, que "marchara",
E foi na sua cabeça p'ra outro lado
Donde logo, porém, havia sumido
E o ceptro com o qual tinha perdido.
20) (235)
E, chegara Lencastre ao seu comando,
Vindo com novo bispo em companhia
Mas encontrando tudo num desmando
Que talvez nem dum " lobo" se temia!
Do Bongo, o novo soba reclamando,
A lusa cobertura pretendia
Mas, afinal, perdera a liberdade
Seguindo preso p'ra velha cidade.
21) (236)
O bispo renovara a pretensão
De ter outros alunos diferentes,
Pondo mestiços nessa profissão
Estando deles há muito carentes.
Depois de muita dúvida e inacção
O Conselho resolve alguns pendentes
Sobre os libongos tanto repudiados
E porque, há muito, não eram negociados.
22) (237)
Depois dessa demora o rei decide,
Com apoio do Conselho e da Fazenda,
Que a dita " palha" e o cobre não colide
E que este fazia já falta tremenda.
Mas outra questão sobre o Sonho incide
E fora necessária nova emenda
P'ra ainda um certo Quimpanzo governar
Nesse Congo, que andava a navegar!
23) (238)
Mas o Conde sonhava com negócios
Efectuados por tráfico de ingleses,
Não desejando os lusos para sócios,
Como antes faziam com os holandeses!
Padres, quebrando os seus escuros ócios,
Se governam também bastantes vezes,
Com imenso prejuízo para as gentes
Levadas p'ra lugares diferentes.
24) (239)
Certas igrejas, fortes, reparavam
Para uma mais valiosa posição
Em que alguns dos seus válidos finavam,
Como era Cadornega, em douta acção.
Pedro Segundo, rei, e outros armavam
Pedro Quarto, para outra solução
Naquele antigo trono congolês
Mantendo-se a linhagem dessa vez.
25) (240)
Menezes houvera há pouco chegado
Encontrando diversas confusões
Em Ambuíla e com um outro sobado
Contra os padres em várias situações,
Destruindo, nada tendo ali restado
Que salvasse as melhores intenções;
Mesmo as igrejas foram incendiadas
Sem cuidarem das gentes albergadas.
26) (241)
Figueiredo, porém, capitão-mor,
E muita " guerra preta " protegida,
Decidem aguardar pelo melhor
Estando em Cambambe uma boa guarida.
Não tencionando daí sair, com temor
De perder a boa casa e sã comida,
Sofrera ali o seu rápido final
Bem longe do saudoso Portugal.
27) (242)
Um cabo, Pascoal, toma o seu lugar
Derrotando diversos p'lo caminho
Sem que nada deixasse p'ra o provar
Nessas terras e nem do seu vizinho
Naquele seu tremendo caminhar;
Não escapava nenhum pequeno ninho
E, mesmo as mães, até com tenras crianças,
Sofreram rudes prisões ou matanças!
28) (243)
Estava o Congo numa derrocada
Nem podendo nomear o seu mandante
Que passa ao cargo doutra maior alçada
Sendo em tudo supremo comandante.
Ao outro dava também nova morada
Não tolerando nenhum delirante.
Combatentes de Ambuíla regressados
Foram na capital pouco amparados.
29) (244)
Novas moedas de cobre surgiriam
Mudando as outras formas de pagar;
Assim, melhor os povos compreendiam
Sem recear quem gostava de enganar.
As lutas de Pascoal não se esqueciam
P'lo luso senhor, que o manda louvar
Nem permitindo ofensas descabidas
Às damas na Matamba protegidas.
30) (245)
Magalhães era então governador
Ao fim da demorada, longa viagem;
Com alguma tragédia e muita dor
Meia centena acabara sua miragem.
Trouxera nova moeda com valor
Há muito desejada, boa cunhagem,
Com redução dos soldos a pagar
E um certo desagrado a registar.
31) (246)
Novo bispo porém havia aguardado
Tendo pouca vontade p'ra acudir
A tanto falhanço há muito julgado
E havendo apenas poucos a servir;
Mantinham os escravos ao seu lado
Nos tantos casos que haviam de intervir,
Sem as punições dessa Companhia
Que muitas vezes deles usufruía!
32) (247)
Por todo lado a acção mais se agravava
Com alguns duvidosos missionários,
Cada qual em primeiro se abastava
Porque nem sempre tinham honorários.
No Congo a situação desagradava
Talvez sem haver padres, funcionários,
Civis ou militares que aguentassem
Antes que as feras soltas os matassem!
33) (248)
Por ali circulavam comerciantes
De estranhos e diversos, grandes países:
Buscando outros motivos mais sonantes
Pois andavam metendo seus narizes!
Para Espanha seguiam os meios flutuantes
Carregados de escravos sem suas raízes,
Entretanto nos reinos se parava
E a complicada vida se gerava.
34) (249)
Militares estavam descontentes
Com baixos soldos do novo dinheiro,
Sendo a mandioca e o cobre os componentes
Nesse sistema ardil e sorrateiro.
Entram em acção com seus descendentes
Assaltando armazéns e o forte armeiro;
Saíra para a rua a dita rebelião
C'o degredado Guerra, seu "chefão".
35) (250)
Muitos eram os dessa qualidade
Ali cumprindo suas antigas penas,
Metendo em pavor toda uma cidade
E não, o governante ou os chefes, apenas!
Atingia assim tamanha gravidade
Que Magalhães retira essas empenas
Decidindo ceder, dando razão
A quem reclama co' as armas na mão!
36) (251)
Nem meios-termos decidem aceitar
Vendo-se p'lo Senado bem apoiados,
Tão pronto decidiram protestar
Que exigiram a morte duns culpados;
Na armadilha acabaram por tombar
Sendo presos e alguns executados!
Vencem soldos, farinhas e vestuários
Para não parecerem presidiários.
37) (252)
Andavam alguns já quase despidos
Sem se saber dos postos ocupados,
Embora assim do calor protegidos,
Mas pelos maus insectos bem picados;
Perante esses desleixos desmedidos
Mais estranhos negreiros infiltrados
Assaltavam nas costas co' alguns navios
E subindo, manhosos, pelos rios.
38) (253)
Num outro Reino Dom João governava
Em paralelo com seu concorrente
O que ainda mais ao Congo perturbava
Com desentendimento entre sua gente.
Por terras de Catola o povo andava
Contra o Songo com luta permanente.
Magalhães intervinha e vencera ambos
Lucrando obter escravos dos seus "sambos".
39) (254)
Eram usados ainda nos trabalhos,
Nos lugares das éguas não chegadas
Depois de tantas leis, ou por atalhos,
Andando as naus de escravos carregadas;
Mas de bebidas não ficaram falhos
Pois que no Brasil eram fabricadas,
Resultando em benéfica receita
Para a despesa com a tropa feita!
40) (255)
Outro Menezes havia de surgir
E, sendo ali também um general,
Com muitas decisões por assumir
P'ra melhorar o Reino principal,
Findava com negócios sem porvir
Destruindo ainda a economia nacional
E trocava os escravos por cavalos
Amontoados em poucos intervalos.
41) (256)
Para garantir forte construção
Decidem formar cursos adequados
Tendo Geometria, Fortificação
E em São Paulo ficavam instalados;
Outra medida a ter em atenção
Baseava-se nos "cobres" circulados
Sem agradarem aos intervenientes,
Pondo em disputa muitas das suas gentes.
42) (257)
Mesmo o Senado apoiava tal medida
Desejando a suspensão da remessa,
Voltava tudo para a mesma lida
Havendo pausa, sem alguma pressa!
Uma decisão régia foi assumida
Cancelando outro preço em cada "peça",
Não podendo circular no Brasil
Como fora um desejo sem ardil.
43) (258)
O Reino do Bailundo foi fundado
Por Katiavala, chefe da Kibala,
Há muito conhecido e contactado
No centro duma válida sanzala.
Ambundo, de Caconda, revoltado,
Tinha apoio de Cafunga na sua embala,
Por ser senhor daquela povoação
Sem admitir manobra doutra mão.
44) (259)
Pascoal, capitão-mor dessa Benguela,
Bem apoiado por Faria, capitão,
Atacam o Caconda numa viela
Junto do chefe d ' outra povoação.
Na Baía Farta surgira a nau sem trela,
Com holandeses em observação
Para o danado tráfico negreiro,
Valendo menos o homem que o dinheiro!
45) (260)
Francisco Paiva, Frei negociador,
Resolvia alguns problemas complicados
Com diversos e o Conde Sonhador
Estando dependentes dos reinados.
Terminara assim o governador
Com trabalhos, mas bolsos compensados.
Com a Misericórdia repartia
Bastantes dos escravos que possuía.
46) (261)
A seguir, novo Távora chegava
Mas estando bastante envelhecido,
Pleno de autoridade que fartava
E da reforma bem mais carecido.
A situação nos Reinos mal estava
Com sobas sem se terem convencido
Para entrarem num bom entendimento
Recebendo melhor casa e alimento.
47) (262)
Tentando uma mais frágil solução
Para resolver tantas desavenças,
Confirmara no Congo a nomeação
De Dom Pedro, sem outras diligências.
Tivera alguns problemas na sua acção
Prendendo o Provedor doutras audiências
No forte do Penedo e alguns parceiros
Que não comprovam seus fartos dinheiros!
48) (263)
A sua idade porém o destronara
No fim de prolongados sofrimentos;
Entre os jesuítas, onde se acoitara,
Foi " despachado " com medicamentos!
Muita gente, por tal, livre ficara,
Terminando pesados sofrimentos,
Em troca de prolongados festejos
Cada um satisfazendo seus desejos.
49) (264)
Novo Senado assumia esse poder
E manda recolher capitães-mores
Mas com diversas ordens a saber
Até que as recebessem superiores;
Muitas obras estavam por fazer
Recuperando fortes anteriores
Enquanto os Capuchinhos instalavam
Um hospital de que necessitavam.
50) (265)
Pedro Quibango estava preocupado
Com os muitos problemas do seu trono
Quando a velha Mafuta havia chegado
Para decidir sobre o seu patrono;
Teve mudanças no novo Senado
Bem como na Diocese havia outro dono;
Franceses assaltavam atrevidos
Colhendo todos lusos bem distraídos.
51) (266)
Pretendiam fazer "abastecimentos"
Sem terem mais quaisquer obrigações,
Mesmo nem sendo normais alimentos
Sob pena de efectuarem repressões!
Por cautela retiram documentos
Seguindo todos p'ra outras posições;
Cessava a missa do Corpo de Deus
Que boa era a hora de haver mais uns ateus!
52) (267)
Em Benguela atacava a artilharia
Que dos barcos apoiavam os invasores
E a fortaleza aos poucos desfazia
Ficando em confusão os seus moradores.
Reorganizam-se as forças em valentia
Espantando o barão com seus valores;
Trepavam lestos para seus navios
Antes que sofressem mais calafrios;
53) (268)
Nem esqueceram rápidos assaltos
Às moradias, igrejas e armazéns,
Deixando a população em sobressaltos
Sem abastecimentos nem vinténs.
Na capital andavam com ressaltos
Reunindo-se, protegiam todos bens
Com a ajuda do Sonho e uns estrangeiros
Que venciam outros mais aventureiros.
54) (269)
E nem do Brasil vinham reforços
Solicitados já tempos atrás
Porque necessitavam braços moços
Em culturas que por ali se faz.
Volta o perigo criando uns alvoroços
Que recordam desgraças e não a paz;
Era bastante incerta a situação
E nem sendo encontrada a solução.
55) (270)
Dom Almada era o novo comandante
Daquele grande barco tropical
Confinando com areias escaldantes
Mas com estranha planta natural.
Como outros tenta, de modo aliciante,
Os processos de adquirir capital
Movimentando escravos sem findar,
Reprovado negócio a eliminar.
56) (271)
Beatriz Kimpa, chamada Dona Santa
Por reencarnar António celestial,
Esquiva, a todos pintava sua manta
Com visitas ao Senhor Principal,
Sendo sua convidada, o que o encanta,
Por ser de São Salvador natural!
Uma ressurreição teria imitado
E aquela Terra Santa havia salvado.
57) (272)
De muito longe os fiéis ali acudiam
Para ajudarem nessa Salvação;
Pedro Quarto e outros não se convenciam
Pondo um fim nessa tal encenação,
Terminada nuns troncos que sumiam
Com os corpos, ardendo em cremação!
Mas perdeu a mais antiga e sua linhagem
Sem outro descendente ou vassalagem.
58) (273)
Do Brasil mais escravos pretendiam
P'ra salvar os " engenhos " desfalcados
Mas pelo interior lutas ressurgiam
Em terras de Caconda e seus sobados.
Dom Pedro Quarto e os seus se recolhiam
P'ra Lelunda, enviando o outro com aliados;
Constantino, porém, mais desejava
E ficar nesse trono se esforçava.
59) (274)
Esse Pedro não aceita tal mudança
Mandando-o prender pelo seu pescoço
E, cortado a cutelo, com pujança,
Perante alegria e num grande alvoroço
Acabara de vez com tanta andança
E pretensões de mais algum rei moço!
Os "Quibango" reassumem a realeza
Dando aos "Quipanzo" os restos da sua mesa.