Entrar domingo, 20 de Maio de 2012
 Ongeva (Saudade)

Saudades da anhara

verde e morena,

do vento uivando
pelo emaranhado

do capim que alteia

gingando e baloiçando,
numa dança tão louca

de sons breves e graves,
qual batuque melódico
no tam-tam cadente

das noites de orgia,
em bebedeiras de prazer.
Ah! ongeva, ongeva...

da imensa terra biena.
Saudades da anhara
que ladeia o Cuanza
ufano e vitorioso
que possui ciumento
o coração de ANGOLA.

 

               Fernanda Marques


    
Ongeva (Saudade)
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