Entrar domingo, 20 de Maio de 2012
 As Outras Famílias

GENTE QUE NASCEU OU PASSOU POR CAMACUPA

 

 

Quando se fala das pessoas de Camacupa vêm à mente aquelas que pelo seu poderio comercial ou por terem ocupado cargos de relevo foram conhecidas por todos, esquecendo-se os menos afortunados e os que por lá passaram e deixaram de uma ou outra maneira o seu contributo para o engrandecimento da terra.

É exemplo desse esquecimento, ou talvez desconhecimento pelos longos anos já passados, um dos que contribuiu para a fundação da terra. Nessa altura não existia a chamada Camacupa, mas sim um sobado cujo chefe era o SOBA Catanganha, nome que passou a pertencer também à pequena povoação, quando ali se fixa o colono JOSÉ LUCAS DA COSTA. Foi este homem o grande impulsionador, juntamente com os comerciantes Carvalhos, Filipina Lisboa e os Coutos, da fundação de Camacupa.

Não quero desvalorizar ninguém, mas apenas relembrar aqueles que pela força das CIRCUNSTÂNCIAS vão caindo no esquecimento, apesar de muitos serem filhos da terra, ou ali terem crescido.

Há ainda a relembrar aqueles que ali foram colocados, temporariamente, nas diversas repartições e em organismos privados (caso seja possível) durante dois ou três anos;

aqueles homens que, como aviados dos grandes comerciantes, labutaram e se fixaram com mais ou menos sucesso no meio Camacupense e aí foram integrados.

Falar dos grandes comerciantes também está na minha mente, mas esses ficarão para o fim, quando já não me lembrar dos que foram menos contemplados.

Todos esses senhores contribuíram grandemente para o enriquecimento e desenvolvimento da terra, não só económica e culturalmente, mas também e até espiritualmente.

Alguns chegaram a ocupar posições de relevo tais como: dirigentes camarários, presidentes dos clubes, professores, gerentes comerciais, treinadores de futebol, funcionários públicos, do C.F.B. ou outros, cargos esses que foram fundamentais para o desenvolvimento harmonioso da terra e assim a tornaram uma das mais prósperas de Angola.

 

Relativamente à cultura:

Quase nada existia nos anos quarenta; apenas havia cinema ambulante de tempos a tempos, assim como uma revista. Os meios informativos eram reduzidos e pontos de encontro só na Associação Beneficente e Recreativa. Esta Associação levava a efeito as suas festas, que eram um ponto de encontro, onde os que quisessem conviviam e se distraíam.

Por vezes o cidadão aí ia tomando conhecimento do que se passava pelo mundo, em conversa com outras pessoas.

Há a destacar ainda os bancos, que certos comerciantes tinham nos passeios, defronte de suas casas ou estabelecimentos e que eram chamados de “bancos da má-língua”. Aí se reuniam pela tardinha até à hora do jantar, alguns homens, em amena cavaqueira, abordando assuntos com interesse comercial, cultural ou até de interesse fundamental para a comunidade.

Nos bancos da “má-língua” havia sempre uma novidade para ser contada, nem que fosse sobre futebol. Todos eram informados dos acontecimentos, ainda que por vezes deturpados, passados na terra, na colónia e também na metrópole.

Os noticiários transmitidos por algumas emissoras de rádio, como único meio de comunicação existente, eram ouvidos pela maioria das pessoas, em toda a Angola.

Era a célebre, conhecida e chamada telefonia.

Era muito novo quando rebentou a Segunda Guerra Mundial, mas lembro-me que todas as pessoas ouviam rádio, principalmente os noticiários transmitidos (em português) pela B.B.C., Emissora Nacional e outras.

Nos tais bancos da “má-língua” comentavam-se todos os acontecimentos.

Energia eléctrica não existia e só muito mais tarde é que Camacupa passou a estar toda iluminada e a consumir água potável canalizada.

Foi extremamente doloroso e revoltante, para mim, ver fotografias e filmes do tanque de água, frente à antiga Capela, selvaticamente deitado por terra, bem como casas sem tectos, paredes caídas, casas sem pinturas, janelas com vidros partidos, com papelões a servirem de vidros, simplesmente pela negligência e incúria da maioria dos actuais habitantes

Não se desculpem com a GUERRA mas sim, com o hábito primitivo e selvático dos seus actuais habitantes.

Foi-lhes deixada uma Cidade bem delineada, pintada, bem conservada, com estradas asfaltadas, com electricidade, com água canalizada e em franco progresso.

Três décadas e pouco após a independência, verifica-se que em vez de progredir, aquela que foi uma terra onde a beleza era um encanto, se encontra em pleno retrocesso.

Ali impera a degradação, a falta de higiene, o que não existia, quando ocupada pelos antigos proprietários, chamados de COLONOS PORTUGUESES.

 

Ai! Ai! ANGOLA a que ponto chegaste!…

 

De uma forma ou outra, os portugueses que desbravaram as terras do planalto do Bié e por conseguinte o Centro Geodésico de Angola, caem no esquecimento com o passar dos anos. 

Conhecidas ou desconhecidas, lembradas ou apenas recordadas devido aos longos anos de afastamento, todas estas pessoas que vou passar a identificar (o melhor possível) tiveram o seu espaço naquela pequena GRANDE terra que foi Camacupa, porque era uma cidade em que todos se conheciam, todos trabalhavam, todos se ajudavam e até se admiravam.

 

Pois, comecemos:

FILIPINA LISBOA, senhora franzina vivendo com seus dois filhos nos arredores de Camacupa (mais 2 ou 3 quilómetros) simpática, mas devido ao falecimento de seu marido vivia com certas dificuldades financeiras. Acompanhou-o sempre, na sua caminhada por terras de África e foi uma grande impulsionadora na fundação daquela terra, que veio a ser anos mais tarde uma das cidades mais conhecidas e importantes do planalto do Bié, a célebre cidade de Camacupa. Convivi muito com ela, por ser grande amigo e companheiro do filho nas caçadas aos pássaros. Ele era o VICTOR MANUEL DE ALMEIDA também conhecido por Victor Lisboa.

O filho CARLOS LISBOA, que durante muitos anos trabalhou na fábrica de descasque de arroz em frente aos terrenos da estação do C.F.B. reside actualmente na margem Sul do Tejo.

Teve além destes rapazes duas raparigas, sendo uma a Natércia e a outra o vento fez o favor de levar o seu nome.

O Victor infelizmente faleceu em 2007. Residiu a partir de 1975, no Algarve e tive o prazer de o contactar telefonicamente, antes do seu falecimento.

 

Lembrar pessoas e esquecer a mais antiga senhora de Camacupa seria imperdoável. Nasceu em Portugal e cedo embarcou para a terra que a acolheu até ao ano de 1975, ano em que regressou à sua terra Natal (Mesquitela da Serra), onde faleceu com cerca de 100 anos.

Aquela querida velhinha chamava-se ROSA MARQUES DA COSTA.

Para chegar a Catanganha teve que percorrer parte do caminho em tipóia, dormindo pelo mato e após dias de caminhada lá chegou à terra, onde seu irmão José Lucas da Costa a acolheu, mais ao seu sobrinho de tenra idade TIAGO MARQUES da COSTA.

Relembro com saudade a sua passagem diária, frente à farmácia Silveirinha para se encontrar com a segunda senhora mais antiga, a D. JÚLIA BARBÊDO. Esta era proprietária da casa geminada, ao lado da farmácia. Pelo menos um cumprimento era habitual daquela senhora de cabelos quase todos brancos. Havia quase sempre uma troca de breves palavras e mais uma dúzia de passos andados encontrava a velha amiga, que por vezes a aguardava sentada numa cadeira ao lado da porta.

Seu filho TIAGO, que fez a sua vida sempre em Camacupa, montou uma oficina num barracão pertencente a sua mãe. Casou com a filha de ALFREDO CAMPOS, MERCEDES e tiveram três filhas: Ana (Anita) casada com Orestes Magalhães (falecido a 21.5.2008), vivem na margem sul do Tejo, Rosa (Nené) casada com o Álvaro Coelho residentes em Salvador (Bahia), Brasil e a Graça casada com o Rui, natural do Lubango e técnico de electricidade.

ANA MARIA DE CAMPOS MARQUES e Orestes de Magalhães são referenciadas mais à frente juntamente com os funcionários de Fazenda Pública.

ROSA MARIA CAMPOS MARQUES e Álvaro Martins Loureiro Coelho tiveram dois rapazes sendo o mais velho o Luís Filipe Marques Coelho e o mais novo Paulo Jorge Marques Coelho.

MARIA DA GRAÇA CAMPOS MARQUES e Rui Martins Soares tiveram dois filhos aos quais lhes deram os nomes de Sílvia Jerónimo e Óscar Rafael Soares.

 

Há a recordar a família LORENA, que viveu durante um tempo na casa onde ultimamente residiu Idalinda Rosa (enfermeira parteira):

MÁRIO RAMIRO GONÇALVES DA SILVEIRA E LORENA casado com Afonsista Silva, viveram algum tempo em Camacupa e aí lhes nasceram os cinco filhos: Maria Raquel Silva da Silveira e Lorena, António Augusto Silva da Silveira e Lorena, Maria Judith Silva da Silveira e Lorena, Armando Mário Silva da Silveira e Lorena, e Carlos Eduardo Silva da Silveira e Lorena.

Havia ainda o Ramiro da Silveira e Lorena que era filho do Mário Ramiro e da Luísa.

MARIA RAQUEL SILVA DA SILVEIRA E LORENA casada com Jorge Augusto Fialho Pacheco Conceição. Tiveram um filho a quem foi posto o nome de Paulo Eduardo da Silveira e Lorena Pacheco da Conceição.

ANTÓNIO AUGUSTO SILVA DA SILVEIRA E LORENA casado com Maria Fernanda Martins Pereira. Ele faleceu em 04/03/2004 em Cruz de Pau (Amora).

MARIA JUDITH SILVA DA SILVEIRA E LORENA casada com Fernando Carrilho Maduro. Tiveram dois filhos: José Guilherme da Silveira e Lorena Maduro e João Filipe da Silveira e Lorena Maduro.

ARMANDO MÁRIO SILVA DA SILVEIRA E LORENA casado com Maria da Conceição Franco Coimbra. Tiveram duas filhas, Maria José Franco Coimbra da Silveira e Lorena e Teresa Maria Franco Coimbra da Silveira e Lorena.

CARLOS EDUARDO SILVA DA SILVEIRA E LORENA não deixou descendência e faleceu em 1998, em Cascais

RAMIRO DA SILVEIRA E LORENA casado com Maria Coutinho. Tiveram dois filhos, o Hélder Lorena e desconhece-se o nome do 2º filho. Ele foi empregado de Francisco Monteiro.

 

Por ali passou um homem de que me lembro mas, apenas sei o apelido e que era carpinteiro: o velho «COLUMBANO»!

O velho COLUMBANO chega a Camacupa e manda construir um grande casarão coberto a capim onde passou a habitar e de parte do referido casarão fez uma oficina de carpintaria. De uma união havida entre o referido COLUMBANO TEIXEIRA e uma nativa nasceram os seguintes filhos: JAIME TEIXEIRA, PRÓSPERO TEIXEIRA e MARIA TEIXEIRA (também conhecida por XUXU).

Há quem, habitando na Nova Zelândia, procure mais elementos dele. É o que temos, no momento.

Só os mais antigos se poderão lembrar dessa pessoa ou de outras dessa época.

 

Por Camacupa passaram muitas outras pessoas que pela força das circunstâncias ou pelo agradável da terra, ali se fixaram.

Lembro-me de MÁRIO PEREIRA, homem simpático, bastante tratável assim como sua velhinha mãe Sr.ª D. RAQUEL, que faleceu com bastante idade, mas sempre com um sorriso nos lábios.

Mário Pereira, foi Chefe de Posto do Cuemba (durante cerca de 35 anos), fixou-se naquela povoação e sua filha Maria Eva, casou com o Adelino Gerardo.

 

CÂNDIDA DE JESUS JARDIM DA SILVA casada com JOSÉ JARDIM DA SILVA: tiveram 14 filhos e a D. Cândida ainda teve mais dois de uma primeira relação.

A velha senhora apesar de não ser parteira diplomada assistiu a uma enorme quantidade de partos. Chamo-lhe propositadamente velha senhora, porque a ideia que tenho foi a de a conhecer sempre como sendo uma mulher idosa.

Viveu alguns anos com sua neta nascida na Chissamba, e registada na Nharêa. É uma grande amiga de infância a CAMILA MADEL DE JESUS GONÇALVES MAIA. Residiam ao lado da fábrica de descasque de arroz. Entretanto a velha Cândida mudou-se para Silva Porto e foi viver com seu filho, (hoje octogenário) Gualdino Rodrigues da Silva.

A Camila casou com o António Maia de quem teve duas filhas, a Lúcia e a Dulce, vivendo actualmente nos arredores do Porto.

 

Numa casa pertencente ao Joaquim Martins “Samitondo”, onde muito posteriormente funcionou o Novo Mundo, ali viveu o homem que a maior parte da população conheceu pelo seu estilo militarista.

Foi o Tenente TRAVASSOS como era conhecido. Seu verdadeiro nome era ANAÍBAL TRAVASSOS COSTA, casado que foi com Miquelina Travassos Costa, os quais foram pais de Florinda, Virgínia e Maria Constança. Esta última Senhora que é viúva de NORBERTO DOS SANTOS MARQUES, vive actualmente com Maria Helena Marques em Algueirão, no concelho de Sintra com a bonita idade de 89 anos. Deste casamento resultou o nascimento de Maria Emília, da referida Maria Helena e da Maria Amélia.

MARIA EMÍLIA TRAVASSOS MARQUES RODRIGUES casada com Orlando Marques Rodrigues, ambos médicos, tiveram três filhos aos quais puseram os seguintes nomes: Paulo Jorge Marques Rodrigues, Orlanda Marques Rodrigues (falecida em acidente de viação) e Sérgio Marques Rodrigues.

MARIA HELENA TRAVASSOS MARQUES casou com Alvito BaRcelOS Vaz, ela professora e ele advogado e tiveram dois filhos: João Pedro Marques Barcelos Vaz e José Luís Marques Barcelos Vaz.

Mais tarde tornou a casar com António Oliveira Macedo, Engenheiro de Máquinas de quem teve uma filha Joana Marques Macedo.

MARIA AMÉLIA TRAVASSOS MARQUES foi casada com Octávio Neves, ele gestor e ela licenciada em germânicas (professora aposentada) e tiveram uma filha Sofia Marques das Neves.

 

JOSÉ RODRIGUES foi chefe de estação dos correios e era casado com Maria José. Tiveram dois filhos: o António (Tó ou Toy como era conhecido) e a Maria do Carmo. O Toy casou com Menita, irmã da Lili Travassos, que esteve em Camacupa com seu marido Travassos.

A Maria do Carmo casou com Luís Coelho, viveu no Huambo e actualmente reside no Estado de S. Paulo – Brasil.

Depois José Rodrigues enviuvou e passou a viver com o seu filho António Rodrigues, no Fundão.

 

Procuro saber os nomes completos dos indivíduos de quem escrevo.

Este trabalho que me propus elaborar tem sido bastante difícil, por serem escassos os contactos.

Desde o Minho ao Algarve, passando pelo Canadá, Holanda e destes para os países Sul Americanos e até África encontram-se pessoas que residiram no Centro Geodésico de Angola.

A Net tem sido a grande auxiliar para a resolução de grande parte das pesquisas e até dos contactos.

Desta forma, paulatinamente, vou conseguindo os elementos indispensáveis para progredir com o meu trabalho para que um dia distante, algum curioso ainda com ascendência a velhos que fizeram parte da população Camacupense possa alicerçar com mais facilidade a árvore genealógica. 

No entanto não foi minha intenção que um curioso qualquer, obtivesse elementos para a árvore genealógica mas apenas relembrar essa gente, que contribuiu em grande parte para a civilização dos povos indígenas que viviam até então, num mundo desconhecido da pouca população branca que rumou àquelas paragens.

Com a chegada e instalação do homem branco, aquela terra adquiriu um novo desenvolvimento e o povo indígena foi-se civilizando. Hábitos diferentes foram absorvidos por esses povos, mas os costumes mantiveram-se, com algumas pequenas alterações, já que a um povo é dificílimo manter ao longo de anos as tradições, hábitos e costumes primitivos.

Continuando a escrever sobre aquela terra e aquela gente tenho a acrescentar que entre a casa onde residiam Francisco e Josefa Costa e a loja de Manuel Luís Mateus habitava a família FIGUEIREDO.

É uma família bastante numerosa derivada aos filhos, netos e naturalmente bisnetos que a alegre e simpática senhora JÚLIA FIGUEIREDO tinha.

A matriarca Júlia viveu no grande casarão com suas filhas Leonor, Clarisse e seu genro EDUARDO FARIA casado com a Leonor Figueiredo Faria e desse casamento nasceram os seguintes filhos: Maria Teresa de Jesus Figueiredo Faria Dias, Áurea Manuela Figueiredo Faria e Eduardo Nelson Figueiredo Faria.

RAQUEL FIGUEIREDO MARTINS casou com António Martins guarda-livros da firma Martins & Gonçalves e tiveram os seguintes filhos: Rosário Figueiredo Martins, Zica Figueiredo Martins (já falecida) e o José Figueiredo Martins.

Nas duas extremidades do velho casarão com grande loja há muito encerrada e grande armazém existiam duas vivendas, ambas habitadas pelos filhos António e Francisco Figueiredo “Chico”, respectivas mulheres e filhos.

 

ANTÓNIO PAIVA FIGUEIREDO e Amélia Cunha Figueiredo casaram e tiveram os seguintes filhos: Natália Cunha Figueiredo, António Cunha Figueiredo, João Cunha Figueiredo e Lisete Cunha Figueiredo.

FRANCISCO PAIVA FIGUEIREDO casou com Helena Duarte Figueiredo e desse casamento nasceram quatro raparigas e um rapaz a quem foi posto os nomes próprios: Ivone Duarte Figueiredo, Olga Duarte Figueiredo, Odete Duarte Figueiredo, Margarida Duarte FIGUEIREDO e Hernâni Duarte Figueiredo.

Ele era camionista (conduzia um camião enorme International K11) e um grande atirador à caça grossa.

 

JOSÉ CUNHA (Cambuta) e Maria dos Anjos Cunha eram duas pessoas prestigiadas no meio. Há muita gente que se lembra do casal e que nas conversas sobre a terra falam deles.

No entanto as gerações, posteriores à minha não conheceram o grande comerciante que foi, até a morte o levar.

Pouco tempo depois do seu desaparecimento o pequeno e grande homem (comerciante), Manuel Marmé que casou com Maria Teresa Oliveira (filha do casal Oliveira do Hotel) tomou conta do seu comércio.

A viúva, Maria dos Anjos, pessoa inteligente e dinâmica, com algumas posses financeiras regressa a Portugal acompanhada pelas suas quatro filhas, educa-as e acompanha-as nos estudos.

Instala-se na cidade de Coimbra e recebe estudantes para minimizar as despesas. Consegue que as suas filhas Alice e Laura tirem o Curso de Magistério Primário e que a Maria do Carmo (Carminho) e a Celeste entrem para a Faculdade de Medicina e completem as respectivas licenciaturas.

 

JÚLIO MENDES casou com Maria dos Anjos Mendes e dessa união nasceram dois filhos, sendo o Júlio (Julinho) e a Margarete.

Foi comerciante no Massonde e posteriormente em Camacupa tendo ficado na loja que pertencera ao Diogo.

 

ARMÉNIO EURICO DOS SANTOS SÉCCA casou com Ester Domingues Serrado Sécca e eram um casal bastante conhecido em Camacupa, onde ele veio a falecer em 1958 e a matriarca Ester faleceu em Rio de Mouro, concelho de Sintra em 1983, para onde veio residir depois da debandada de Angola.

Ali viveu os seus últimos anos contra a sua vontade. 

Após o casamento nasceram-lhes cinco filhos, dos quais a maior parte viveu ou teve sempre uma ligação a Camacupa.

Os filhos foram os seguintes: Maria Ermelinda Serrado dos Santos Sécca, Maria do Céu Serrado dos Santos Sécca, Maria Hermínia Serrado dos Santos Sécca, Maria José Serrado dos Santos Sécca, e Arménio Serrado dos Santos Sécca.

MARIA ERMELINDA SERRADO DOS SANTOS SÉCCA GONÇALVES casou com Fernando Guilherme Cardoso Gonçalves eram um casal que conhecido pela maior parte da população através das alcunhas respectivas “BINDINHA “ e “CHUVINHAS”. Tiveram duas filhas a quem deram os seguintes nomes: Fernanda Etelvina Sécca Cardoso Gonçalves e Maria José Sécca Cardoso Gonçalves.

Ele foi guarda-livros da firma Rabaçal & Bolota.

A NANDA (Fernanda) casou com SOARES DA SILVA TEIXEIRA, Eng.º Químico e teve três filhos Rui Fernando da Silva Teixeira, Ana Isabel da Silva Teixeira e Eduardo Jorge da Silva Teixeira. Alterou o nome por efeito do casamento tendo acrescentado os apelidos DA SILVA TEIXEIRA.

MARIA JOSÉ SÉCCA CARDODO GONNÇALVES, nascida em Camacupa, não tem filhos.

MARIA DO CÉU SERRADO DOS SANTOS SÉCCA, nascida em Benguela, faleceu em Rio de Mouro concelho de Sintra, para onde veio residir após a descolonização de Angola. Não deixou descendentes.

MARIA HERMÍNIA SERRADO DOS SANTOS SÉCCA RUIVO e Domingos Martins Ruivo, casaram na Igreja de Camacupa e tiveram dois filhos: Manuel Arménio Sécca Ruivo e João Eurico Sécca Ruivo.

MARIA JOSÉ SERRADO DOS SANTOS SÉCCA RIBEIRO e José Acácio Nunes Ribeiro casaram e tiveram duas filhas: Maria João Serrado Sécca Ribeiro e Maria Silvina Serrado Ribeiro, ambas nascidas em Camacupa.

A filha MARIA SILVINA SERRADO SÉCCA RIBEIRO (RODRIGUES) casou com Luís Alberto Gomes Rodrigues e deste casal há dois descendentes: Bruno Miguel Ribeiro Rodrigues e Tânia Sofia Ribeiro Rodrigues.

ARMÉNIO SERRADO DOS SANTOS SÉCCA e Maria da Luz Pereira Paula Sécca, casaram e tiveram duas filhas: Ana Maria Paula Sécca e Cármen Paula Sécca.

 

JOÃO MARIA FERNANDES casou com Maria José de Albuquerque e Sousa, viveram em Camacupa depois de ele ter deixado o seu emprego no C.F.B. e se ter estabelecido como comerciante no Cuemba. Resolveu sair da terra onde as quedas de água são maravilhosas e estabeleceu-se como comerciante na mais importante terra biena. 

Do casamento tiveram três filhas mas só duas sobreviveram: A MARIA ALZIRA que casou com Joaquim Martins Gouveia reside na margem Sul do Tejo, Vale de Milhaços – Corroios.

A outra filha MARIA DO CARMO casou com Francisco José Sá Pereira e residem em Alpedrinha, Castelo Branco.

 

ANTÓNIO ALBUQUERQUE SOUSA casou com Margarida Sousa e do casamento há quatro filhos: Raul, João, Alípio e Alzira “Zirita”.                         

Ele foi comerciante em duas ou três localidades.

Anterior ao casamento o António Albuquerque Sousa já tinha um filho: LINO DE SOUSA que casou com Natália Duarte “Pequerrucha” de quem teve um filho.

RAÚL ALBUQUERQUE SOUSA casou com Maria Emília Veríssimo dos Santos mas desconhecemos o número de herdeiros.

JOÃO ALBUQUERQUE SOUSA imigrou para Moçambique, onde esteve muitos anos, por lá casou mas não sabemos quantos filhos tiveram.

ALÍPIO ALBUQUERQUE SOUSA faleceu em Nova Lisboa quando ainda na sua juventude.

ALZIRA ALBUQUERQUE SOUSA encontra-se a residir na área de Lisboa e é casada (?).

 

AFONSO RAMOS DIOGO e Maria do Céu Diogo casaram e estabeleceram-se como comerciantes numa casa onde tinha vivido a família Vieira Mendes ao lado da Associação Beneficente e Recreativa de Camacupa, “O Desportivo”.

Do casamento resultou o nascimento de dois rapazes sendo o mais velho o António Afonso e o mais novo o Raul Isidro.

 

ABEL DIAS e Silvina Quental tiveram os seguintes filhos: Aníbal Dias, Armando Dias e António Dias. Foi o homem dos sete ofícios que consertava galeras e tudo o que havia para consertar além de se dedicar à fabricação de tijolo e telha.

 

LUCIANO CAÇOTE casou com Maria Luísa Alves Caçote e tiveram duas filhas sendo a primeira Maria Luísa da Fé Caçote (Conservadora do Registo Predial de Viana do Castelo?) e Carla Alves Caçote (Assistente Social). Ele foi motorista da firma Gerardo & Irmãos.

 

JÚLIO RIBEIRO e Júlia Ribeiro, (Júlio da Júlia ou vice versa como eram conhecidos). Casal muito simpático, não teve filhos e cuidou desde tenra idade da sobrinha Marlene Ribeiro. Ele foi empregado durante bastantes anos da firma Martins & Gonçalves.

A mulher Júlia trabalhava na costura e foi criada pelo casal Oliveira, donos do Hotel com o mesmo nome. Até parecia transmitir a simpatia do casal Oliveira.

A Marlene estudou comigo em Camacupa, tendo casado com António de Sousa e vive actualmente em Albufeira.

 

AMÂNDIO COUTO BARBEDO PINTO casou com Júlia da Mata Barbêdo Pinto.

Apesar de ter alguns elementos de Amândio Pinto não o cheguei a conhecer, pois meus pais ainda se encontravam em Luanda, quando do seu falecimento. Conheci muito bem a Matriarca Júlia tendo essa senhora vendido o terreno aos meus pais, onde construíram o prédio e instalaram a Farmácia Silveirinha.

Do casamento resultou o nascimento dos seguintes filhos Álvaro da Mata Barbêdo Pinto, António da Mata Barbêdo Pinto, Irene da Mata Barbêdo Pinto, Amândio da Mata Barbêdo Pinto, Fernando da Mata Barbêdo Pinto, Augusto e Mário da Mata Barbêdo Pinto.

Só o Amândio Barbêdo e o Fernando Barbêdo se fixaram em Camacupa.

AMÂNDIO BARBEDO PINTO casou com a Germina Santos Barbêdo Pinto filha do Santos “Saboeiro”.

Foi comerciante na Gamba, mas de uma maneira geral seus filhos residiram sempre em casa da avó Júlia. Mais tarde fixou-se em Camacupa e nos últimos anos da sua vida residiu em Soure, Coimbra.

Tiveram os seguintes filhos: Rui Nelson Santos Barbêdo Pinto, Laura Santos Barbêdo Pinto, Amândio Santos Barbêdo Pinto, Angelina Santos Barbêdo Pinto, Júlia Santos Barbêdo Pinto e Rogério Santos Barbêdo Pinto.

RUI NELSON DOS SANTOS BARBÊDO PINTO é solteiro mas tem dois filhos: Nelson Rogério da Mota Barbêdo Pinto e Júlia Andreia Mota Barbêdo Pinto.

MARIA LAURA DOS SANTOS BARBÊDO PINTO casou com Luís Manuel Jales Coelho, ele técnico de electrónica e tiveram dois rapazes, aos quais puseram os seguintes nomes: Daniel Luís Barbêdo Jales Coelho e Rui Miguel Barbêdo Jales Coelho.

AMÂNDIO JORGE DOS SANTOS BARBÊDO PINTO casou com Ana Maria Sousa Barbêdo Pinto, e dessa união nasceram os seguintes filhos: Sandra Aidê Sousa Barbêdo Pinto, Magda Sousa Barbêdo Pinto, Iury Amândio Sousa Barbêdo Pinto, Tânia Sousa Barbêdo Pinto.

ANGELINA MARIA DOS SANTOS BARBÊDO PINTO faleceu muito jovem.

JÚLIA MARIA DOS SANTOS BARBÊDO PINTO vive em Soure, distrito de Coimbra e casou com Alberto Pedro Gouveia dedicando-se ao ramo da fotografia e da união nasceram-lhes: Paulo Jorge Barbêdo Gouveia e Denisa Sofia Barbêdo Gouveia.

ROGÉRIO ANTÓNIO DOS SANTOS BARBÊDO PINTO casou com Maria João Cardoso Pinto sendo ele empregado comercial no ramo da fotografia. Da união do casal nasceram as seguintes filhas: Liliana Daniela Cardoso Barbêdo Pinto e Eliana Cardoso Barbêdo Pinto.

FERNANDO BARBÊDO PINTO pessoa bastante conhecida no meio, pelos cargos que ocupou na Administração do Concelho e Câmara Municipal. Casou com Lídia Nunes da Silva Alves e esse casamento deu origem ao nascimento de Fernando “Fernandinho”, Álvaro, Rosalina “Minita”, César, Júlia, Mário, Victor “Vitinho”, e Maria Adelaide “Milai”.

FERNANDO ALVES BARBÊDO PINTO (Fernandinho) casou com Maria da Conceição de Jesus Coelho (São) e tiveram os seguintes filhos: CARLA MARIA COELHO BARBÊDO PINTO, FERNANDO ÂNGELO COELHO BARBÊDO PINTO e ANA PAULA COELHO BARBÊDO PINTO.

Este simpático casal forneceu-me muitos elementos contribuindo muito para que pudesse desenvolver da melhor forma este trabalho.

Quero expressar-lhes a minha gratidão pela colaboração prestada.

ÁLVARO AMÂNDIO ALVES BARBÊDO PINTO casou em primeiras núpcias com Adelaide Barbêdo tiveram um filho Paulo Alexandre e viveram em Camacupa. Em segundas núpcias casou com ELSA PEIXOTO que faleceu em 2004.

Vive actualmente nos arredores do Porto.

CÉSAR AUGUSTO ALVES BARBÊDO PINTO casado com Isabel Carrapato Barbêdo. Tirou o curso de regente agrícola no Tchivinguiro, tendo trabalhado em diversos departamentos agrícolas estatais. Faleceu em Dezembro de 2007, deixando quatro herdeiros. São eles César Carrapato BARBÊDO PINTO, Lídia Carrapato BARBÊDO PINTO, SOlange Carrapato BARBÊDO PINTO e João Carrapato BARBÊDO PINTO.

ROSALINA ALVES BARBÊDO PINTO casada com João Coutinho. Trabalhou como professora em Catabola (Nova Sintra) e para lá foi viver. Ele foi professor, repórter da Televisão da Madeira e por último escritor tendo-nos brindado com o excelente livro “OS VERDES DO CAPIM NUNCA ACABAM”. O casal reside hoje na Madeira e têm três filhos: o PEDRO, a SANDRA e o RUI para além dos netos.

MÁRIO HELDER ALVES BARBÊDO PINTO casou com Eugénia dos Santos e têm dois filhos Álvaro e CÁTIA. Trabalhou na Câmara Municipal de Camacupa.

JÚLIA FERNANDA BARBÊDO PINTO MARQUES casou com Francisco José Marques. Ela médica e ele bancário. Há três filhos do casal: Nuno, Gisela e Francisco José.

VICTOR MANUEL ALVES BARBÊDO PINTO casou com Lúcia Barbêdo e tiveram um filho de nome Sérgio. Trabalhou em Camacupa na Toyota.

Maria Adelaide ALVES BARBÊDO PINTO casou com ABÍLIO ALVARENGA e tiveram uma filha ANA CRISTINA BARBÊDO PINTO ALVARENGA.

 

FRANCISCO JOSÉ COELHO e Joaquina de Jesus Coelho, residentes no bairro da Catabola, resolveram instalar uma oficina e sapataria entre a barbearia de António Ferreira da Silva (António Barbeiro como era conhecido) e a fábrica de descasque de arroz.

 Desse casamento nasceram Ângelo José Coelho casado com Maria Adelaide residiram em Camacupa, Delfim José Coelho, Matias José Coelho e Manuel José Coelho residiram todos fora de Camacupa.

ÂNGELO JOSÉ COELHO e Maria Adelaide Rosa de Jesus Coelho ambos sócios de Francisco José Coelho, continuam com a oficina e sapataria tendo a certa altura construído perto da antiga Capela paroquial uma casa, onde habitavam os casais Francisco e Ângelo.

Aí instalaram o novo estabelecimento.

Os filhos são os seguintes:

Maria da Conceição de Jesus Coelho “São” casada com FERNANDO ALVES BARBÊDO PINTO “Fernandinho”, residem em Arouca, Rosa de Jesus Coelho reside em Setúbal, Francisco José Coelho que casou com a Evangelina e residem em Couto de Cucujães e GuaLBERTO de Jesus Coelho que casou com Maria de Fátima.

Rosa de Jesus Coelho casou com ERNESTO LEITÃO DA SILVA, ele agente da Polícia de Segurança Pública (aposentado) e ela foi funcionária da Junta Autónoma de Estradas de Angola 

Tiveram dois filhos sendo Célia Maria e António Renato.

GUALBERTO DE JESUS COELHO casou com Maria de Fátima da Silva Coelho: trabalhou na Câmara Municipal de Camacupa e tiveram uma filha Sandra Marisa.

FRANCISCO JOSÉ COELHO casou com Evangelina de Sousa Coelho: trabalhou na empresa do Santos Marques e posteriormente na Administração do Concelho de Camacupa.

 

JOÃO GERARDO casou com Ana Calei: quantos sacrifícios este homem passou! Deixa terras metropolitanas e viaja para Capelongo, onde se instala. Foi o primeiro homem branco a chegar àquela localidade. A viagem para ali foi feita em boi cavalo desde a Caála. Posteriormente instalou-se em Camacupa e foi um dos grandes impulsionadores da localidade, tornando-se um famoso comerciante pelas arrojadas transacções comerciais. Viveu até à sua morte no bairro da Catabola onde era possuidor de um grande prédio com casa para habitação, loja e armazém. Após a sua morte seus filhos continuaram a desenvolver o comércio chefiado pelo mais velho Adelino Gerardo.

Seguem-se os restantes filhos por ordem decrescente. Josefa Gerardo, António Gerardo “Toneca”, Aldina Gerardo, Adelaide Gerardo e Maria João Gerardo.

ADELINO GERARDO casado com Maria Eva Pereira Gerardo: por morte de seu pai e sendo o mais velho dos irmãos Gerardo assumiu a gerência da empresa que o grande comerciante deixou como herança a seus filhos.

Casado com a simpática Maria Eva tiveram os seguintes filhos: Mário Pereira Gerardo, António Pereira Gerardo, João Pereira Gerardo e Raquel Pereira Gerardo.

JOSEFA GERARDO MACHADO casada com Amadeu Alves Machado (Ver em Amadeu Machado na Família Alves Machado)

ANTÓNIO GERARDO (Toneca) casado com Odete Duarte Figueiredo, braço direito e sócio da firma João Gerardo, Herdeiros continuam a desenvolver a empresa e casa com a filha de Chico Figueiredo de quem tem dois filhos sendo o primeiro o Jorge Figueiredo Gerardo e depois a Carla Alexandra Figueiredo Gerardo.

ALDINA GERARDO casou com Francisco dos Reis Correia e tiveram os seguintes filhos: Rosário Gerardo Correia e os restantes com os apelidos Gerardo Correia, sendo os nomes próprios Carlos Gerardo Correia, Adelino Gerardo Correia, Belmiro Gerardo Correia e Sérgio Gerardo Correia.

Depois de aqui terem estado algum tempo tomam o rumo do Brasil e aí divorciam-se.

ADELAIDE GERARDO MACHADO casada com Francisco Machado sendo ele caixeiro-viajante.

O casal tem dois filhos: Kikas Gerardo Machado e Francisco Alexandre Gerardo Machado.

MARIA JOÃO GERARDO casou com Barroso dos Reis de quem se divorciou e tiveram uma filha Susana Gerardo Reis.

 

JOAQUIM PAULA casado com Maria da Luz Paula, foi comerciante e proprietário do quarteirão, onde estavam o Colégio das Madres e o Delta Clube de Camacupa.

Tiveram os seguintes filhos: Celeste, Lurdes, António, Emília Madalena e Pedro, um dos meus companheiros de caça aos pássaros.

 

FERNANDO SERRADO FONSECA SANTOS casou com Alda Silva, trabalhou no Instituto dos Cereais de Angola, em Camacupa.

Tiveram um filho Henrique Mateus da Silva Fonseca Santos nascido em Camacupa (15.07.1945). Fernando era irmão do médico Fonseca Santos.

 

FLORIVAL SEIXAS casou com Laurinda Afonso, (também conhecida por Deolinda Afonso). Homem que viveu em Camacupa e posteriormente nos seus arredores a uns três quilómetros. Construiu um tanque, todo empedrado à volta servindo de piscina para a juventude ao fundo de sua casa no pomar. Este tanque foi construído inicialmente apenas para reter água que serviria para regar o pomar.

Dessa união nasceram os seguintes filhos: Etelvina Seixas, Benjamim Seixas e Adelaide Seixas “Russa”.

Florival Seixas teve outra união com Henriqueta Gonçalves de que nasceram os seguintes filhos: Fernando Seixas, Florival Seixas Júnior “Loló”, Gualdino Seixas, e Júlia Seixas “Lila”.

JOSÉ FEREIRA MARQUES casou com Laurinda Afonso (ou Deolinda Afonso): José foi um homem que montou uma pequena oficina e trabalhava por conta própria, apesar de ter sido sócio de Pinho e Américo.

Sofreu queimaduras numa caçada, que quase o inutilizaram. No entanto continuou a trabalhar transportando brita para o C.F.B. por conta de outrem e trabalhava ainda na sua oficina.

Uniu-se à Laurinda Afonso e tiveram os seguintes filhos: Maria da Piedade Afonso, Maria de Lurdes Afonso “Pingenta” e José Ferreira Marques Afonso.

AVELINO FERREIRA RIBALONGA casou com Adelaide Seixas, também conhecida por “Russa”. Casaram em Camacupa, depois do Ribalonga ter sido comerciante no mato nos arredores de Camacupa. 

Desse casamento tiveram 3 filhos: o João Manuel de Jesus Ribalonga, o José Augusto Ferreira Ribalonga e o RUI Manuel Ferreira Ribalonga.

JÚLIA AMÁLIA GONÇALVES SEIXAS casou com José Patrício, ele era barbeiro e tiveram os seguintes filhos: Rui, Ana e Carla.

ETELVINA SEIXAS casou com João CALHAS tiveram filhos, mas apenas se sabe da existência de Henrique João Seixas Calhas e Fernando Seixas Calhas.

FERNANDO FLORIVAL SEIXAS casou com Isaura Seixas e tiveram dois filhos: Carlos Seixas e Lígia Seixas. O Fernando era motorista.

MARIA DA PIEDADE FERREIRA AFONSO casou com Cândido da Cunha Almeida, ela professora no distrito do Moxico, para onde foi nomeada e ele aspirante administrativo na Administração do Concelho.

Dessa união nasceram os seguintes filhos: Constantino José, Maria Helena e Carla Maria.

MANUEL DE OLIVEIRA casou com FERNANDA FLORIVAL SEIXAS. Era um excelente jogador de futebol, que jogava a médio no Desportivo de Camacupa.

 

MARIA CALHAS casou com MANUEL DA SILVA. Do casamento nasceram os seguintes filhos: João Calhas casado com a Itelvina Seixas, EDUARDO CALHAS e Fernando Calhas casado com a Maria MARGARIDA. Tiveram ainda mais uma menina que morreu na adolescência.

Eram proprietários do forno de cal no bairro da Catabola que foi vendido a Manuel Côrtes.

 

Chegaram a Camacupa em 1928,dedicaram-se à agricultura e plantaram a maior área de café da região. Em 1930, foi inaugurado o melhor hotel numa área de dezenas ou centena e meia de quilómetros. Trata-se do simpático casal Oliveira.

BENJAMIM AUGUSTO DE OLIVEIRA casou com Maria da Luz Oliveira. Tiveram quatro filhos: José Inácio de Sousa Oliveira, António Augusto de Sousa Oliveira, Benjamim Augusto de Sousa Oliveira e Maria Teresa de Sousa Oliveira.

Seus enchidos criaram fama pois foram conhecidos em Angola inteira.

JOSÉ INÁCIO DE SOUSA OLIVEIRA casado com MARIA HELENA Pereira de Almeida. Trabalhou com seu pai no Hotel Oliveira, foi guarda-livros do mesmo hotel. No dia de casamento uma faísca caiu precisamente na cama, onde se encontravam os noivos na chitaca que tinha o nome «MARIA TERESA».

Do casamento do Zé com a Lena nasceram os seguintes filhos: Maria José, António Manuel e José Alberto, que faleceu com nove meses em Camacupa

ANTÓNIO AUGUSTO DE SOUSA OLIVEIRA casou com Maria da Fé Brito Oliveira. Trabalhou com seus pais no Hotel Oliveira e depois foi para o Luso (Moxico), onde trabalhou como camionista. Este casal teve três rapazes: António Augusto, Eduardo, Fernando Jorge e como só nasceram rapazes tentaram, até que nasceu a Elsa.

BENJAMIM DE SOUSA OLIVEIRA casou com Maria Odete Oliveira. Trabalhou em casa de seus pais, no Hotel e posteriormente no C.F.B., onde foi manobrador do A.T.L. e ainda nas oficinas do C.F.B..

Este casal teve dois filhos, sendo o nome próprio do rapaz Fernando e da filha só se conhece o diminutivo ZINHA.

MARIA TERESA DE SOUSA OLIVEIRA MARMÉ casou com Manuel Diogo Marmé ele comerciante e ela apesar do serviço caseiro ajudava seu marido no estabelecimento comercial e era uma óptima fabricante de enchidos.

Os filhos deste casal são Manuel Augusto de Oliveira Marmé, José António de Oliveira Marmé e Benjamim Alberto de Oliveira Marmé.

 

JOAQUIM DIOGO MARMÉ casou com Delfina Ramos Alves Marmé. Trabalhou no comércio e teve dois rapazes António Manuel e Luís Miguel.

 

ANTÓNIO ALVES CUNHA casou com Maria do Carmo Rosa Marmé e tiveram duas filhas: a Lurdes e a Maria Teresa.

 

ARTUR DO QUENTAL casou com Lídia Ferreira Amaro de Quental, ele comerciante e ela modista viveram em Camacupa até 1956, tendo-se fixado no Luso, depois dessa data. A jovem Lídia conta a bonita idade de 91 anos e reside em Cascais com sua fila Maria Arlete.

Dessa união nasceram os seguintes filhos: Rui Antero Amaro dE Quental casado com Maria da Conceição, residentes na Parede-Cascais, Maria Arlete Amaro do Quental, viúva, residente em Cascais, e Artur Horácio Amaro do Quental (falecido).

 

JOSÉ TEIXEIRA casado com Zulmira Dias Amaral Teixeira. Do casamento nasceram seis filhos: Francisco Inácio Teixeira, Maria da Luz Teixeira, Fernanda, António Teixeira Natália Teixeira e José Luís Teixeira.

MARIA DA LUZ TEIXEIRA casou com JOSÉ RIBEIRO, este empregado no C.F.B e tiveram dois rapazes (desconhecem-se os nomes). Vivem actualmente no Brasil.

Foi a única filha que se fixou em Camacupa isto porque o marido era funcionário do C.F.B..

 

JOSÉ BARBOSA MACHADO casado com Rosa Alves Machado. Ele era açougueiro (talho…) e tiveram os seguintes filhos: António, Maria Teresa, Amadeu, José, Camilo, e Fernando.

ANTÓNIO ALVES MACHADO casado com Amélia Rabaçal estabeleceram-se na casa entre o hospital (antigo) e o Almeida Marques “Cariço” e tiveram três filhos: Dina, Teresa e Dino.

MARIA TERESA MACHADO casada com João Ferreira. Depois de casarem foram viver para a Camunda, onde se estabeleceram com comércio e ai lhes nasceram cinco filhos: José Alves Ferreira, Fernanda, Rosa, Célita, e João (Joca).

AMADEU ALVES MACHADO casado com Josefa Gerardo. Tiveram o bonito número de seis filhos para não fugirem à regra dos progenitores, sendo os seus nomes os seguintes: João Gerardo Machado, Micaela Gerardo Machado, Paula Gerardo Machado, Fátima Gerardo Machado, Elisabete Gerardo Machado e Walter Amadeu Gerardo Machado.

O Amadeu preferiu a vida de motorista, apesar de ter experimentado a de comerciante.

JOSÉ ALVES MACHADO, faleceu cedo e ainda solteiro.

CAMILO ALVES MACHADO casado com Belmira de Jesus Machado foi comerciante e o único que ultrapassou em um filho o número dos seus progenitores totalizando sete filhos.

São eles: Fernando de Jesus Machado, Claser de Jesus Machado, Paulo de Jesus Machado, Carlos de Jesus Machado, Cláudia de Jesus Machado, Marcelo de Jesus Machado e por último Camilo de Jesus Machado.

 

FERNANDO MANUEL ALVES MACHADO casado com Maria Celeste Ferreira Moreira Alves Machado, foi empregado no Adelino Gerardo de 1953 a 1972 e nesse ano adquiriu uma quota e passou a sócio da firma.

Do casamento há a registar os nascimentos das seguintes filhas: Maria de Fátima Moreira Alves Machado, Maria José Moreira Alves Machado, Anabela Moreira Alves Machado e Ester Moreira Alves Machado.

 

JOÃO DINIZ PESSOA – Comerciante a três km de Camacupa na Estrada do rio Cunje. Tinha uma filha de nome Maria José Pessoa.

 

RUDOLFO AFONSO casado com Alice Afonso. Ele fabricava e consertava galeras mas também explorava uma pedreira e ela tocava piano. Ele tinha um filho de nome Tito Afonso.

 

ALFREDO RIBEIRO DE CAMPOS casado com Armandina Pereira Lemos de Campos, naturais do distrito de Viseu rumaram a Camacupa acompanhados de quatro dos cinco filhos, deixando ao cuidado de um familiar o filho Manuel Lemos de Campos (década dos anos 30). Tiveram mais quatro filhos tendo os gémeos falecido.

Com eles estiveram em Camacupa a Mercedes que faleceu há pouco mais de um ano (2006?)

Alfredo Lemos de Campos, Gualberto Lemos de Campos “Berto”, Vasco Lemos de Campos, Mário Lemos de Campos, e Magda Lemos de Campos. Já faleceram todos, com excepção da Magda.

GUALBERTO LEMOS DE CAMPOS “Berto” casou com Palmira Ilda “Velhinha”. Para quê falar deste casal?

Porque foram pessoas muito conhecidas e populares em Camacupa, mas o tempo encarrega-se de os fazer esquecer. Para que não aconteça tão cedo, ficam os seus nomes na Internet e quem sabe num livro. Não quero de maneira nenhuma fazer a sua biografia, apesar de ter bastantes elementos, uma vez que convivi de perto com o Berto e mesmo com a Velhinha. Acontece que a “Velhinha” sempre a conheci velhinha apesar de ser jovem. Pouca gente a conhecia pelo seu verdadeiro nome.

Casaram e tiveram os seguintes rebentos: Bertinho, Alvarito e Menhucha.

 

MANUEL CORREIA BARGADO casado com EMÍLIA da Conceição Gonçalves Ribeiro Bargado. Ele chegou a Camacupa em 1945 e seis meses depois mandou ir a sua cara-metade e seu filho que tinham ficado em Elvas a aguardar a ordem deste para embarcarem. Foi para uma Organização pertencente ao Estado, a qual tinha por fim implementar o cultivo do rícino na região.

Homem muito ligado ao desporto foi o primeiro treinador do Delta Clube de Camacupa.

Em reunião para a fundação do Delta foi ele que alvitrou o nome uma vez que tinha visto numa caixa dum medicamento aquele nome pertencente ao Laboratório. Propôs em Assembleia o referido nome, que foi aceite e assim nasceu o Delta Clube de Camacupa.

Deu início ao Clube Olímpico de Camacupa destinado ao sexo feminino, mas a sua duração foi curtíssima pois foi transferido para o Silva Porto.

Tiveram um filho que nasceu em Elvas de nome José Manuel Ribeiro Bargado.

 

AFONSO GOMES PINHO casado com Ermelinda Ferreira Amaro Pinho, ambos naturais de Camacupa ele estabeleceu-se com um bar e mais tarde formou sociedade com o Américo Carvalho, montando uma oficina de automóveis à saída da Vila, a caminho do Rio Júlio.

Desse casamento nasceram os seguintes filhos (2ª geração nascida em Camacupa): Eulália das Dores Amaro Pinho, Manuel Joaquim das Dores Amaro Pinho, Juvenal das Dores Amaro Pinho, Júlia Edna das Dores Amaro Pinho (só conhecida por Dina Pinho) e Afonso Armando das Dores Amaro Pinho.

 

MANUEL RAMOS CRUZ casado com Palmira Martins Cruz. Ele era conhecido pelo apelido CRUZ. Foi empregado de armazém de seu sogro Joaquim Martins “Samitondo”. Sua mulher Palmira nasceu em Camacupa e reside em Vila do Conde.

Dessa união tiveram três filhos: Lurdes Martins Cruz, Fernanda Martins Cruz e Carlos Manuel Martins Cruz, residentes em Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

 

HENRIQUE PAIVA casado com Isaura Ferreira Pimentel, depois de uma estada por terras nos arredores de Luanda e Malange chega a Camacupa em 1955, tendo a sua família pisado terras Camacupenses pela primeira vez, em 1961.

Da união do casal nasceram os seguintes filhos: Amadeu, Avelino, António e Manuel Pimentel de Paiva.

 

JOÃO MARIA FERNANDES casado com Maria José de Albuquerque e Sousa. Depois de ter sido funcionário do C.F.B. resolveu enveredar pela vida comercial e instalar-se como comerciante no Cuemba e posteriormente em Camacupa.

Tiveram três filhas tendo a Berta falecido com tenra idade.

Maria Alzira casou com Joaquim Martins Gouveia, residindo actualmente Vale de Milhaços, Corroios (margem Sul do Tejo), e Maria do Carmo com José de Matos de Sá Pereira residindo actualmente em Alpedrinha, Castelo Branco.

 

MANUEL COELHO DOS SANTOS casado com Alzira Ferreira Gonçalves COELHO DOS SANTOS. Estabeleceu-se em Camacupa como comerciante e dali saiu em 1975. Casou com a Alzira, filha de Adão Gonçalves, sócio de uma das maiores, ou mesmo a maior firma comercial de Camacupa. (Martins & Gonçalves & C.ª Ld.ª)

Dessa união nasceram quatro filhos: Jorge Manuel, Virgínia Augusta “Gina”, Carlos Alberto “Calucha” e Ricardo Paulo Gonçalves Coelho dos Santos.

 

ARMINDO COELHO DOS SANTOS casou com Maria del Cármen. Ele trabalhou com seu irmão Manuel Coelho dos Santos assim como o outro irmão, RAMIRO COELHO DOS SANTOS, que depois foi para o Congo Belga.

O Armindo e a mulher tiveram dois filhos: Raul e César, mas ele, infelizmente, faleceu num acidente de viação.

 

ALBERTO FRANCISCO MONTEIRO casou com Maria Emília dos Santos Mendonça Monteiro.

Alberto Monteiro chega a Camacupa, monta uma sapataria e mais tarde uma fábrica de curtumes e dedica-se à agricultura e fruticultura vendendo a fruta e os legumes produzidos, aos habitantes da vila.

Do casamento nasceram quatro filhos: José Francisco, Maria Aldora, Maria do Céu e Rui. De uma relação anterior ele já tinha duas herdeiras: a Berta e Beatriz.

BERTA MONTEIRO RABAÇAL casada com António Rabaçal “Tonito”. Casaram e tiveram quatro filhos: António Alberto, Maria Amélia, Maria Augusta e Aires.

Ele era filho de um grande comerciante da terra. Trabalhou na firma Rabaçal & Bolota onde seu pai foi sócio fundador.

BEATRIZ MONTEIRO casada com Manuel Lourenço Machado. Tiveram duas filhas Maria de Fátima e Maria Teresa.

MARIA DO CÉU MONTEIRO PEREIRA casada com José Carlos Pereira. Ele foi funcionário do Instituto dos Cereais de Angola e jogou futebol no Delta Clube de Camacupa.

O Pereira chegou àquela terra, onde existiam tantas raparigas (bonitas) e como não podia deixar de ser enamorou-se pela Céu e casaram. O resultado final dessa união foi o nascimento de cinco filhos Carlos Alberto, Genário Jorge, Dália Maria, Paulo José e Celso Alexandre.

Acabaram por ir para a fronteira, Teixeira de Sousa.

ALDORA MONTEIRO casada com José Roque Júnior: ele trabalhou no C.F.B. e como não podia fugir à regra, no meio de tanta rapariga escolheu a que veio ser a sua cara-metade, para com ela partilhar os bons e maus momentos.

Vivem no Estado de São Paulo-Brasil. Foi um bom jogador do Desportivo de Camacupa.

Tiveram os seguintes filhos: Gisela Maria e Gustavo Jorge.

JOSÉ MONTEIRO casado com ARMINDA MONTEIRO foi funcionário público, tendo trabalhado na Administração do Concelho de Camacupa. 

Do casamento resultaram os nascimentos das filhas Maria Emília, Maria do Céu, Sandra e Sónia.

RUI MONTEIRO casado com Maria do Carmo Monteiro, casaram e tiveram as seguintes filhos: Anabela (nascida em Camacupa), Marisa e Rui. 

 

GIOVANNI MELCHIONI conhecido por “Capitão”, viveu com uma senhora de nome Isabel Gregório, a qual tinha uma filha Maria da Luz “Capitão”.

De origem italiana, estabeleceu-se em Camacupa, antes da Segunda Guerra Mundial.

Seu amigo Bianchi, também de origem italiana, possuía uma chitaca entre Camacupa e Catabola e uma plantação de eucaliptos.

O “Capitão” possuía uma casa comercial que na época dos anos quarenta e princípios dos anos cinquenta fazia o delírio das Senhoras com as novidades em botões e tecidos para vestidos.

 

ANTÓNIO HENRIQUES CRUZ (era conhecido por Cruz das bicicletas) casado com Benilde Cruz, era dono de uma oficina de conserto de bicicletas. Do casamento há a destacar o nascimento dos seguintes filhos: António e Preciosa.

O Cruz tinha um outro filho, ORLANDO MORENO CRUZ (foi assassinado), que viveu até aos vinte e poucos anos em sua companhia e depois montou uma oficina no género da do pai, no Andulo.

 

LUÍS MARQUES casado com Madalena Alves Monteiro Marques: Trabalhou com seu pai Norberto Santos Marques, no comércio.

Casou com a Madalena e do casamento resultou o nascimento de três filhos: Constança, Paulo e Raquel.

A Madalena reside em Camacupa na casa que pertenceu ao seu sogro.

 

ARTUR COELHO casado com Emília Celeste de Jesus Coelho: era industrial de sapataria e bastante ligado à Igreja. Sua mulher Emília, era sem dúvida uma senhora bastante simpática e uma boa ciclista. As suas deslocações dentro da Vila eram sempre feitas na sua bicicleta.

Este casal esteve durante vários anos dirigindo e trabalhando na “Casa dos Rapazes” de Camacupa fundada pelo Padre Armando Amaral dos Santos.

Do casamento nasceu-lhes um único filho, o Eduardo FERNANDO DE JESUS COELHO, que chegou a ser Padre, tendo desistido para ser professor da uma escola secundária.

EDUARDO FERNANDO JESUS COELHO casado com Maria Irene Gonçalves Costa Meireles. Ele viveu em Camacupa e aí foi ordenado sacerdote. Foi professor no Seminário de Silva Porto cerca de três anos. Em 1982 deixou a vida religiosa e passa a professor do ensino secundário.

Do casamento nasceram a Ana Raquel e o Pedro Miguel.

 

ANTÓNIO RODRIGUES SERRANO casou com Rosalina da Costa Silveirinha Serrano. Proprietários da Farmácia Silveirinha ali trabalharam de 1944 até finais dos anos sessenta, altura em que a venderam a António Girão. Em Nova Lisboa Rosalina foi directora técnica de mais duas farmácias a convite dos proprietários. Ele dedicou-se à farmácia deixando de exercer a sua profissão de enfermeiro, o que já vinha a fazer desde que foi para Angola.

Da união do casal nasceram Maria Raquel Silveirinha Serrano, Maria Regina Silveirinha Serrano e António José Silveirinha Serrano.

 

ALEXANDRE DA FONSECA RODRIGUES casou com Maria do Céu Rodrigues e chegam a Camacupa em 1946. Ele emprega-se na fábrica de descasque de arroz enquanto que a esposa, modista de profissão, confeccionava belos vestidos para as senhoras mais abastadas da terra.

Do casamento há a destacar o nascimento de dois filhos Lúcio Rodrigues FONSECA e Maria Teresa Rodrigues Fonseca.

LÚCIO RODRIGUES FONSECA casou com Maria do Rosário Caires Fortes Fonseca e tiveram um filho de nome António Luís fortes fonseca.

Ele foi bate-chapas e pintor de automóveis na oficina Pinho & Américo.

A MARIA TERESA RODRIGUES FONSECA, foi mencionada derivado ao casamento com Artur Alexandre.

 

Havia uma figura bastante conhecida no meio desportivo, muito embora não fizesse parte de nenhuma equipe da terra, mas cuidava dos equipamentos de futebol e das instalações do Desportivo.

Homem africano, simpático, por vezes autoritário para a miudagem desordeira, conhecedor de todos os cantos da Associação Beneficente e Recreativa de General Machado.

Foi contínuo e sempre o conheci naquele organismo.

Tratava-se de LUÍS MORTO e como ele dizia SANGUE PURO SEM MEDO.

Montou uma sociedade comercial com seus filhos e tinha a bonita designação de MORTO & FILHOS Cª LDª.

Qual de vós não conheceu o LUÍS MORTO?

Faleceu há relativamente pouco tempo com 92 anos em Camacupa, onde permaneceu sempre.

 

MANUEL MONTEIRO ALVES casou com Florinda Travassos Costa Monteiro Alves e foi administrador do concelho, nos finais dos anos quarenta, princípios dos cinquenta. A Florinda era filha do Tenente Travassos e não tinham filhos.

 

MARIA VERÍSSIMO, enviuvou no Moxico e com duas filhas, Maria Emília e Maria MANUELA foram viver para Camacupa para casa do seu tio, de quem herdaram um edifício junto à habitação da família Serrano.

 

ALFREDO ALVES DA SILVA casou com Manuela Rodrigues Cunha da Silva e trabalhou com Ramos Cruz no armazém do Samitondo.

Tiveram quatro rapazes cujos nomes são: António Cunha Silva, José Jorge Cunha Silva e Luís Cunha Silva.

 

MARIA ESTELA CORREIA DOS SANTOS também conhecida por “Menina Maria” ou “Maria Panda” por ser pessoa alta. Residia frente aos correios velhos e ao lado do campo de ténis.

Nunca se casou.

 

A família COSTA é numerosa uma vez que engloba a parte relativa aos Costas e Albuquerque e Sousa. No entanto dos Costas e dos Sousas há os elementos que a seguir passo a relatar.

AUGUSTO COSTA casou com Natividade Albuquerque de Sousa. Foi comerciante no Cuemba, terra onde existem as maravilhosas quedas de água e posteriormente formou uma sociedade com o seu irmão, Francisco Costa e veio viver para Camacupa.    

Antes do casamento o Augusto tinha uma filha ALDA COSTA, que casou com o guarda-livros da firma Costa & Irmãos, Henrique Martins.

Os filhos do casal são Armando Augusto de Sousa Costa e Maria Armanda de Sousa Costa.

FRANCISCO COSTA casa com Maria Josefa de Albuquerque Sousa e depois de uma vida atribulada por terras onde a existência de recursos eram escassos fixaram-se em Camacupa como comerciantes.

Dessa união há a registar os nascimentos de Fernando Augusto de Sousa Costa, Ilda de Sousa Costa, Armando José de Sousa Costa e José Francisco de Sousa Costa.

FERNANDO AUGUSTO DE SOUSA COSTA casou com Maria Valentina Brás Sousa Costa (de quem já está divorciado) viveu em Camacupa mas cedo foi trabalhar num banco e seguiu a sua vida profissional como bancário.

Tiveram os seguintes filhos: Elsa Maria Brás Sousa Costa e Paulo Jorge Brás Sousa Costa.

ILDA SOUSA COSTA LAGE casou com Hernâni de Sousa Lage. Ele foi tesoureiro da Fazenda (finanças) em Camacupa. Casou com Ilda Costa e desse casamento resultou o nascimento de dois filhos: Filomena “Menita” e José Paulo.

Hernâni também deu aulas de história no Colégio a convite do padre Armando.

ARMANDO JOSÉ DE SOUSA COSTA casou com Maria Isabel Morgado Cunha de Sousa Costa: ele nasceu em Camacupa. Foi empregado bancário e após a descolonização, com uma ligeira estada em terras metropolitanas partiu para a aventura em terras de Vera Cruz, onde possui uma bela moradia campestre com piscina, rodeado de mais duas ou três casas para alugar temporariamente, implantadas num terreno arborizado com doze hectares.

Reside no Estado do Rio de Janeiro, Nova Friburgo.

Do casamento nasceram Paula Cristina, natural de Camacupa, residente em Niterói, Rio de Janeiro, Carla Marina nascida em Luanda e residente em Brasília com três herdeiros, e por fim o varão Luís Miguel nascido em terras do planalto do Huambo (Nova Lisboa) residente em Nova Friburgo (Estado do Rio de Janeiro, Brasil).

Ao casal e seus familiares quero expressar os meus agradecimentos pela forma simpática como fui recebido (recebido à MANEIRA de Angola) quando da minha estada por aquelas paragens.

JOSÉ FRANCISCO DE SOUSA COSTA casou com Maria Deolinda Costa. O Zeca, como era conhecido, foi professor em Catabola (Nova Sintra) e do casamento há a registar o nascimento de duas filhas: Sónia Marisa Costa, nascida em Camacupa e Carla Marina Costa, nascida em Silva Porto.

 

GILBERTO MARQUES casou com Maria do Céu Cunha Marques era empregado no Grémio do Milho em Camacupa, Jogava no Desportivo sendo um óptimo atleta, tendo sido convidado pelo Benfica para seu jogador o que recusou por questões familiares.

Do casamento resultou o nascimento de três filhas sendo: Alda “Biducas”, Maria do Carmo “Carmito” e Lutécia “Tecinha”.

 

MÁRIO DE ALMEIDA ALVES casou com Guilhermina Alves. Comerciante que teve um filho do casamento Luís Alves e teve mais filhos de Maria Antónia Casquinha, sendo eles os seguintes: Maria Antónia de Almeida Alves, António, FRANCISCO MARIA Luísa, e Judite, Carolina, e Vítor Alves, de uma outra senhora de nome Margarida de Almeida Alves.

 

LUÍS FILIPE MARQUES TOSCANO ALVES casou com Maria Lúcia BOAVENTURA FIGUEIREDO Alves, ele conhecido por Luís Alves, trabalhou na firma de João Gerardo. A Lúcia trabalhou sempre em sua casa derivado do nascimento de seus cinco filhos, sendo o mais velho o Luís Alberto “Piteco” seguindo-se os restantes todos conhecidos por diminutivos como Maria de Lurdes “Lila”, Ana Paula “Pancha”, Mário Alves “Marito” e João Carmo “Mitó”.

 

FIGUEIREDO o velho comerciante do Massonde tinha uma quantidade de filhos e filhas tendo algumas casado com pessoas radicadas em Camacupa ou que por lá passaram em serviço temporário como a Maria do Carmo Boaventura Figueiredo que casou com Alberto Cunha e Idalina Boaventura Figueiredo que casou com João Gonçalves.

ALBERTO CUNHA casou com Maria do Carmo Boaventura Figueiredo Cunha, ele era sócio de seu irmão Joaquim Cunha sendo uma das boas empresas comerciais da localidade; Ela filha mais velha do seculo Boaventura Figueiredo. Do casamento nasceram dois filhos: JOSÉ “Zeca” e Joaquim “Quim”.

MÁRIO BOAVENTURA DE FIGUEIREDO casou com Maria de Lurdes, em Portugal e do casamento resultou o nascimento de dois rebentos: Luís Filipe e Vasco Alexandre. Foi jogador do Desportivo e posteriormente jogador do Belenenses, em Lisboa.

MARIA DO CÉU BOAVENTURA DE FIGUEIREDO era sua irmã.

MARIA JULIETA BOAVENTURA FIGUEIREDO, moça (na época) bastante simpática, comunicativa, reside em Lisboa.

MARIA IDALINA BOAVENTURA FIGUEIREDO casou com João Gonçalves. Camacupa era a terra das miúdas bonitas e por tal facto os jovens gostavam muito de ir para lá trabalhar. O marido da Idalina não fugiu à regra.

Trabalhou na construção dos silos como mestre-de-obras e não ficou por ali. Rumou a Nova Lisboa e veio mais tarde a casar com a Idalina. Desse casamento resultou o nascimento do Alexandre, Carlos João e Lúcia Cristina. Todos os acima citados foram os membros da família Boaventura com quem lidei mais de perto, muito embora alguns dos membros fossem já adultos. Os restantes membros por falta de elementos apenas os enumero por ordem decrescente: JOSÉ BOAVENTURA FIGUEIREDO, AMÂNDIO BOAVENTURA FIGUEIREDO, MARIA DE LURDES BOAVENTURA FIGUEIREDO, MARIA EUGÉNIA BOAVENTURA FIGUEIREDO, e MARIA SÓNIA BOAVENTURA FIGUEIREDO.

 

MANUEL DE OLIVEIRA BRANDÃO casou com Margarida Peres Brandão: tiveram quatro filhos três dos quais nasceram naquela terra abençoada por Deus. São eles: Nuno, ana Mafalda “nucha”, Paulo Miguel e a nascida em Portugal chama-se Alda margarida.

Tiveram uma casa comercial de artigos indígenas na Chicanda mas depois rumaram a Camacupa e montaram uma casa comercial e uma empresa de angariação de contratados, mesmo à entrada da cidade.

 

JOÃO PEDRO RUAZ GATO casou com Maria da Conceição Caíres da Costa: tiveram apenas uma filha Palmira da Conceição Costa Ruaz.

Ele trabalhou nos silos em Camacupa e Maria da Conceição foi o segundo casamento pois esta era viúva de Augusto Barbêdo Pinto do qual possuía um filho AMÂNDIO AUGUSTO CAIRES BARBÊDO PINTO (já falecido).

Do primeiro casamento de João Gato foi com Alzira Amaro houve três filhos.

 

FRANCISCO HIGINO FORTES casou com ALICE CAIRES FORTES: Ele era natural de Silva Porto e ela da Bela Vista. O Fortes foi um grande jogador do Delta Clube de Camacupa.

Tiveram quatro filhos; Maria do Rosário CAIRES FORTES, Sérgio CAIRES FORTES, Valdemar CAIRES FORTES e a Maria Elisabete CAIRES FORTES.

 

SECUNDINO SOARES MOREIRA casou com Arminda Fontes de Sousa Moreira: eles eram pessoas muito conhecidas no meio. Foi Chefe dos serviços técnicos da Câmara Municipal de Camacupa.

Tiveram três filhos. Um rapaz o Avantino SOUSA MOREIRA e duas raparigas Maria do Céu SOUSA MOREIRA e Maria da Glória SOUSA MOREIRA.

AVANTINO SOUSA MOREIRA casou com Lucília do Céu Côrtes Sousa MOREIRA, ele Engenheiro Técnico Agrário e ela Professora Primária. Tiveram uma filha SANDRA CRISTINA CÔRTES MOREIRA licenciada em Comunicação Social e Mestre em Comunicação Educacional.

MARIA DO CÉU SOUSA MOREIRA casou com Francisco António de Matos, ela Professora Primária em Angola, tendo iniciado a sua vida profissional em Camacupa e depois em Portugal. Ele sempre foi bancário, lá e cá, um exímio cantor e músico (em Nova Lisboa fundou o excelente Grupo OS REBELDES) e onde está ninguém pode ficar triste.

Tiveram dois filhos: Gisela Maria Moreira de Matos licenciada em Sociologia, e André David Moreira de Matos licenciado em Cinema, Vídeo e Multimédia.

MARIA DA GLÓRIA SOUSA MOREIRA do primeiro casamento com Mário CORREIA DE FIGUEIREDO teve um filho: Paulo Renato Sousa Moreira Correia de Figueiredo.

Do segundo casamento com Jean louis le bianh teve uma filha: Mélanie Sara Moreira Le Bianh.

Aconteceu o terceiro casamento com um cidadão de nacionalidade polaca Raymond Eduard Jeorge Roger Viarcvyk Moreira de que não há filhos.

Ela foi professora Primária em Angola, em França e em Portugal.

 

MANUEL JOSÉ CÔRTES casou com Amélia Isabel Côrtes: quem não conheceu em Camacupa o Manel Côrtes? A sua actividade profissional, o desempenho nas festas da Associação Recreativa e a vivência que tinha com toda a gente tornaram-no uma pessoa muito conhecida e estimada no meio.

Do casamento nasceram 3 filhos: Lucília do CÉU CÔRTES, Noémia mARIA cÔRTES e JOSÉ MANUEL CÔRTES.

Lucília do CÉU CÔRTES Sousa Moreira casada com Avantino Sousa Moreira com uma filha SANDRA CRISTINA CÔRTES MOREIRA.

NOÉMIA MARIA CÔRTES MADURO casou com José Pereira Maduro em Portugal, Boticas, quando terminou as suas licenciaturas em Germânicas e Ciências Pedagógicas e é professora do ensino secundário.

Ele exerce a profissão para a qual está talhado e de que gosta imenso: vendedor de automóveis.

Tiveram uma filha Daniela CÔRTES MADURO que se licenciou em Inglês-Alemão.

JOSÉ MANUEL CÔRTES casou com Luzia Cunha Cortes: ele, licenciado em Técnico Oficial de Contas, trabalha em Lisboa numa empresa de alto gabarito ICA-Indústria e Comércio Alimentar, ela técnica de vendas.

Casaram em 1999 e não têm filhos.

 

JOSÉ VIEIRA MENDES casou com MARGARIDA ALVES, filha do velho Alves (Chiringo).

Tinham casa em Camacupa mas comércio no interior. Do casal nasceram os seguintes filhos: Fernando Vieira Mendes, António Vieira Mendes, Maria José Vieira Mendes e Ana Maria Vieira Mendes.

José Vieira Mendes teve mais dois filhos com Maria Luísa Alves com os seguintes nomes: Amândio Alves Mendes e Mário Alves Mendes “Chiringo”.

FERNANDO VIEIRA MENDES casou com Dalila Chaves Mendes, ele foi jogador de futebol e trabalhou em Camacupa na firma A. Figueiredo & Cª Ld.ª encontrando-se ultimamente no Andulo, onde tinha construído um prédio destinado a indústria hoteleira.

Tiveram cinco filhos: José Carlos, Fernando Hernâni, ELISABETE, Margarete, e Emanuel.

ANTÓNIO VIEIRA MENDES casou com Maria Manuela Marques Monteiro Mendes, foi comerciante e ultimamente encontrava-se estabelecido na Gamba.

Tiveram três filhas: Noelma, Graça e Celmina Mendes.

MARIA JOSÉ VIEIRA MENDES casou com Fernando Vale de Figueiredo tiveram os seguintes filhos Margarida AUGUSTA, NÉLIDA, Lídia Fernanda e Rute.

ANA MARIA VIEIRA MENDES “Nita” casou com Constantino Marques: este trabalhou no Instituto dos Cereais de Angola em Camacupa e do casamento nasceu-lhes o filho José João Marques.

 

ISIDORO DOS SANTOS casou com Celeste dos SANTOS, mecânico, estabeleceu-se em sociedade com uma oficina automóvel à entrada da Vila com um bate chapas de nome Rebelo.

Há a assinalar o nascimento de três filhos do casal sendo Elisabete, Luís e Carlos.

A Elisabete casou o MACHADO mas divorciaram-se. Ela permaneceu em Angola sendo hoje uma importante importadora de veículos automóveis, especialmente veículos “topo de gama” de tracção às 4 rodas.

 

JOSÉ MENDES REBELO casou com Lealdade Rosa Santos Rebelo: era Guarda redes do Desportivo e de profissão bate-chapas tendo formado a sociedade com Isidoro dos Santos. Deste casamento há a registar os seguintes nascimentos, Manuel Luís Santos Rebelo “Cuiço”, José Manuel, Victória e Fernanda.

MANUEL LUÍS SANTOS REBELO casou com Maria da Conceição Gomes Rebelo. Ele empregado de armazém da firma Herdeiros de João Gerardo, Ld.ª. 

Há a registar deste casamento o nascimento de cinco filhos: Áurea Manuela Costa Rebelo, Maria de Lurdes, Paula Rosa, Raquel Lucília e Pedro Manuel.

 

AMÉRICO CARVALHO casou com Aida Carvalho: sócio do Pinho, na oficina automóvel no fim da vila para os lados do Rio Júlio.

Deste casamento nasceram os seguintes filhos: Eduardo Carvalho casado com a lurdes marques, Fernanda Carvalho casada com o joão menino, Natália Carvalho casada com o zito, Américo Carvalho, leonel Carvalho e teresa Carvalho.

 

FRANCISCO MONTEIRO casou com Judite Alves Monteiro: foi comerciante no prédio do Veríssimo e tiveram onze filhos: José Alves Monteiro, Maria Madalena Alves Monteiro (casada com Luís Marques), Maria Eulália Alves Monteiro, Francisco Alves MONTEIRO, Maria Judite Alves Monteiro, António Alves Monteiro, Augusto Alves Monteiro, Idalécio Alves Monteiro e Emanuel Alves Monteiro.

 

FRANCISCO MENDES ASSIS casou com Palmira Amaro: foi o grande alfaiate da terra. Aquele homem que fazia os fatos à medida do corpo e sua Palmira a mulher que fazia bolos belíssimos. Criaram a JÚLIA FERREIRA, nome que diz pouco à maioria dos habitantes de Camacupa, mas se ouvirem falar da sua alcunha, carinhosamente posta, talvez por alguém a ela ligada, todos a conhecem “INGRATA”. Pelo que conheci dela, nunca foi ingrata. Pessoa muito simpática, trabalhadora e sempre bem disposta.

Júlia Ferreira e José da Silva Ferreira tiveram uma filha que também foi criada pelo casal Palmira e Francisco. Chama-se MARINELA DE JESUS AMARO LEITÃO DA SILVA.

Marinela foi crescendo como qualquer criança no seio daquela família e com sua mãe tendo casado com José Leitão da Silva e, dessa união, há a destacar os nascimentos de cinco filhos aos quais foram postos os nomes próprios de Nuno Ricardo, Filipe Alexandre, Pedro Miguel, Cláudia Sofia e Catarina Isabel. (ver biografia na página GENTES)

JOSÉ PRAZERES DE SÁ: Tentei saber elementos sobre o mesmo. As pessoas com quem falei todas o conheciam por Sá Alfaiate. Realmente era uma pessoa humilde, que vivia da profissão de alfaiate. De sua esposa não há elementos suficientes mas apesar de ter mais filhos destaco dois que eram a MARIA DA LUZ SÁ e o Jaime Meira de Sá.

 

De uma maneira geral ponho os “neurónios” a trabalhar. Corro em pensamento a Vila e procuro localizar as pessoas através da casa para onde a minha concentração está determinada. Vejo a família que ocupou certa e determinada vivenda. Os elementos sobre elas escasseiam e passo à frente.

Falo com gente que encontro ou telefono e pergunto por x ou y. Por vezes lá surge uma luz no fundo do túnel. Foi encontrado mais um elemento sobre a pessoa x, mas faltou o elemento y de que não se lembram. No entanto aparece mais a família z, mas elementos sobre esta são curtos e há que pesquisar ainda mais.

Penso que nos propusemos fazer um trabalho imenso, caótico e impossível e só com o empenho de todos é que poderemos lavá-lo avante.

 

Por ventura terá interesse o que nos propusemos fazer?

 

Será que os mais novos terão a curiosidade suficiente para saber alguma coisa acerca dos familiares seus ascendentes ou tudo deverá cair no esquecimento?

 

A nossa resposta será: as pessoas (possíveis) serão aqui relembradas por nós mas esquecidas pelos nossos filhos e netos. Hoje o conceito “família” é demasiado curto e o culto familiar muito pequeno.

 

Por vezes o tempo passa e há quem se lembre de procurar um seu familiar, ou um amigo ou conhecido ou até um amigo de um primo. É o que sucede presentemente, porque procuro pesquisar sobre um senhor nascido em 1834 do qual não tinha quase elementos. Penso que hoje já consegui localizá-lo pois através de pesquisas, consegui elementos mas já decorreram mais de dois meses. Há que ter paciência e insistência, pedir por vezes a Deus e aos Santos para se localizarem certas pessoas e para encontramos as certidões de baptismo lavradas nos no Arquivos Distritais ou Central.

O mesmo poderá suceder com os que estão aqui enumerados.

O pretendido é falar, por exemplo de pessoas que devido à sua vida profissional, passaram por Camacupa e permaneceram por lá algum tempo como os funcionário de Fazenda Pública, dos Correios, dos Serviços de Saúde, do C.F.B., do I.C.A., das Escolas Primárias, da Polícia, do Grémio do Milho e tantos outros que o tempo leva ao esquecimento.

Mas, continuemos:

 

ANDRIZ MORRIS casado com Rosa Morris, casal muito simples. Ele foi empregado e motorista no Gerardo.

Tiveram três filhos: Mário Morris, Francisco Morris, e Julieta Morris.

 

ADRIANO NÓBREGA casado com Maria de Lurdes Campos Ferreira Serrado Nóbrega, era funcionário do Grémio do Milho.

 

ERMENTINA SANTOS residiu durante alguns anos para os lados de lá da linha do Caminho de Ferro de Benguela. Viveu durante muitos anos com sua sobrinha Deolinda “Linda” até ao casamento desta.

 

JOSÉ SILVA PEREIRA casado com Maria de Lurdes Silva PEREIRA, era guarda-livros da firma Rabaçal & Bolota.

Tiveram os seguintes filhos: Hamilton João, Rui Manuel, Maria de Lurdes e mais um ou dois de que desconheço os nomes.

 

AURÉLIO LOUREIRO SALÚSTIO casou com Sara Gonçalves da Costa: ele foi um grande comerciante com estabelecimento comercial do outro lado da linha, mais propriamente a residir e a comercializar no bairro da Catabola.

Tiveram três filhos: Fernando Salústio “Pica-Pau”, Joaquim Salústio “Quim” e Sara Maria Salústio.

FERNANDO LOUREIRO SALÚSTIO casou com Margarida Elisete Nunes e residem actualmente em Mangualde.

O Fernando trabalhou sempre com seu pai no comércio. Tiveram um número de filhos suficiente para fazer uma equipa de futebol. Onze filhos mais o casal compõem esta família.

Sinceramente que os dois mereciam ser bem recompensados pelo Governo Português pelo exemplo e comparticipação dados já que, a natalidade tem diminuído assustadoramente.

Só aqueles que com ele brincaram, só aqueles que fizeram parte da sua infância, conhecedores da vida desafogada que teve, na terra onde nasceu, poderão avaliar quantos sacrifícios fez para cuidar de toda esta numerosa família, após a péssima DESCOLONIZAÇÃO tão precipitada.

Ao PICA-PAU, resta-nos fazer este elogio que é extensivo à Margarida e que é feito também pelo www.camacupa.com.

Passo a enumerar cada um dos elementos que compõem a família do Fernando, este conhecido pela alcunha de “Pica-pau” (desconheço a razão da mesma). Assim temos: Sara Nunes Salústio, Maria Filomena NUNES SALÚSTIO, Aurélio de Jesus NUNES SALÚSTIO, Maria de Fátima NUNES SALÚSTIO, Sandra Isabel NUNES SALÚSTIO, Silvana do Rosário NUNES SALÚSTIO, Maria da Conceição NUNES SALÚSTIO, Raul José NUNES SALÚSTIO, Ilda NUNES SALÚSTIO, Catarina NUNES SALÚSTIO e Sónia NUNES SALÚSTIO.

SARA NUNES SALÚSTIO casou com um cidadão espanhol, vive em Espanha e tem dois filhos: ALEX e Ricardo.

MARIA FILOMENA NUNES SALÚSTIO tem apenas um filho, a quem deu o nome de Hugo Salústio.

AURÉLIO NUNES SALÚSTIO tem também um filho, Marcelo Salústio.

MARIA DE FÁTIMA NUNES SALÚSTIO, mãe de Ricardo, Igor, Mélissa e NODMY SALÚSTIO, é casada com José Rodrigues.

SILVANA DO ROSÁRIO NUNES SALÚSTIO tem dois filhos, Igor e Taisa.

MARIA DA CONCEIÇÃO tem um filho, Filipe Salústio.

SANDRA NUNES SALUSTIO, tem a filha Núria.

Os restantes encontram-se solteiros e sem descendência.

JOAQUIM JOSÉ LOUREIRO SALÚSTIO “Quim” irmão do Fernando, é engenheiro civil, encontra-se em Cabo Verde e casou com Dina Salústio de quem tem três herdeiros: Sérgio Salústio, Bruno Salústio, e Ricardo Salústio.

 

JOSÉ NUNES GUIOMAR casou com Maria Eusélia de AZEVEDO e tiveram os seguintes filhos: Margarida Elisete Nunes, Anabela Nunes, José Nunes, Filomeno Nunes e Adérito Nunes. Ele era comerciante.

MARGARIDA ELISETE NUNES está integrada na família Salústio por ter casado com Fernando Loureiro Salústio.

ANABELA NUNES casou com o Victor e tiveram duas filhas: Eusélia e Magda.

JOSÉ NUNES encontra-se no estado civil de solteiro e sem descendência.

FILOMENO NUNES é casado com dois filhos: o Flávio e o Adérito. (desconhece-se o nome da mulher)

ADÉRITO NUNES (desconhecem-se mais elementos).

 

JOSÉ LOPES DOS SANTOS, “Santos Saboeiro”, casou com Angelina da Silva Santos, trabalhou na fábrica de sabão que veio a ser do Monteiro “Surdo”. Da Angelina, que foi a segunda esposa, teve três filhos: a Germina Silva Santos, Acácio Silva Santos e Jorge Silva Santos.

Teve ainda três filhos de uma outra senhora: António Lopes Santos, Lídia Lopes dos Santos Brito (mulher do Maneco) e um outro…! (de que não há elementos)

 

Longe vão os tempos em que a grande varanda do Manuel Veríssimo era ocupada pelas brincadeiras dos filhos do Enfermeiro FERNANDO EXPOSTO e seus amigos. Uma vez que o nome da esposa deste enfermeiro já não é relembrado, há a relembrar o nome de três filhos Armando, Margarida e Norberto Exposto.

 

ARMINDO BARREIRA “Facadas” casou com MARIA CARVALHO do Cassonde e não tiveram filhos. O Armindo que foi criado por sua irmã Cândida da Silva, era comerciante.

 

BELARMINO LEITE CARDOSO casou com Raquel Vaz Cardoso, foi guarda-livros da firma Martins & Gonçalves e tiveram dois filhos, não me recordando os nomes deles.

 

SANTOS “Santos Chiculungo” casou com Ernestina Santos (não será ERMENTINA?) comerciante e sem filhos.

 

ANTÒNIO RODRIGUES DA SILVA casou com Maria Rodrigues da Silva e tinham dois filhos MARIA (?) Lurdes e António.

 

LUÍS MARQUES JORGE casou com Ludovina Jorge, comerciante e agricultor no Chiumbe, mas com casa em Camacupa, onde as filhas estudavam. Lembro-me da Maria Helena Marques Jorge, da Odete Marques Jorge, da LURDES MARQUES JORGE e da ISA MARQUES JORGE.

 

ROMÃO LOUREIRO casado com Casimira Correia foi proprietário de algumas casas que alugava e do Grande Hotel Romão Loureiro que trespassou ao Benjamim Oliveira e a partir do trespasse passou a chamar-se Hotel Oliveira.

Tinham cinco filhos: Lúcia Correia Loureiro, Arnaldo Correia Loureiro, Emília Correia Loureiro, Maria do Carmo Loureiro, e Maria Luísa Correia Loureiro.

LÚCIA CORREIA LOUREIRO casou com Júlio Marta, tendo este trabalhado sempre no escritório e ela como funcionária do Departamento do Comércio Interno. Há a registar o nascimento de José Júlio Marta.

ARNALDO CORREIA LOUREIRO casado com Teresa da Nazaré Pinto Loureiro, filha de Falcão Pinto e tiveram dois filhos: Nelson Pinto Correia Loureiro e Stela Teresa Pinto Loureiro.

EMÍLIA CORREIA LOUREIRO REIS casou com Fernando Bettencourt Reis, ele foi Chefe de Finanças. Tiveram dois filhos mas só o nome da filha é conhecido: Hermínia Bettencourt Reis.

MARIA DO CARMO CORREIA LOUREIRO casada com Hélio da CRUZ FIGUEIREDO, ela funcionária dos C.T.T. e ele gerente da Companhia Colonial de Navegação. Do casamento há a registar o nascimento de Sónia Figueiredo e Sandro Cruz Figueiredo.

MARIA LUISA CORREIA LOUREIRO, casada actualmente com o professor Sendim da Universidade Católica de Lisboa.

Teve um filho do primeiro casamento com Manuel Horta Carneiro e a quem foi posto o nome de Paulo Jorge Horta Carneiro.

 

AMÉRICO NUNES DUARTE “Tchimbanda” casou com Tchilongo, tiveram quatro filhos: Natália Nunes Duarte, Artur Nunes Duarte, Francisco Nunes DUARTE e Alice Nunes Duarte.

Era comerciante.

 

BERNARDINO ANTUNES LIMA casou com Cecília Lima foi comerciante e tiveram um filho, Armando Lima.

Armando Lima bate chapas, teve dois filhos.

 

Quem não conheceu o velho PAULO DA SILVA que casou com ANGELINA SILVA. Deste casamento há a destacar o nascimento de cinco filhos José Ferreira da Silva, Maria da Purificação Ferreira da Silva, Lucinda Ferreira da Silva, Joaquim Ferreira da Silva e António “Barbeiro” Ferreira da Silva.

 

ALBERTO CUNHA casado com Maria do Carmo Figueiredo Cunha, tinha uma filha anterior ao casamento, a Maria do Céu e do casamento dois rapazes o Joe Cunha e o Joaquim Cunha.

JOAQUIM CUNHA “Tchicocomera” apesar de ser casado não me recordo o nome da esposa. Não teve filhos do casamento mas já tinha uma filha Amélia Cunha.

Foram dois grandes comerciantes irmãos e sócios.

 

JOAQUIM MARTINS casado com Ilda Garcia Martins, foi um dos principais comerciantes de Camacupa, tendo casa, loja e armazém no mesmo edifício. O seu armazém estava quase sempre repleto de sacos de juta, contendo diversos cereais, leguminosas, oleaginosas e crueira, que vinham através das suas camionetas dos diversos aviados, ou que comprava, para depois serem exportados para os mais diversos lugares. Dava emprego a uma série de pessoas. Quando no seu armazém não cabia mais nada os referidos sacos eram empilhados no passeio que circundava o edifício, ou nos terrenos em frente, entre a casa e o Grémio do Milho, com um guarda e a respectiva fogueira durante a noite, até que os produtos fossem encaminhados através do C.F.B. para os respectivos destinos.

Fora do casamento teve uma filha: PALMIRA MARTINS CRUZ.

Do casamento há a registar o nascimento de quatro filhas: Maria Helena Garcia Martins, Berta Garcia Martins, Maria de Lurdes Garcia Martins e Maria Manuela Garcia Martins.

MARIA HELENA GARCIA MARTINS SEQUEIRA casou com Bernardino Laia Sequeira e ele foi um dos sócios gerentes da firma Joaquim Martins & Cª.

Desse casamento nasceram dois filhos: José Luís Martins Sequeira e Maria Luísa Martins Sequeira.

BERTA GARCIA MARTINS CARRINHO casou com José Almeida Carrinho, ele foi também sócio gerente da Firma Joaquim Martins & Cª.

Do casamento há a registar o nascimento de dois filhos: Paula Martins Carrinho e Manuel Joaquim Martins Carrinho.

MARIA DE LURDES GARCIA MARTINS licenciada em farmácia nunca mais voltou para Camacupa (falecida).

MARIA MANUELA GARCIA MARTINS casou com José Gonçalves e tiveram dois filhos: Paulo Martins Gonçalves e Jorge Martins Gonçalves.

PALMIRA MARTINS CRUZ casada com Manuel Ramos Cruz.

 

ANTÓNIO JOAQUIM GALHARDO BOLOTA casado com Maria Virgínia Galhardo Bolota: sobre este casal é escusado apresentações no meio CAMACUPENSE, pelos cargos que durante anos desempenharam, ele como comerciante e Presidente da Câmara e ela como professora. Tiveram os seguintes filhos: ANTÓNIO AURÉLIO GALHARDO BOLOTA, solteiro e sem descendência, MARIA TERESA GALHARDO BOLOTA viúva do Administrador Brigadeiro Lúcio e com dois filhos Ricardo Miguel Galhardo Bolota Brigadeiro Lúcio e Ana teresa BOLOTA bigadeiro lúcio e por fim MARIA ESTER GALHARDO BOLOTA que foi casada e teve dois filhos Ana Rita Galhardo Bolota Brandão e Paulo Alexandre Bolota Brandão.

 

ANTÓNIO JOAQUIM RABAÇAL viveu maritalmente com Domingas Rabaçal e tiveram os seguintes filhos Amélia Rabaçal, António Rabaçal, Palmira Rabaçal, Josefa Rabaçal, Amândio Rabaçal e Adelina Rabaçal.

António Joaquim Bolota e António Joaquim Rabaçal formaram uma sociedade e foram comerciantes de peso no meio comercial Bieno.

 

Falar do CAMEIA e do SAMARIMBA para quê...? Eram dois dos grandes comerciantes que depois de muitos contratempos por terras do Bié chegaram um dia a Camacupa. Foram comerciantes e ao mesmo tempo industriais. Construíram um grande edifício e casas para os dois sócios, loja e armazém numa das principais ruas de Camacupa, praticamente no Centro.

A firma de ambos era a Martins & Gonçalves, que deu emprego a muita gente e contribuiu para o desenvolvimento não só da bela terra onde se instalaram, mas de outras terras distantes com a montagem de serração e indústria.

JOSÈ MARTINS a quem os nativos apelidaram de Cameia casou com Maria Adelaide Balsa Martins e de quem teve as duas filhas: Maria do Céu e a Maria NATÁLIA MARTINS.

MARIA DO CÉU MARTINS SOUSA casou com João Batista de Sousa que trabalhou no escritório da firma e desse casamento nasceu-lhes em Camacupa o filho José João  Martins de Sousa.

MARIA NATÁLIA MARTINS BARROS casou com António Manuel Barros, casaram e tiveram uma filha a quem deram o nome próprio MARIA ADELAIDE e um filho António José.

 

ADÃO GONÇALVES era o outro importante sócio da firma Martins & Gonçalves a quem os nativos apelidaram de SAMARIMBA, casou com Maria da Conceição e viviam na casa geminada à do Cameia e pertencente à firma.

Este casal teve duas filhas, Alzira FERREIRA GONÇALVES e Lucília FERREIRA GONÇALVES que vieram estudar para Coimbra mas apenas a Alzira regressou a Camacupa interrompendo os estudos em farmácia os quais concluiu mais tarde.

Lucília licenciou-se também em farmácia.

 

ANTÓNIO JOAQUIM MONTEIRO e FRANCISCO SAMPAIO foram dois grandes comerciantes daquela terra, os quais tinham casa comercial em frente à Estação do C.F.B.. Desconheço se a fábrica de sabão pertencia à sociedade ou se só pertencia ao Monteiro.

O ANTÓNIO JOAQUIM MONTEIRO, “Surdo” como era conhecido, casou com Amélia Regalo e tinham um filho, Ladislau Monteiro conhecido por “Lau” Monteiro que trabalhava na fábrica de sabão onde com grandes caldeiras juntava os ingredientes e aquela pasta era seca, cortada e embalada em caixas para ser exportada.

Teve ainda uma filha de um outro relacionamento chamada MARIA COUTINHO.

LADISLAU MONTEIRO casou com Maria Alice Quental e tiveram quatro filhos: António Quental Monteiro, Anselmo Cassiano Quental Monteiro, Fernando Quental Monteiro e Maria Adelaide Quental Monteiro “Milai”.

António Joaquim Monteiro foi um homem que partiu à aventura para terras de Angola, assim como outros tantos portugueses e depois de estar bem na vida iam chamando familiares e amigos que se encontravam na terrinha em idade de trabalhar, geralmente com poucos estudos, ou mesmo sem eles e nos locais para onde iam, davam-lhes emprego.

Este homem não foi excepção e mandou a carta de chamada para CASSIANO MONTEIRO, FERNANDO FERRO MONTEIRO e MÁRIO SILVA os quais ficaram a trabalhar na sociedade que havia formado com Francisco Sampaio.

Em determinada altura Norberto Santos Marques e Monteiro “Surdo” fazem um acordo e o Fernando foi trabalhar com o Santos “Cabicuce”.

Algum tempo mais tarde Cassiano e Fernando resolvem partir para o Brasil onde formaram as suas famílias e se fixaram.

 

MANUEL QUENTAL casou com Silvina Ferreira: este casal teve os seguintes filhos: Celeste Quental, Fátima Quental, Maria Alice e Manuel Quental.

CELESTE QUENTAL casou com ANTÓNIO MADEIRA que era motorista do Manuel Côrtes. Tiveram os seguintes filhos: José Madeira, também conhecido por “Tapa Chamas”, Vina e Sara.

Maria Alice Quental casou com Ladislau Monteiro (referenciada na família do Monteiro Surdo.

FÁTIMA QUENTAL não tem descendência porque continua solteira.

MANUEL QUENTAL “Júnior” casou com Elvira Ferreira Quental e têm uma filha, Carla Quental. (Manel convido-te para uma caçada aos pássaros na horta do Oliveira com a fisga)

 

JOSÉ QUENTAL casou com Maria Pires Quental e que me lembre tiveram três filhos: Leonilde PiRES Quental, Isaura PIRES Quental e Emílio PIRES Quental.

Antigamente chamava-se padeiro e açougueiro ou talhante mas actualmente industrial de panificação e comerciante de carnes: era a profissão do José Quental.

LEONILDE PIRES QUENTAL casou com um dos sócios da firma A. Luís & C.ª.

EMÍLIO PIRES QUENTAL casou com Noémia da Conceição Martins Quental, licenciou-se em Medicina mas nunca exerceu a sua profissão em Camacupa.

O casal teve sete filhos: Luís Filipe Martins Pires Quental, João Carlos Martins Pires Quental, Ana Paula Martins Pires Quental, Luís Gonzaga Martins Pires Quental, Maria Alexandra Martins Pires Quental, Marina Martins Pires Quental e Irina Martins Pires Quental.

Isaura Pires Quental Mateus casou com MANUEL LUÍS MATEUS: ele era considerado um dos grandes comerciantes de Camacupa, pois o seu armazém a seguir ao Rabaçal & Bolota estava sempre repleto de sacos com arroz ou outros cereais.

O casal teve três filhos: Maria da Conceição “São”, Manuel Quental Mateus (faleceu bebé) e Emílio Manuel Quental Mateus “Milito”. Anterior a este casamento havia um filho a quem foi posto o nome de César Figueiredo Mateus.

CÉSAR FIGUEIREDO MATEUS casou com Aida Pinto Mateus, tiveram dois filhos, aos quais foram postos os seguintes nomes: Sandra Pinto Mateus e Manuel Luís Pinto Mateus.

O César jogou futebol pelo Delta Clube de Camacupa, trabalhou com seu pai e foi gerente de uma plantação de sisal perto do Lobito até à descolonização e depois foram viver para a África do Sul. Infelizmente faleceu em Dezembro de 2006.

MARIA DA CONCEIÇÃO QUENTAL MATEUS técnica de contabilidade vive na Reboleira e não tem descendência.

EMÍLIO MANUEL QUENTAL MATEUS “MILO” casou com Isabel Maria Prudêncio Pereira Mateus e tiveram três filhos: Joana Pereira Mateus, João Carlos Pereira Mateus e Catarina Sofia Pereira Mateus. Ele é professor do ensino superior.

Manuel Luís Mateus instalou-se em Camacupa e foi ele que chamou os irmãos que viviam em Portugal.

 

ISAAC LUIS BIDARRA que casou com Maria José Gomes Bidarra, foi um dos chamados por Manuel Luís Mateus e estabeleceu-se com uma casa comercial.

Tiveram os seguintes filhos: António Manuel, Glória da Conceição, Joaquim Eduardo, Maria Vitalina, Maria de Fátima, José Alberto, Maria Teresa, Maria José e Isabel Maria.

ANTÓNIO MANUEL GOMES BIDARRA casou com Nélia de Fuitos Bidarra, vivem em Espanha e tiveram duas filhas às quais deram os nomes de Mónia e Iuga.

GLÓRIA DA CONCEIÇÃO GOMES BIDARRA, casou com António Ferreira Pais e tiveram dois filhos Luís Pais e António Pais.

JOAQUIM EDUARDO GOMES BIDARRA casou com Idalina Bidarra de quem teve uma filha: ANA Isabel.

MARIA VITALINA GOMES BIDARRA casou com Eduardo Rodrigues e foi mãe de três filhos: Ana Cristina, Eduardo e Diogo. Foi professora na Missão Católica da Jamba.

MARIA DE FÁTIMA GOMES BIDARRA casou com ÁLVARO DE CASTRO, da Escola de Condução e foi mãe da Teresa, Tina e Miguel.

JOSÉ ALBERTO GOMES BIDARRA faleceu solteiro e sem descendência.

MARIA TERESA GOMES BIDARRA casou com Macedo e é a mãe de Roberto, Ricardo e patrícia.

MARIA JOSÉ GOMES BIDARRA é solteira e não tem descendência.

ISABEL GOMES BIDARRA é casada com António Silva e têm dois filhos: Pedro e Rafael.

 

LURDES BIDARRA casou com JOSÉ CARDODSO e tiveram duas filhas: Celina e Gesmina. Foi chamada por seu irmão Mateus mas viveram pouco tempo em Camacupa tendo rumado ao Longonjo onde se fixaram.

 

ANTÓNIO LUÍS SOBREIRO casou com Leonilde Pires Quental Luís Sobreiro: tiveram dois filhos Acácio Quental Luís SOBREIRA e Maria do Céu Quental Luís Sobreira.

O António Sobreiro era sócio de uma das grandes casas comerciais de Camacupa, a firma A. Luís & Cª Lda.

MARIA DO CÉU QUENTAL LUIS SOBREIRA casou com Pedro Martins Jesus, ele comerciante e ela professora de matemática. Tiveram dois filhos Maria Cristina Sobreiro Martins de Jesus e Paula Sobreiro Martins de Jesus.

ABÍLIO LUIS SOBREIRO casou com Deolinda Luís Sobreiro, ele sócio do irmão António Luís, na sociedade A. Luís & Cª Ld.ª. Tiveram um filho Amílcar Luís Sobreira “Miquita”.

AMILCAR LUÍS SOBREIRA casou com Maria de Fátima SOBREIRA e tiveram três filhos Paulo, AmilcaR e Nuno.

AGOSTINHO, mais conhecido por “Mickey Rooney” e que os Camacupenses pronunciavam “MIQUERRONE”, casou com Maria Helena de Freitas Pombo. Trabalhou como empregado de comércio na firma A. Luís e há a registar o nascimento de dois filhos: José Américo e Luís Agostinho.

MANUEL JOAQUIM casou com Deolinda Morgado e tiveram um filho cujo nome próprio é Jorge. Ele trabalhou na mesma firma A. Luís & Cª Ld.ª como empregado comercial.

 

A família Almeida Marques tornou-se uma família com bastantes elementos pelo número de filhos que os dois irmãos José e António tinham. Passo a descrever o agregado familiar de cada um deles:

JOSÉ D’ALMEIDA MARQUES “Camacapa” (por gostar muito de batata-doce) casou com Maria da Glória Almeida Marques: ele foi comerciante com uma grande casa e ela ajudava-o. Era uma óptima fabricante de enchidos e de torresmos.

Este casal teve quatro filhos sendo o mais velho o António José de Almeida Marques “Gegé”, seguido da Maria Odete de Almeida Marques, Maria Teresa de Almeida Marques e Carlos Manuel de Almeida Marques (falecido).

ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA MARQUES “Gégé” casou com Ivone Andrade Marques: ele foi um enorme jogador de futebol tendo jogado na Académica de Coimbra mas a terra dele tinha um chamamento mais forte e regressou ingressando no Lobito Sports Clube.. Actualmente moram em Agualva, Cacém. 

Do casamento há a registar o nascimento de dois filhos: Paula Marques e Nuno Marques.

MARIA ODETE DE ALMEIDA MARQUES casou com José David Aires Silva: ele trabalhou no C.F.B.

Tiveram dois filhos Áurea Manuela Marques Silva e José TÚLIO MARQUES Silva.

MARIA TERESA DE ALMEIDA MARQUES casou com Jorge Ribeiro Vieira, foi comerciante em Nova Lisboa, Angola dedicando-se hoje ao ramo hoteleiro. Há a registar o nascimento de dois filhos deste casal: Isabel Maria Marques Vieira e Jorge Carlos Marques Vieira.

CARLOS MANUEL DE ALMEIDA MARQUES “Nito” licenciou-se em veterinária e adoptou uma filha Sandra Cristina Marques. Faleceu já em Portugal.

 

ANTÓNIO D’ALMEIDA MARQUES “Cariço” ou “Mariti” casou com Filomena de Almeida Marques: ele era considerado um dos grandes comerciantes da terra embora fosse bastante discreto.

Do casamento nasceram duas filhas Nazareth de Almeida Marques e Idalina de Almeida Marques.

NAZARETH DE ALMEIDA MARQUES casada com Carlos Paulo Furtado: ele que trabalhou sempre com o sogro a partir de determinada altura passou a fazer parte da Sociedade com a sua cota. Tiveram duas filhas: LUIZETE Marques Furtado e Ana Maria Marques Furtado.

Este casal Furtado e Nazareth bem como os sogros António e Filomena permaneceram em Angola até ao final das suas vidas sofreram muito naquela terra a quem eles tanto deram.

IDALINA MARQUES DE SOUSA casou com Luís de Sousa, ele trabalhou no comércio e do casamento há a registar o nascimento de duas filhas: Fernanda Marques de Sousa “Nanda e Filomena Marques de Sousa “Filó”.

Fernanda Marques de Sousa foi casada com ALBERTO MONIZ SILVA OLIVEIRA e tiveram dois filhos: BRUNO RICARDO e GUILHERME RODRIGO.

Filomena Marques de Sousa “Filó” teve um filho DANIEL PEDRO.

 

JOSÉ MANUEL DE BRITO casou com Maria Balbina: encostada à horta do Oliveira foi durante muitos anos a única casa comercial, habitação e armazém existente à saída de Camacupa, era o prédio de José Manuel de Brito. Posteriormente ficaram acompanhados quando construíram a fábrica de massas e panificação Sirel. Este casal teve dois filhos Manuel e Georgina.

MANUEL DE BRITO “Maneco” casou com Lídia Lopes dos Santos Brito: parece-me que não existia ninguém que desconhecesse o Maneco em Camacupa. Pelo seu verdadeiro nome só uma parte da população o conhecia. Seguiu as pisadas de seu pai e tomou conta do comércio de que aquele havia feito sua profissão durante grande parte de sua vida.

O casal teve quatro rapazes a quem deram os nomes de José Manuel dos Santos Brito, Rogério Alberto dos Santos Brito, Arnaldo Leonel dos Santos Brito e Amílcar Sérgio dos Santos Brito

JOSÉ MANUEL DOS SANTOS BRITO não teve filhos e já faleceu. 

ROGÉRIO ALBERTO DOS SANTOS BRITO “Beto” casou com Maria Germana Correia Felisberto Brito e tiveram três filhos Rogério PAULO BRITO, Valter Emanuel BRITO e Sandro Alexandre Brito.

ARNALDO LEONEL DOS SANTOS BRITO “Titito” casou com Josefa Figueiredo e tiveram três filhos: Selma Brito, Paulo Brito, e Vanda Maria BRITO. Casou uma segunda vez e tiveram dois filhos (gémeos).

Trabalhou de torneiro mecânico.

AMÍLCAR SÉRGIO DOS SANTOS BRITO casou com Justina Brito e tiveram diversos filhos.

 

ANTÓNIO DA SILVA TOSTÃO casou com Erlandina de Sousa e Silva: do casamento há a destacar o nascimento de Maia do Céu da Silva Tostão, António Manuel da Silva Tostão e António José da Silva Tostão. Todos eles nasceram em Camacupa.

Foi proprietário de camionetas e camionista.

MARIA DO CÉU DA SILVA TOSTÃO é solteira e não tem herdeiros.

ANTÓNIO MANUEL DA SILVA TOSTÃO faleceu jovem e sem descendentes.

ANTÓNIO JOSÈ DA SILVA TOSTÂO casou com Maria de Lurdes Fernandes da Silva Tostão e tiveram um filho a quem foi dado o nome de seu tio António Manuel da Silva Tostão.

O António José foi comerciante.

 

ANTÓNIO SÁ MOREIRA casado com Cândida Sá Moreira viveram algum tempo em Camacupa e posteriormente foram para o planalto do Huambo, Bela Vista onde se estabeleceu com uma casa comercial.

Tiveram os seguintes filhos: Maria Manuela Sá Moreira e Jorge Sá Moreira.

 

A família Falcão Pinto foi composta por dez elementos sendo o casal e oito filhos.

JOAQUIM FALCÂO PINTO casado com Nazaré Santos Beja Pinto. Ele foi comerciante em Camacupa e posteriormente exerceu a sua profissão na Candonga mas sempre com residência na terra mais central de Angola.

Aos oito filhos foram postos os seguintes nomes; Teresa Nazaré Pinto, Caetana Maria Pinto, Cândido António Pinto, Carlos Rudolfo Pinto, José Acácio Santos Pinto, Maria de Lurdes Santos Pinto, Maria da Piedade Santos Pinto (falecido) e António de Jesus Santos Pinto.

TERESA NAZARÉ PINTO LOUREIRO casou com Arnaldo Loureiro já identificados na família Loureiro e tiveram dois filhos Nelson Pinto Loureiro e Stela Teresa Pinto Loureiro.

CAETANA MARIA PINTO casou com António Carvalho Lopes, ela foi funcionária dos C.T.T. e ele meteorologista e tiveram cinco filhos: Valter Pinto Carvalho, Beneditina Pinto Carvalho, Marisa Pinto Carvalho, Apolo António Pinto Carvalho e Cátia Pinto Carvalho.

CÂNDIDO ANTÓNIO PINTO casou com Maria Silvete de Almeida Pinto (Já foi referenciado como funcionário da Fazenda Pública de Camacupa).

CARLOS RUDOLFO PINTO casou com Marlie Rosie Weber Pinto, ambos foram funcionários agrários e tiveram duas filhas: Yolanda Cristina Weber Pinto e Sheila Jussara Weber Pinto.

JOSÉ ACÁCIO DOS SANTOS PINTO, faleceu solteiro em Janeiro de 2007 em Coimbra.

MARIA DE LURDES SANTOS PINTO casou com Carlos Alberto de Carvalho Paiva, ela foi professora do ensino primário e ele funcionário dos Serviços de Educação e tiveram dois filhos: Carla Marisa Pinto Paiva e Rui Pedro Pinto de Carvalho Paiva.

ANTÓNIO DE JESUS SANTOS PINTO é solteiro e sem sucessores.

 

Hoje em amena conversa com a Teresa Marques (Camacapa) esta amiga relembrou a família LADEIRA e disse-me que naturalmente a Rosa Marques que vive no Brasil me poderia dar o e-mail de um dos filhos,

Fi-lo de imediato.

Contactei a Rosa (Néné Tiago como é conhecida) e esta forneceu-me o e-mail de um dos filhos. Contactado o António Ladeira Jr. Este no período de uma hora, simpaticamente forneceu-me os elementos necessários para que toda a família fique pelos anos fora relembrada. Assim temos os patriarcas:

ANTÒNIO DOS SANTOS LADEIRA casou com Maria da Conceição Amaro Ladeira: ele foi guarda-livros no Samitondo durante algum tempo e posteriormente foram viver para Silva Porto onde seus três filhos estudaram. São eles: Maria Filomena Amaro Ladeira, António dos Santos Ladeira Jr. e Ana Maria Amaro Ladeira.

MARIA FILOMENA AMARO LADEIRA “Filó”, estudou em Coimbra onde tirou o Curso do Magistério Primário.

ANTÓNIO DOS SANTOS LADEIRA Jr., trabalhou no Banco Totta Standart em Luanda e Silva Porto e tem três filhos: Paula Cristina, Hugo, e Helton Luís.

ANA MARIA AMARO LADEIRA formou-se em Engenharia Química.

 

ANTÓNIO FREITAS foi comerciante e agricultor. Casou por duas vezes e do primeiro casamento há a registar o nascimento de quatro filhos tendo dois falecido com tenra idade e os que sobreviveram foram José Augusto Monteiro de Freitas e Maria Adelaide Monteiro de Freitas.

O JOSÈ AUGUSTO MONTEIRO DE FREITAS casou com Nazaré da Conceição Agostinho de Freitas e tiveram os seguintes filhos: Amílcar Agostinho de Freitas, Carlos Alberto Agostinho de Freitas, Maria Orquídea Agostinho de Freitas e Ilda Natália Agostinho de Freitas.

AMILCAR AGOSTINHO MONTEIRO DE FREITAS casou com Maria Júlia de Freitas e tiveram filhos desconhecendo-se os nomes.

CARLOS ALBERTO AGOSTINHO DE FREITAS casou com Maria Júlia de Freiras, professora do ensino primário e ele bancário tendo-lhes nascido duas filhas: Carla Sofia Meeiro de Freitas e Paula Susana Meeiro de Freitas.

MARIA ORQUÍDEA MONTEIRO DE FREITAS licenciada em medicina não tem descendência

ILDA NATÁLIA MONTEIRO DE FREITAS casou com Carlos Alberto Marques dos Santos desenhador civil, e Professora do Ensino Primário, que tiveram duas filhas Sandra Marina Freitas dos Santos e Mónica Alexandra Freitas dos Santos.

MARIA ADELAIDE MONTEIRO DE FREITAS casada com Amândio José Freitas Pombo, comerciantes e tiveram os seguintes filhos: Amândio José Freitas Pombo, Maria Manuela Freitas Pombo e Maria Helena Freitas Pombo.

AMÂNDIO JOSÉ DE FREITAS POMBO casada com Maria Isilda de Freitas Pombo: ele era guarda-livros na fábrica nova de descasque de arroz e tiveram dois filhos sendo a Fátima e o Carlos.

ANTÓNIO DE FREITAS em segundas núpcias casou com Maria de Freitas de quem teve uma filha Maria Alice de Freitas.

Maria Freitas do seu primeiro casamento teve um filho o ANACLETO

 

ALBERTO DÉSIRAT casado com Clarisse Désirat chegaram a Angola mais propriamente a Camacupa a 10 de Dezembro de 1927 acompanhados de seus quatro filhos: José Désirat, Fausto Désirat, Manuel Désirat e Maria Elvira Désirat.

JOSÉ DÉSIRAT casou com Isabel Gregório Capelo: depois de uma vida atribulada por terras próximas como empregado comercial, estabelece-se como comerciante fazendo do comércio sua profissão.

Para tal abre uma casa e dedica-se ao comércio como tantos outros e dedica-se também à venda de peixe. Acaba por se dedicar a dois estabelecimentos de venda de peixe uma vez que até ali não havia quem se dedicasse àquele negócio. Todo o peixe consumido até então era comprado no comboio CAMACOVE.

Casal afável, simpático e bastante trabalhador. Eram conhecidos e considerados pela população como pessoas muito honestas. José Désirat conta hoje a bonita idade de 86 anos e espero que os problemas de saúde que tem neste momento sejam rapidamente superados com uma óptima recuperação. (04.05.2008)

Vivem actualmente em Tires, concelho de Cascais.

Deste casamento resultou o nascimento de Maria Ludovina Capelo Désirat e José Fausto Capelo Désirat.

MARIA LUDOVINA CAPELO DESIRAT MACHADO casou com Bernardino Parreira Machado. (Este casal está referenciado nos professores)

JOSÉ FAUSTO CAPELO DÉSIRAT casou com Juvelina Maria de Almeida Silveira Désirat e tiveram três filhos Miguel Alexandre Silveira Désirat, Paulo Jorge Silveira Désirat e Jorge Alexandre Silveira Désirat.

 

Em conversa telefónica com JOSÉ DÉSIRAT fiz-lhe uma série de perguntas a que amavelmente foi respondendo, uma vez que é pessoa ainda conhecedora de elementos relacionados com grande parte da antiga população da Vila.

Como necessitava saber algo sobre uma família numerosa de nome SERRANO deu-me imediatamente os nomes dos filhos do casal, e com quem estes eram ou foram casados. Assim contactei a Nilza Seixas casada com o António Serrano, através da Adelaide Seixas, tendo-me esta dado o contacto de sua irmã.

Depois de longas buscas sobre esta família SERRANO, eis que surgiu a luz ao fundo do túnel:

JOSÉ MARIA SERRANO casou com Alzira de Assunção Marques que foi capataz do C.F.B., dessa união há a registar o nascimento de sete filhos, dos quais fazem parte Rita de Assunção Serrano, António Alegria Serrano, Maria José Serrano, Amável de Assunção Serrano, Amaro de Assunção Serrano, Álvaro de Assunção Serrano e Dulce de Assunção Serrano.

RITA DE ASSUNÇÃO SERRANO casou com José Pires Gonçalves: ele conhecido por “Cravinho” foi camionista e posteriormente trabalhou no transporte de pessoal até Luanda, para a empresa E.V.A..

Tiveram dois filhos: José Manuel de Assunção Serrano Pires Gonçalves e Elsa de Assunção Serrano Pires Gonçalves.

ANTÓNIO ALRGRIA SERRANO casou com Nilza Gonçalves Seixas Serrano e tiveram quatro filhas: Marisa de Jesus Seixas Serrano, Ana Paula Seixas Serrano, Célia de Fátima Seixas Serrano e Neusa Maria Seixas Serrano. Ele foi funcionário do C.F.B..

MARIA JOSÉ SERRANO casou com Lino Miranda Capela era industrial de sapataria e tiveram um casal de filhos com os nomes Lina Serrano Capela e Luís Serrano Capela.

AMÁVEL DE ASSUNÇÃO SERRANO casou com Fátima Serrano de que há a registar o nascimento de André Serrano. O Amável foi motorista da empresa E.V.A.. Anteriormente a este casamento teve uma outra união de que resultou o nascimento de Paulo Serrano.

AMARO DE ASSUNÇÂO SERRANO “Nina” é solteiro e não tem filhos.

ÁLVARO DE ASSUNÇÃO SERRANO casou com Maria João Serrano e tiveram três filhos, sendo a mais velha a Welvitchia e ainda dois rapazes o Hélio Serrano e a Hallen Serrano.

DULCE DE ASSUNÇÃO SERRANO casou com João Ferraz Antunes: este foi empregado comercial nos Gerardos e posteriormente comerciante. Tiveram três rapazes e deram-lhes os nomes de Carlos Serrano Antunes, Jorge Serrano Antunes e Bruno Serrano Antunes.

 

Localizei uma das pessoas mais conhecidas de Camacupa depois de muito procurar por ele: ISIDRO SIMÕES casou com Maria Quental de Freitas e desse casamento resultaram os nascimentos dos seguintes filhos: Cândida Carolina Freitas Simões, Ilda da Conceição Freitas Simões, Maria Cacilda Freitas Simões, Isidro José Freitas Simões, Arnaldo Hélio Freitas Simões, Nelson Rui Freitas Simões e Stela Marina Freitas Simões.

Era a ele, Isidro Simões, que quase toda a população recorria quando havia uma avaria eléctrica. Trabalhou durante muito tempo na fábrica de descasque de arroz e depois foi trabalhar na Central Eléctrica.

CÂNDIDA CAROLINA FREITAS SIMÕES, comerciante, faleceu num acidente de aviação, deixando três filhos: Rui Filomeno, Paula Regina e Fernando.

ILDA DA CONCEIÇÃO FREITAS SIMÕES tem uma filha que se chama NEUZA.

STELA MARINA FREITAS SIMÕES casou com Hélder de Sousa e teve dois filhos dos quais um é o Hugo.

 

AMILCAR RODRIGUES GASPAR casou com Maria José Sarmento Gaspar e foi funcionário da Câmara Municipal, depois de ter deixado o professorado. Da união entre ambos há a registar o nascimento de três filhos: Maria Salete Sarmento Gaspar, Amílcar Sarmento Gaspar e Eulália Sarmento Gaspar.

MARIA LA SALETE SARMENTO GASPAR casou com Eduardo Pereira e tiveram duas filhas: Susana e Sónia Alexandra.

AMILCAR JOSÉ SARMENTO GASPAR casou com Eunice Lia Almeida Sarmento Gaspar e foi comissário da Policia de Segurança Pública e tiveram um filho a quem registaram com o nome de Amílcar Filipe.

EULÁLIA DO ROSÁRIO SARMENTO GASPAR foi casada com José Galvão Caetano e tiveram três filhos Ricardo Gaspar Galvão Caetano, Rui Gaspar Galvão Caetano, e Paulo Gaspar Galvão Caetano.

 

JOSÉ FERNANDES MAGRO casou com Maria da Conceição Magro e não tiveram filhos. Foi comerciante e posteriormente dedicou-se a angariar trabalhadores para as roças de café.

 

Há alguns carpinteiros/marceneiros naturais da terra que por falta de elementos apenas os seus nomes são publicados como:

 

JOAQUIM CATALÃO.

 

JAIME TEIXEIRA, (filho do velho Teixeira sendo o nome COLUMBANO uma alcunha).

 

JOSÉ DOMINGOS.

 

ANTÓNIO PESTANA que residia no bairro Santomista.

 

DOMINGOS GOMES ESTIMA que desapareceu nas mandíbulas de um jacaré no Rio Cuquema.

 

Durante umas três décadas viveu naquela bela e airosa terra uma pacata família que se chamava «FLOR», composta por JOÃO LOPES FLOR comerciante que casou com Ema Augusta Nunes Flor.

Dessa união há a destacar o nascimento de dois rapazitos a que deram os nomes de JOSÉ Alberto e Joaquim António.

Estes mesmos rapazitos (hoje já avós) cresceram e formaram as suas famílias.

JOSÉ ALBERTO ALMEIDA FLOR casou com Joaquina Almeida Nunes Flor “Quina”. Proveniente dessa união há a acrescentar um filho a que os pais registaram com o nome Alexandre Filipe Nunes Flor.

JOAQUIM ANTÓNIO ALMEIDA FLOR “Tó” casou com Adélia Moura Ferreira Flor e enveredou pela profissão de topógrafo. Tiveram dois filhos a quem puseram os nomes de Celisa Alexandre Ferreira Flor e Luís Pedro Ferreira Flor.

 

ANTÓNIO FERNANDES ENTEADO comerciante, casou com Sara Nunes Albuquerque Enteado. Há a registar três filhas:

Maria Isabel Enteado Palavras que casou com Raul Ramiro Palavras,

Maria Estefânia Almeida Enteado que casou com António Lima,

Maria Emília de Almeida Enteado que casou com António Martins.

 

ADELINO VIEIRA PIRES casou com Maria José Lemos Pires e desse casamento resultou o nascimento de dois herdeiros que são: Fernando Lemos Pires e Maria da Graça Lemos Pires.

O Pires era mais conhecido por “Pires das estradas” por ser ele o homem da JAE, encarregado do conserto das estradas no concelho de Camacupa mas posteriormente foi comerciante.

 

MANUEL JOSÉ FERREIRA GUIMARÃES foi comerciante em Camacupa. Poucos são os elementos que possuímos mas divulgamos o que sabemos. Havia os seguintes filhos, para além de pelo menos mais uma filha. Os seus nomes são: Rosa Guimarães, Mário Guimarães, Ester Guimarães e Cândida Guimarães.

 

JOSÉ PATRÍCIO casado com Júlia Amália Gonçalves Seixas Patrício, sendo ela natural de Camacupa, tiveram quatro filhos: Jorge, Rui, Carla e Ana. Ele tinha a profissão de barbeiro. Residem em São Sebastião, Loures.

 

Na estação de Serviço FINA trabalhou um homem a quem chamavam “Dias da Fina” mas o seu nome é CARLOS ALBERTO DIAS que casou com Filomena Dias. Desse casamento há a registar o nascimento de um filho cujo nome é ………….

 

Um casal que é do conhecimento da grande parte da população e que já me estava a esquecer é o casal de nome MARROCOS que foi comerciante e possuía um Bar na casa alugada ao velho Loureiro na esquina oposta ao Samitondo. Lembro-me do apelido Marrocos e penso que o nome próprio é Manuel (?). Sua mulher chama-se DALILA e esteve em casa do casal um irmão desta, de nome MÁRIO LOURENÇO, o qual foi trabalhar para o I.I.V.A. em Nova Lisboa. Tinham pelo menos dois filhos.

 

MANUEL JOAQUIM casou com DEOLINDA e foi empregado comercial da firma A. Luís Cª Ldª. Tiveram um filho ao qual foi posto o nome de Agostinho.

 

ALFREDO MARTINS NOVO casou com Graça Martins Novo e estabeleceram-se em Camacupa com uma loja de comércio geral.

Dessa união nasceram três filhos dos quais apenas me recordo dos nomes próprios do Alfredo e da Margarida.

 

Em Camacupa havia um comerciante que o seu apelido é SANTOS e tinha uma peixaria. Era casado com Mercedes Santos. Tinham dois filhos com os nomes Luís e Branca.

 

Como chefe dos Correios de Camacupa passou por lá um indivíduo que toda  população conhecia pelo apelido FEIO e que era casado com a Palmira. Esse casal tinha pelo menos três filhos dos quais só me recordo do Jorge pois os outros eram tratados  por diminutivos como Caluxa.

 

ANTÓNIO SIMÃO JOSÉ MARIA foi empregado dos correios, tendo saído dos C.T.T. por ter concorrido para os Registos e Notariado e ter sido colocado na Conservatória dos Registos do Lobito.

Pessoa Africana, muito correcta e bastante sabedora dos registos Predial, Comercial e Automóvel.

Tive o prazer de trabalhar com ele. Qualquer informação dada baseava-se e exigia que,  o  funcionário mostrasse o artigo no código para que este ficasse consciente de como deveria proceder. Em toda a minha vida profissional foi o chefe mais competente que tive. Ele próprio, como chefe da Repartição atendia o público, como qualquer outro funcionário. Homem muito sabedor, que tinha o prazer de esclarecer qualquer funcionário,  quando este o solicitava.

Era casado também com uma africana e tinha um pequeno rancho de rapazes.

A determinada altura foi transferido para Luanda a seu pedido, chegando a ocupar o cargo de Inspector.

Ainda era familiar do que foi Presidente de Angola Agostinho Neto.

Numa das vindas a Lisboa convidei-o para jantar em minha casa, o que ele aceitou  e com ele tive uma longa conversa,   tendo-me feito o convite para regressar a Angola.

Perguntava-me muitas vezes pelos meus pais, pois tinha uma grande consideração principalmente pelo "amigo Sr. Serrano", como ele próprio dizia.

Faleceu em Luanda há cerca de 10 anos.

Além de ter sido meu chefe foi um grande companheiro e amigo com quem aprendi muito dos registos.

 

Lembro-me que, nos meus primeiros dez anos, o meu grande prazer era andar sem sapatos, mas havia ocasiões em que era necessário usá-los como por exemplo na escola. Meu pai, devido aos que tinha anteriormente estarem velhos e por o pé ter crescido, mandou-me tirar medidas para que o sapateiro COSTA, que vivia maritalmente com a nativa Leonor, me confeccionasse uns.

Os sapatos por volta de 1944, eram todos confeccionados por medida, por pessoas experientes na arte.

Só me recordo do apelido do sapateiro e da sua companheira, não me lembrando da existência de filhos.

 

C.T.T.

 

FEIO era casado com a Palmira e foi chefe dos Correios de Camacupa.

 

JOSÉ RODRIGUES foi chefe de estação dos Correios e era casado com Maria José.

 

ANTÓNIO SIMÃO JOSÉ MARIA foi empregado dos correios, tendo saído dos C.T.T. por ter concorrido para os Registos e Notariado e ter sido colocado na Conservatória dos Registos do Lobito.

 

Fernanda Martins Cruz foi funcionária dos C.T.T. na estação de Camacupa.

 

MARIA DO CARMO CORREIA LOUREIRO casada com Hélio da CRUZ FIGUEIREDO, foi funcionária dos C.T.T.

 

CAETANA MARIA PINTO casou com António Carvalho Lopes e foi funcionária dos C.T.T..

 

C.F.B.

 

Pela Estação do Caminho de Ferro de Benguela passaram muitos funcionários que ali foram colocados e que cumpriram o seu tempo de permanência.

Foram transferidos para outras terras geralmente para poderem subir de categoria.

Confesso que não me lembro de grande parte dessas pessoas, com excepção de uns tantos, de quem não possuo elementos suficientes. Há, no entanto, quem possua um dado ou outro que, através do cruzamento de conversas, vão possibilitando a construção do puzzle.

Muitos deles são-me fornecidos por filhos, netos ou amigos das pessoas de quem já tenho a longa lista para inserir no computador.

Foi casualmente que soube de MARIA NOÉMIA ARAÚJO ANTUNES (médica), que viveu em Camacupa na sua infância, quando da estada de seu pai, por aquela pacata Vila, como funcionário do C.F.B.

Por ter sido companheiro de caça de meu pai lembro-me perfeitamente do senhor e sua esposa.

Foi Chefe da Estação do C.F. B. de Camacupa entre de 1951 e 1954, tendo depois sido transferido para Silva Porto. Ascendeu ao lugar de Inspector, ficando a seu cargo a zona entre o Huambo e o Luso.

O seu nome completo era MANUEL DA SILVA ARAÚJO que casou com LUÍSA JÚLIA ALEIXO ARAÚJO.

 

ANTÓNIO MARIA MIRANDA casou com Mariana Miranda e dessa união nasceram três filhos mas apenas  conheço o nome de Maria Nazaré Miranda e de António Miranda.

Trabalhou na Estação do C.F.B..

 

JOSÉ DE ANDRADE casou com Lúcia Alexandre ANDRADE.  Três filhos teve este casal sendo o mais velho o Adelino Alexandre de Andrade, seguido do Jaime Alexandre de Andrade e por último Elvira Alexandre de Andrade.

Foi capataz do Caminho de Ferro de Benguela em Camacupa.

ADELINO ALEXANDRE DE ANDRADE casou com Ester Marques de Andrade de quem teve uma fila de nome Olga de Andrade.   O Adelino foi Inspector do C.F.B..

JAIME ALEXANDRE DE ANDRADE casou com Ana Andrade (conhecida por Anita). Tiveram dois filhos mas só sei o nome daquele que se chama Eleutério de Andrade.

ELVIRA Alexandre de Andrade casou com David Alexandre que foi Chefe de Estação do C.F.B. em Camacupa. Tiveram três filhos sendo o Telmo Andrade Alexandre o mais velho seguido da Ilda Andrade Alexandre e por fim o Fernando Andrade Alexandre.  

 

Nos meados dos anos 40 até princípios dos anos 50 residiu naquela pacata Vila uma família  em que o chefe de família era guarda-livros mas um dos filhos foi funcionário do C.F.B..

O nome do apelido do chefe de família desapareceu da minha cabeça e tenho feito bastantes contactos no sentido de saber o nome próprio e os restantes apelidos, tendo as mesmas sido infrutíferas 

Recorrerei mais tarde às boas memórias de JOSÉ DÉSIRAT, ANTÓNIO GERARDO  (Toneca) ANTÓNIO VIEIRA MENDES, FERNANDO MACHADO, ARTUR ALEXANDE, MARIA JOSÉ GONÇALVES (filha do CHUVINHAS), MARIA DA CONCEIÇÃO BARBEDO PINTO e do FERNANDO BARBÊDO PINTO (Fernandinho) e a outros que, desde o início têm sido o meu braço direito na descoberta de elementos para poder relembrar tanta gente.

GENTE que deu o seu contributo para o engrandecimento  daquela que foi uma bela terra e que continua a prestar a sua colaboração (contando até com os já falecidos) no trabalho que o AVANTINO MOREIRA “quase me obrigou” a fazer.

A todos estes já citados e outros que tive o prazer de os contactar pessoalmente ou por outros meios um GRANDE ABRAÇO de agradecimento e sei que poderei contar convosco.

Depois deste meu agradecimento quero apenas esclarecer que se trata da família FUNDÕES.

O seculo FUNDÕES casou com Leopoldina Santos Fundões e tiveram os seguintes filhos: Maria da Conceição Martins Fundões (mais conhecida por Tatão), JOÃO MARTINS FUNDÕES (mais conhecido por Pimpolho),   e JOSÉ MARTINS FUNDÕES (mais conhecido por Gegé), que se encontra em Angola e foi nomeado Director Regional do C.F.B., no Huambo.

Foi guarda-livros da firma A. Figueiredo & Cª.

 

JOÃO GRAÇA casou com Irene Graça com quem teve uma filha que se chama Maria da Graça.

Foi Chefe  de Estação do C.F.B. em Camacupa.

 

JASMINO ALEXANDRE casado com Celestina de Jesus: ele capataz do Caminho de Ferro de Benguela tendo falecido por volta de 1957. Do casamento há a salientar o nascimento de seis filhos: David Alexandre, Laudelino Alexandre, Carlos Alexandre, JOsé Alexandre, Adelino Alexandre e Artur Alexandre.

DAVID ALEXANDRE casado com Elvira Andrade: ele empregado do C.F.B. O David casou em Camacupa com a filha do capataz do C.F.B. Andrade e desse casamento há a destacar o nascimento de três filhos: Telmo Alexandre, Fernando Alexandre e Ilda Alexandre.

LAUDELINO ALEXANDRE casado com Ilda Augusta Alexandre. Ele era empregado na estação do Caminho de Ferro de Benguela em Camacupa.

Tiveram apenas dois filhos Rui Alexandre e Horácio Alexandre.

CARLOS ALEXANDRE casou com Maria Augusta Torres. O Carlos trabalhou na Estação do C.F.B. e como resultado do seu casamento realizado em Camacupa com a Maria Augusta nasceu a única filha CELESTINA GRACINDA Alexandre.

JOSÉ ALEXANDRE casou com Maria Manuela Viegas. O José trabalhou como os restantes irmãos no C.F.B e do matrimónio nasceu a única herdeira Maria José Alexandre.

ADELINO ALEXANDRE casou com Elmana Fonseca (filha do enfermeiro Adérito da Fonseca). Foi empregado no C.F.B. e do casamento tiveram uma filha Maria Teresa.

ARTUR ALEXANDRE casado com Maria Teresa Fonseca Alexandre. Ele também foi empregado do C.F.B., como os irmãos, e até foi o chefe da estação de Camacupa.

Tiveram uma filha Maria Helena Fonseca Alexandre e residem no Cacém, Sintra.

JOAQUIM CUNHA casou com Natália Cunha, tiveram uma filha Amélia Cunha que veio a casar com António Figueiredo.

Era comerciante.

 

RATINHO foi capataz do C.F.B. Trabalhou na área de Camacupa mas, posteriormente, trabalhou noutras localidades. Por enquanto só se sabe o apelido e os nomes de dois dos seus três filhos, Manuel João Ratinho e Mário Ratinho. Desconheço o nome da filha. O Manuel João Ratinho foi jogador do Maravilhas e do Desportivo  e trabalhou em Camacupa na Estação do C.F.B.

O Mário Ratinho emigrou para o Brasil onde permaneceu.

 

José David Aires Silva casou com MARIA ODETE DE ALMEIDA MARQUES: ele trabalhou no C.F.B.

Tiveram dois filhos Áurea Manuela Marques Silva e José TÚLIO MARQUES Silva.

 

JOSÉ RIBEIRO casou com MARIA DA LUZ TEIXEIRA, ele empregado no C.F.B e tiveram dois rapazes (desconhecem-se os nomes). Vivem actualmente no Brasil.

 

José Roque Júnior casou com ALDORA MONTEIRO: ele trabalhou no C.F.B. e como não podia fugir à regra, no meio de tanta rapariga escolheu a que veio ser a sua cara-metade, para com ela partilhar os bons e maus momentos.

 

JOÃO MANUEL FERNANDES Chefe da estação do C.F.B. em Camacupa casou com Palmira Fernandes e tiveram dois filhos dos quais só sei os diminutivos sendo o filho Nelo Pina Fernandes e a filha Teresa Pina Fernandes “Teté”.

 

ANTÓNIO MARIA MIRANDA trabalhou na Estação do C.F.B., casou com Mariana Miranda e dessa união tiveram três filhos mas apenas  conheço o nome de Maria Nazaré Miranda e de António Miranda.

 

Médicos

 

Dr. Piçarra

 

Dr. AUGUSTO HERCULANO DE MORAIS ALVIM casou com JOSEFA DE MUÑOZ Alvim e tiveram quatro filhos, sendo a Marina a mais velha seguida da Laura, do José (nascido em Camacupa) e da Teresa.

Foi Médico no hospital de Camacupa, tendo sido transferido a seu pedido para terras planálticas, tendo praticado medicina posteriormente no Chinguar. Deixou Camacupa por volta de 1944 ou 1945. 

 

Dr. HENRIQUE SERRADO FONSECA SANTOS casou com Maria do Céu Pereira FALCÃO e foi em Camacupa que nasceram três dos cinco filhos que o casal teve: Mário Henrique Falcão Fonseca Santos, Henrique José Falcão Fonseca Santos e Luís Manuel Falcão Fonseca Santos. Os outros dois nasceram na Caála para onde seu pai foi transferido sendo eles José Manuel Falcão Fonseca Santos e Jorge Alexandre Falcão Fonseca Santos.

Ele era natural dos Luchazes - Angola. Licenciou-se em medicina por volta de 1935 na Faculdade de Coimbra. Após a sua licenciatura volta a Angola-Camacupa onde começa a trabalhar.

 

Dr. FERNANDO MIRAVENT TAVARES E ALMEIDA era casado com Maria Libânia Tavares de Almeida. Do casamento nasceram-lhes 4 filhos: O “Santa” que é médico cardiologista na linha de cascais e se chama Carlos Fernando Real Miravent Tavares, o Fernando Real Miravent Tavares jornalista repórter da RTP, o “Xita” médico e o último já nascido em Portugal de nome Rui Fernando Real Miravent Tavares.

Em determinada altura e depois de algum tempo da Vila estar sem médico, por o Dr. Fonseca Santos ter sido transferido para outra terra apareceu a ocupar o lugar o acima referido médico Fernando Miravent. Ali permaneceu algum tempo até ser transferido.

Era um casal bastante sociável.

Sua esposa Maria Libânia deu-me explicações de alemão e desenho, se a memória não me atraiçoa.

 

Dr. ANTÓNIO JOSÉ DIOGO casado com Branca Diogo e não tiveram filhos. Este médico era muito querido por ser muito simpático ao contrário de sua esposa “Branquinha”.

Foi substituir o Dr. Miravent.

 

Dr. José António Fernandes

 

Dr. Pinto Afonso

 

Enfermeiros

 

Enf. JOÃO ANTÓNIO (por volta de 1930)

 

Enf. ARMANDO EXPOSTO

 

Um dos enfermeiros de que os antigos residentes em Camacupa nunca esquecerão e que já tem a bonita idade de 101 anos é ADÉRITO FONSECA. Seu nome perdurará por muitos anos na memória daqueles que o conheceram de perto.

Enf. ADÉRITO DA FONSECA, casou com Adelaide da Conceição Fonseca e tiveram dois filhos e duas filhas: os filhos são o Carlos Guedes Fonseca e Artur José da Fonseca e as filhas Maria Elmana da Fonseca e Corina Santa Rita da Fonseca.

CARLOS GUEDES FONSECA foi relojoeiro em Camacupa e tem os seguintes filhos Carlos Eduardo Fonseca, Helena Fonseca, Lurdes e Luís Fonseca.

MARIA ELMANA FONSECA, trabalhou nas Obras Públicas, era desenhadora, encontrando-se aposentada e teve os seguintes filhos Maria Teresa Alexandre Pires e José Carlos Fonseca.

CORINA SANTA RITA DA FONSECA SIMÕES técnica radiologista e viúva de António Augusto Simões de quem teve um filho, o qual baptizaram com o nome de António José Santa Rita Fonseca Simões.

 

IDALINDA ROSA – Enfermeira parteira que se estabeleceu em Camacupa e passou a haver uma diplomada para tais fins (finais dos anos 50 ou princípios de anos 60).

 

Enf. ANTÓNIO DE JESUS MARTINS

 

Enf. HOMEM

 

Enf. JOSÉ DE MACEDO AUGUSTO

 

Enf. Moita casado com Rosa Maria Moita e tiveram 3 filhos. Este enfermeiro a dada altura abandonou os serviços de saúde e enveredou pela carreira de dentista.

 

Enf. HENRIQUE CORREIA DE NOVAIS pela força das circunstâncias foi comerciante tendo aprendido com o Dr. Stranguay no Hospital da Missão da Chissamba (onde deu os primeiros passos na saúde) tirando posteriormente o curso de enfermagem tendo casado com Isaura Vieira da Fonseca Santos com quem teve os seguintes filhos: Palmira Fonseca Santos Novais, Albertina Fonseca Santos Novais, Henrique Fonseca Santos Novais, Alfredo Fonseca Santos Novais, Graciete Fonseca Santos Novais e Maria Fonseca Santos Novais.

Anteriormente a esta união já tinha dois filhos de uma outra relação que são Odeth Correia de Novais e Ângelo Manuel Correia de Novais.

 

Enf. LERENO NÓBREGA

 

Enf. MARTINS (que foi executado por um movimento de libertação)

 

Enf. ANTÓNIA

 

Fazenda Pública

 

NESTOR SANTOS DOUTEL casou com Etelinda Doutel que por duas vezes estiveram em Camacupa: ele foi secretário de Finanças e o casal tinha um filho que ali viveu algum tempo de nome Jorge Doutel.

 

ROBERTO MANUEL DE SOUSA CORREIA casado com Maria Raquel Silveirinha Serrano, desempenhou o cargo de Secretário de Fazenda e actualmente reside em Coimbra. Depois de aposentado dedicou-se à pesquisa de factos sobre Angola e tem publicada uma obra de enorme interesse Histórico sobre Angola intitulada «ANGOLA - DATAS E FACTOS». Essa obra é composta por seis livros estando já esgotadas duas ou três edições e ainda «Cronologia 1482 a 2002» e «2 volumes sobre a História de Angola com mais de 1300 estrofes» (há quem já lhes chame «Os Lusíadas de Angola»).

A sua próxima edição será sobre a exemplar descolonização.

 

ORESTES WALTER DE MAGALHÃES casado com Ana Maria Marques Campos MAGALHÃES, funcionário de Fazenda casou com filha do Tiago e da Mercedes e neta da primeira mulher branca a pisar terras de Camacupa (Rosa Marques).

Vivem actualmente na margem Sul do Tejo e tiveram os seguintes filhos: Ana Paula, Ana Cristina, Stela Maria, Orestes Tiago e Mário Luís.

(o Orestes faleceu recentemente 20.05.2008).

 

MANUEL DOMINGOS DINIS casado com CIDÁLIA Teixeira, recebedor da Fazenda Pública.

O casal tinha duas filhas, Lia Maria e Maria GoretH.

 

HERNANI DE SOUSA LAGE casado com Ilda de Sousa Costa Lage, recebedor da Fazenda de Camacupa. Vivem actualmente em Condeixa-a-Nova.

 

ISAIAS DA SILVA TRINDADE  recebedor da Fazenda Pública, casou com Adelaide Trindade funcionária dos Correios da Camacupa. O casal teve cinco filhos sendo a Maia, Isaías Reinaldo e mais dois cujos nomes desconheço.

 

GABRIEL LEMOS casado com Jóia Abreu Freitas Lemos, funcionário da Fazenda Pública. Tiveram uma filha que nasceu em 1952 em Camacupa a quem foi posto o nome de Maria Antonieta Freitas Lemos.

 

WALDEMAR PIRES casado com Irene ALVES Pinto, aspirante da Fazenda Pública em Camacupa.

Vivem actualmente no Cacém e desconhece-se o número de filhos.

 

Fernando Bettencourt Reis casado com EMÍLIA CORREIA LOUREIRO REIS foi Secretário de Fazenda.

 

CÂNDIDO ANTÓNIO PINTO casou com Maria Silvete de Almeida Pinto.

 

GERMANO NOGUEIRA DA CUNHA casou com Maria Amélia Veloso Ferreira Cunha, o que aconteceu já depois da descolonização. Foi funcionário da Fazenda Publica em Camacupa.

 

Aurélio MARINHA NUNES casado com Manuela Cerqueira Marinha Nunes, foi Secretário da Fazenda Pública.

Tiveram três filhos: Carlinda augusta cerqueira nunes, augusto césar cerqueira nunes e a Laura maria cerqueira marinha nunes.

 

Além destes funcionários da Fazenda Pública que passaram por Camacupa há outros que não foram totalmente esquecidos. Uns só me lembro do nome próprio ou apenas do apelido como o primeiro secretário que se chamava SEMIÃO e outros como VICTOR LOBATO PEREIRA, SÉRGIO VIEGAS, ESTÊVÃO SESSA, SÉRGIO VILARIGUES e GABRIEL LEMOS.

 

Professores

 

MARIA EMÍLIA CÂMARA PIRES casada com Câmara PIRES, ela professora no edifício onde passou a ser a Câmara Municipal e ele Administrador do concelho da Camacupa (anos 1940 a 1950).

 

JOÃO MENDES BAPTISTA casado com Delfina Amorim da Costa e Silva Baptista. Ambos professores, leccionaram na Escola Bernardino Brochado, ao lado do Campo de Futebol tendo posteriormente leccionado no edifício novo ao lado da Administração do Concelho.

Exerceram funções entre 1944 e 1958, altura em que se reformaram e passaram a residir em Castelo Branco. Desse casamento resultou o nascimento de três filhas; Maria Ruth, Maria Celeste e Maria Teresa.

MARIA RUTH DA COSTA E SILVA BAPTISTA MADUREIRA PIRES casada com MANUEL JOÃO BORGES MADUREIRA PIRES. Ele foi militar tendo passado à reserva com a patente de Coronel e é farmacêutico na Póvoa do Varzim.

Tiveram três filhos: Luís Manuel, MARIA JÚLIA E MARIA PAULA BAPTISTA MADUREIRA PIRES.

MARIA CELESTE DA COSTA E SILVA BAPTISTA FINISTERRA casada com ALÍPIO DO EIRADO E SILVA FINISTERRA. Ela Licenciada em Farmácia e investigadora e ele Licenciado em Eng.ª Civil.

Tiveram três filhos: PEDRO MANUEL, JOÃO PAULO e NUNO MIGUEL BAPTISTA FINISTERRA.

MARIA TERESA DA COSTA E SILVA BAPTISTA Serrano + António José Silveirinha Serrano - Ambos estudaram na escola primária Bernardino Brochado tendo cada um seguido para locais diferentes. Ele trabalhou na farmácia de seus pais e ela na escola como professora, tendo exercido ai a sua profissão durante o ano de 1963.

Do casamento resultou o nascimento de seu filho Rui Miguel Baptista Silveirinha Serrano.

 

AMILCAR RODIGUES GASPAR casado com Maria José Sarmento Gaspar foi professor na Escola Bernardino Brochado em 1949 e substituído por Maria da Luz Capitão, por ter assumido outras funções na Câmara Municipal.

(A família GASPAR encontra-se identificada mais abaixo) 

 

JOSÉ VITO REBELO casado com Sara Rebelo. Ele foi professor na escola primária Bernardino Brochado e posteriormente inspector dos serviços de educação. Homem sabedor de álgebra e um bom explicador. Tiveram cinco filhos com os seguintes nomes: Augustinha, José Alberto, e Alberto José. Há a enumerar mais uma rapariga e um rapaz cujos nomes foram esquecidos.

 

MARIA RAQUEL SILVEIRINHA SERRANO casada com Roberto Manuel de Sousa Correia. Ele foi secretário de fazenda e ela professora primária na escola Bernardino Brochado e posteriormente na nova escola Horácio Beirão, no Bairro da Catabola. Leccionou no Ciclo Preparatório e à noite para os alunos trabalhadores. 

Em resultado do casamento há a registar os nascimentos dos seguintes três filhos: António Pedro, Paula Marina e Ana Cristina.

 

MARIA REGINA SILVEIRINHA SERRANO casou com João Álvaro Manuel Cardoso, viveu e estudou em Camacupa e Coimbra mas acabou por fazer o Curso do Magistério Primária em Silva Porto. Foi professora no Cuanza mas ao fim de semana regressava a casa dos pais.

Depois de casar passou a residir no Huambo onde passou a leccionar até à vinda para Portugal. Continuou a exercer a sua profissão nos arredores de Lisboa e posteriormente na cidade. 

Tiveram três filhos: o Paulo Sérgio, Ana Rute e João Alberto.

 

MARIA HELENA PALMA TRAVASSOS MARQUES - Professora do ensino primário (hoje ensino básico) na escola Bernardino Brochado entre os anos de 1961 a 1964(?). Casou e passou a residir em Portugal.

 

MARIA ARMANTINA LINO casada como JOSÉ FRANCISCO LINO. Ela Professora Primária de ascendência chinesa e europeia que Leccionou na escola Bernardino Brochado ele aspirante administrativo na Administração do Concelho de Camacupa. Leccionou na escola Bernardino Brochado.

Tiveram dois filhos, um rapaz e uma rapariga.

 

VICTOR REBELO – Professor tendo leccionado na Bernardino Brochado.

Sua esposa também professora (?) em terras do Bié. Leccionou em Camacupa o máximo dois anos 1959 ou 1960 (?).

 

BERNARDINO PARREIRA MACHADO casado com Maria Ludovina Capelo Désirat. Casal de professores tendo ambos leccionados eles na escola Preparatória e ela na escola primária Bernardino Brochado.

Do casamento há a salientar o nascimento de duas filhas Paula Isabel e Célia Idalinda.

 

FERNANDA MARIA MARQUES DE SOUSA casou com Alberto Moniz da Silva de Oliveira e tiveram dois filhos Bruno Ricardo Marques de Sousa Oliveira e Guilherme Rodrigo Marques de Sousa Oliveira.

Foi professora na Escola Bernardino Brochado.

 

LUCÍLIA DO CÉU CÔRTES Sousa Moreira casou com Avantino Sousa Moreira. Ela professora tendo leccionado na escola Bernardino Brochado e ele Engenheiro Técnico Agrário.

Há a destacar o nascimento de sua filha Sandra Cristina Côrtes Moreira.

 

MARIA ISABEL BRIGAS esteve como professora em Camacupa

 

MARIA MARGARIDA BARATA casou com Serafim Barata. Ela professora tendo trabalhado algum tempo na escola Bernardino Brochado.

 

GILBERTO CEBOLA DE SOUSA, licenciado em engenharia civil foi professor no colégio Infante D. Henrique, em Camacupa.

 

MARIA VIRGINIA GALHARDO BOLOTA e ALZIRA FERREIRA GONÇALVES COELHO DOS SANTOS, ambas com o curso de farmácia foram professoras do ensino liceal tendo Alzira a convite do novo proprietário, assumido a Direcção Técnica da Farmácia Silveirinha após Rosalina da Costa Silveirinha Serrano se ter retirado para Nova Lisboa.

 

MARIA DE LURDES DIOGO ALVES LOBÃO professora do ensino secundário na Escola Preparatória (Ciclo) casou com José Emílio Silvestre Lobão funcionário da E.R.A. e tiveram dois filhos: Ricardo e João

 

MARIA VITALINA GOMES BIDARRA foi professora na Missão Católica da Jamba

 

HORÁCIO BEIRÃO casou com DOLOROSA BEIRÃO e tiveram uma filha MARIA HENRIQUETA. Ele foi professor na escola em Camacupa imediatamente antes dos professores Baptista e Delfina.

 

Professora CARMELINA DUARTE.

 

Professor FREIRE.

 

Professor EDVIGES MELO E SANTOS.

 

Professoras e irmãs EDNA e DILAR MARCELINO. Consta-se que uma das irmãs Marcelino foi assassinada mais um pequeno grupo de pessoas, por elementos da Unita, quando praticavam actos de solidariedade.

 

Professor Fernando e esposa CONCEIÇÃO POMPEU, também professora.

 

Professor AIRES FERNANDES.

 

Tentei mencionar neste apanhado de professores a maior parte dos que leccionaram em Camacupa mas, provavelmente, muitos outros faltarão.

 

Bancários

 

Em tempos áureos, muita gente deslocava-se a Silva Porto, para fazer um pagamento de letras ou outra transacção bancária. Anos mais tarde e depois de 1964 instalaram-se bancos em Camacupa o que veio a dar outra vida à cidade não só pelo numero de funcionários que se estabeleceram ali como também deixou de haver o desgaste das pessoas que tinham de se deslocar à capital do distrito para tratar de assuntos bancários.

Seguem-se alguns elementos que ali se fixaram e ali fizeram a sua vida durante algum tempo.

Não os cheguei a conhecer pessoalmente e aqueles que vou nomear por indicações que me foram fornecidas, há carência de elementos. No entanto penso que já são suficientes para uma possível identificação individual dos elementos em causa.

MANUEL DA RESSUREIÇÃO casado com Linda Cidália Ressurreição, ambos bancários e tiveram três filhos, um nascido em Camacupa de nome Nelson e os outros dois Paulo e a Susana.

 

ORLANDO COSTA casado com Teresa Costa: ele era gerente bancário e tiveram duas filhas.

 

FERNANDO GOUVEIA casado com Helena Gouveia, foi gerente num banco e sua esposa professora do Liceu.

 

PIRES GUERRA empregado bancário e era solteiro.

 

Administração do Concelho

 

Por aquela terra passaram bastantes Administradores de Concelho, Secretários e Aspirantes Administrativos e outros funcionários cuja identificação é bastante difícil. Permaneciam uns tempos e partiam para outros concelhos onde prestavam serviço. como por exemplo o

 

CORVO NETO, Administrador de Concelho casado com Maria Luís Corvo Neto, sem descendência.

 

MANUEL MONTEIRO ALVES casou com Florinda Travassos Costa Monteiro Alves e foi administrador do concelho, nos finais dos anos quarenta, princípios dos cinquenta. A Florinda era filha do Tenente Travassos e não tinham filhos.

 

ÁLVARO ERNESTO ALVES casado com Rosalina Nunes da Silva, tiveram uma passagem um tanto ou quanto breve por Camacupa, em que ele foi administrativo e trabalhou na Administração do Concelho. Ainda assim houve tempo para que todos os seus filhos arranjassem namorados(as) e casassem naquela Terra!

Tiveram os seguintes filhos: Lídia casou com Fernando Barbêdo Pinto, Carlos casou com Leonor Quental, DULCE casou com Octávio Pimentel, e FERNANDO casou com Ermelinda Serrado.

 

TENREIRO, Aspirante Administrativo Fernanda tenreiro, filhos elizabete, a lia manuela e a helena.

 

RUI CLEMENTE TEIXEIRA, Administrador de Concelho e Presidente da Câmara

 

Aurélio BRIGADEIRO LÚCIO, Administrador de Concelho casou com MARIA TERESA GALHARDO BOLOTA e tiveram dois filhos: Ricardo Miguel Galhardo Bolota Brigadeiro Lúcio e Ana teresa bigadeiro lúcio.

 

Cândido da Cunha Almeida casou com MARIA DA PIEDADE FERREIRA AFONSO, ele aspirante administrativo na Administração do Concelho e ela professora no distrito do Moxico.

 

REIS BORGES, Administrador de Concelho casado com Emília rei Borges, tiveram duas filhas: Maria Fernanda casada com Jaime Menina e com uma filha, Sandra Cristina e a Maria Teresa casada com o Fernando Cristóvão e com dois filhos, Paulo e Patrícia.

 

BAPTISTA GOMES, Secretário Administrativo, casado com Olga Gomes e com os seguintes filhos: Getúlio, Fernanda, Maria João, e Manuela.

 

Fernando FRAGATA, Secretário Administrativo casado com Deolinda fragata com dois filhos: o Fernando jorge e o joão.

 

OTO PELÁGIO MENDONÇA, Secretário Administrativo

 

João geirinhas, Administrador de Concelho casado com MERCEDES e com dois filhos João e o…………………..

 

António LIMA, Secretário Administrativo casado com Aida Lima e tiveram os seguintes filhos: Aida, António “Toni”, Nené, Carlos, e Regina.

 

RUI CARDOSO DE MATOS, Secretário Administrativo

 

JOSÉ MONTEIRO casado com ARMINDA MONTEIRO foi funcionário Administrativo, tendo trabalhado na Administração do Concelho de Camacupa. 

 

JOSÉ ALBERTO ALMEIDA FLOR casou com Joaquina Almeida Nunes Flor “Quina”.

 

Francisco gomes secretário casado com helena bolota com dois filhos.

 

Abraão Figueiredo Aspirante Administrativo

 

Octávio augusto Pimentel Teixeira aspirante administrativo casado com a Dulce da silva Alves com 3 filhos.

 

CAMARÁRIOS

 

FERNANDO BARBÊDO PINTO casou com Lídia Nunes da Silva Alves e foi o secretário da Câmara Municipal.

 

SECUNDINO SOARES MOREIRA casou com Arminda Fontes de Sousa Moreira: eles eram pessoas muito conhecidas no meio. Foi Chefe dos serviços técnicos da Câmara Municipal de Camacupa.

 

AMILCAR RODRIGUES GASPAR casou com Maria José Sarmento Gaspar e foi funcionário da Câmara Municipal.

 

GUALBERTO LEMOS DE CAMPOS “Berto” casou com Palmira Ilda “Velhinha”, tiveram os seguintes rebentos: Bertinho, Alvarito e Menhucha. Foi funcionário da Câmara Municipal.

 

MERCEDES LEMOS DE CAMPOS foi funcionária da Câmara Municipal.

 

FERNANDO FLORIVAL SEIXAS casou com Isaura Seixas e tiveram dois filhos: Carlos Seixas e Lígia Seixas. O Fernando era motorista da Câmara Municipal.

 

GUALBERTO DE JESUS COELHO trabalhou na Câmara Municipal de Camacupa.

 

zito casado com Natália Carvalho, era motorista da Câmara Municipal.

 

 

Sacerdotes

 

Alguns religiosos que pisaram terras planálticas do Distrito e que, da maneira como puderam, contribuíram para o engrandecimento da Vila e ali se fixaram durante algum tempo.

Fazer uma pequena biografia sobre alguns dos sacerdotes que mais se notabilizaram naquela terra no Centro Geodésico do tão extenso território que é Angola, (Catorze vezes e meia maior que Portugal) foi um esforço muito grande.

Não enalteço o espírito de sacrifício que esses sacerdotes tiveram, pois seria injusto para com as PRIMEIRAS pessoas que para o território se deslocaram, à procura de melhor vida, do que aquela que de uma maneira geral não conseguiam nesta extensa Europa.

Colonizadores ou não, todos passaram as “passas do Algarve” com a deslocação para terras africanas.

A falta de convivência com a civilização, dialectos desconhecidos, isolamento, sem meios de transporte a não ser as tipóias, contribuíram muitas vezes para o desânimo dos colonizadores.

Os sacerdotes não eram excepção. Assumindo papel louvável, lá foram paulatinamente dedicando todas as suas energias à evangelização das populações das regiões para onde foram destacados pelas suas congregações.

Por se terem fixado na Vila e terem feito obras de louvor narro em poucas palavras a biografia de cada um, não deixando de referir os Padres CARLOS DOS SANTOS e GUILHERME CARLOS RIBEIRO que não sendo sacerdotes fixos, prestaram serviço à população residente em Camacupa.

 

Padre ÁLVARO SOARES DA SILVA

Qual o residente naquela Vila/ Cidade que não o conheceu?

Nascido em 03.01.1911, foi o primeiro sacerdote pároco (efectivo) da terra. Ali residiu até á descolonização depois de ter fundado as missões católicas de Silva Porto, Catabola, Cachingues, Chitembo, Chanhora e por fim a da Jamba nos arredores da Vila.

Em Silva Porto foi o responsável pela construção da Igreja, que posteriormente veio a ser a Sé Catedral.

O Padre Soares (como era conhecido) para edificar a missão, procurou terreno e pensava instalá-la no Santomista.

O problema surgiu quando verificou que na região não havia água suficiente para tão grandes obras que pretendia levar a cabo. Por tal facto resolveu procurar novos terrenos.

Clarisse Ribeiro Campos, tinha sido herdeira de um grande terreno por falecimento  de Fausto Désirat, o qual o tinha adquirido a um Vieira por compra.

Esse terreno situa-se onde hoje existe a Missão da Jamba.

O Padre Soares negociou-o e instalou ali a missão.

Em 1975 vem para Portugal, onde faleceu em 1994.

 

Padre JOSÉ TEIXEIRA MARQUES

Sacerdote nascido em Brito, Guimarães, no ano em que estalou a Primeira Grande Guerra Mundial, a 27 de Julho.

Logo após a sua ordenação sacerdotal em 07/07/1940, embarcou para o Planalto Central, onde permaneceu cerca de trinta e cinco anos. Depois de uma passagem por diversas localidades como Silva Porto, Nova Lisboa, Cuchi e Chinguar, instala-se em Camacupa, juntamente com o Padre Soares e tem papel importante tanto nas obras dirigidas pelo pároco, como no desempenho das suas funções sacerdotais.

Deixa Angola em 1975 e vem a falecer em 2007, no dia 27 de Dezembro.

 

Padre ARMANDO AMARAL DOS SANTOS (Teólogo e Bispo)

Natural de Angola, da povoação de Capeio, concelho do Chinguar, nasceu a 04 de Março de 1929 a criança que se torna Sacerdote, Teólogo e Bispo.

Assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Camacupa após a saída dos Padres Soares e Marques e fundou o colégio Infante D. Henrique.

Fundou e dirigiu a Casa dos Rapazes de Camacupa.

No Centro Geodésico de Angola mandou erigir o monumento a CRISTO REI, tendo sido seu escultor o mestre «Tedim». Na estrada para a barragem do Cunje mandou erigir uma escultura dedicada à IMACULADA CONCEIÇÃO.

Fez uma aturada investigação (que durou anos) sobre a fundação e desenvolvimento da Cidade de Camacupa e fez a sua entrega na Câmara Municipal quando foi nomeado Bispo de Benguela.

Era Homem com uma cultura bastante vasta. (foi meu explicador de alemão e de minha irmã Maria Regina)

Em 22 de Dezembro de 1956 é ordenado Sacerdote na Catedral de Silva Porto.

Em 2 de Fevereiro de 1970 é ordenado Bispo de Benguela, sendo o Primeiro Bispo do Distrito. 

Em 14 de Outubro de 1973 veio a falecer num acidente de viação.

 

Padre AUGUSTO DE CARVALHO

Professor e sacerdote assume o lugar de vice-reitor no liceu de Camacupa. A dado momento da sua vida pede escusa a Roma e deixa de exercer o sacerdócio. Casa-se em seguida continuando a exercer o professorado.

 

Padre AGOSTINHO GONÇALVES RAPAZOTE

Dedicou grande parte da sua vida ao ensino secundário, exercendo ao mesmo tempo o sacerdócio.

Foi professor no Colégio de S. José de Clunny, em Silva Porto.

Juntamente com o Padre Armando foi um dos fundadores do colégio Infante D. Henrique na cidade de Camacupa.

 

Padre ÁLVARO MANUEL ALVES DE MACEDO AFONSO

Nasceu em Santa Comba de Vilariça, no distrito de Bragança em 22.02.1923.

Estudou no Seminário de Vinhais e posteriormente no de Bragança, onde acabou por ser ordenado presbítero em 29.09.1946.

Durante 19 anos foi sacerdote na sua terra natal e posteriormente na paróquia de Sambade (Alfândega da Fé) e daí partiu para Angola com destino à Paróquia de Camacupa onde permaneceu até 1975.

 

Padre BENJAMIM FERNANDEZ MANZANAL

Padre de origem espanhola, substituiu o seu colega Soares na Missão da Jamba, quando este partiu durante a descolonização.

Ficou entregue à sua missão durante muitos anos e sofreu um rapto por parte dos guerrilheiros que dominavam aquela região de Camacupa.

 

 

O AVANTINO MOREIRA resolveu pedir-me todos os elementos que até aqui tinha disponíveis, para rectificação e colocação na Internet.

Quero agradecer a todos quantos contactei, mesmo àqueles amigos de infância que me receberam com duas pedras na mão, na altura do meu contacto, dizendo-me que não estavam para me aturar. O meu MUITO E MUITO OBRIGADO!

Espero a vossa melhor colaboração para uma possível rectificação dos elementos já divulgados e que não estejam correctos.

Estou ciente que há pessoas que foram esquecidas, outras que foram contactadas e não me forneceram os elementos por quererem falar com os restantes familiares, pedindo um acordo uníssono para o efeito.

A todos vós, Caros CAMACUPENSES:

 

QUERO DIZER-VOS QUE ESTE TRABALHO NÃO ESTÁ FINDO.

TÃO CEDO, com CERTEZA, NÃO O TERMINAREMOS.

ESTARÁ TUDO EM ABERTO À VOSSA ESPERA.

 

O prazer de falar com todos os que contactei valeu a pena.

Desta maneira relembrei-me de gente que infelizmente já partiu, gente que se encontra espalhada por todos os locais do Mundo devido à «péssima, incompreensível e desumana DESCOLONIZAÇÃO» de uns tantos políticos (politiqueiros) que se regozijaram de a ter feito conforme a fizeram e comemoram o 25 de Abril de cravo ao peito.

O cravo vermelho murcha a cada ano que passa, para pesar desses ignorantes políticos da época.     

Depois de sairmos da fase de «ORGULHOSAMENTE SÓS» entrámos numa outra que é a de PEDINTES.

Os mais novos desconhecem o que significou o 25 de Abril para Portugal e suas colónias uma vez que, são confrontados com as realidades quotidianas.

Estes jovens ouvem os governantes prometerem aquilo que não quiseram estudar, durante as campanhas eleitorais, (por conveniências políticas) os diversos dossier (s) e ao chegarem aos cargos mais elevados desculpam-se das maneiras mais disparatadas.

COMO PODERÁ UMA JUVENTUDE interessar-se pelos governos, pela política e por certos políticos após o 25 de Abril de 1974, uma vez que não encontra trabalho, terminam as suas licenciaturas e o fim em vista é arranjar qualquer meio de subsistência enquanto ALGUNS, por mérito próprio, «talvez até não tendo capacidades iguais ou maiores comparados a outros com a mesma licenciatura» são automaticamente nomeados a exercerem determinados lugares?

NOTE-SE que NÃO sou contra o 25 de Abril de 1974, mas sim contra alguns políticos retornados que durante o período de Salazar viveram no exílio e que de um momento para o outro juntamente com alguns militares TOMARAM conta do poder praticando as maiores barbaridades.

Grande parte desses retornados ocupou cargos de destaque A BEM DA NAÇÃO.

Penso que a DEMOCRACIA está mais ou menos consolidada, mas por vezes ainda é duvidosa.

 

António José Silveirinha Serrano

 

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