Saudades da anhara
verde e morena,
do vento uivando
pelo emaranhado
do capim que alteia
gingando e baloiçando,
numa dança tão louca
de sons breves e graves,
qual batuque melódico
no tam-tam cadente
das noites de orgia,
em bebedeiras de prazer.
Ah! ongeva, ongeva...
da imensa terra biena.
Saudades da anhara
que ladeia o Cuanza
ufano e vitorioso
que possui ciumento
o coração de ANGOLA.
Fernanda Marques