Biografia de Família Barbedo -
Por Fernando Barbedo (Fernandinho)
Amândio Couto Barbedo Pinto e Júlia da Mata Barbedo Pinto chegaram a Camacupa vindos da Bandua – Dondeiro – Andulo onde tinham exercido a actividade comercial. Fizeram-se acompanhar de seus filhos Álvaro, António, Irene, Amândio, Fernando.
Em Camacupa dedicaram-se ao comércio de borracha que era adquirida na zona do Moxico (o transporte era feito em galeras) e depois vendida em Benguela para onde era transportada por camionetas. Em Camacupa nasceram mais dois filhos o Augusto e o Mário. Quando chegaram a Camacupa a única senhora de Origem Europeia que habitava aquela localidade era a D. Rosa Marques. O Patriarca Amândio veio mais tarde a trabalhar no Grémio do Milho até à sua morte em 1941.
Júlia da Mata Barbedo Pinto originária da Madeira, após a sua vinda para a Bandua, dedicou-se à criação de gado, actividade que manteve em Camacupa. Viveu nessa localidade até a vinda para Portugal em l975, vivendo até à sua morte na Póvoa de Varzim. Era bem conhecida em Camacupa pela sua frontalidade e por ter assistido ao nascimento de muitos camacupenses.
Dos seus filhos, o Álvaro morreu na flor da idade com a biliosa, António estudou em Portugal e depois foi trabalhar para o Luso, Irene também estudou em Portugal e depois casou e foi viver para a Caála, Amândio foi comerciante na Gamba mas sempre esteve ligado a Camacupa como jogador do Desportivo e mais tarde veio a fixar residência naquela localidade. Era casado com Germina filha do Santos Saboeiro. Teve vários filhos: Nelson, Laura, Amândio, Angelina (Quinina), Júlia e Rogério.
Fernando Barbedo frequentou a escola de Camacupa, foi comerciante, funcionário na Administração e mais tarde chefe da secretaria da Câmara Municipal de General Machado. Era casado com Lídia Nunes da Silva Alves e tiverem oito filhos: Fernando, Álvaro, Rosalina, César, Júlia, Mário, Victor e Maria Adelaide. Veio parta Portugal com o 25 de Abril, reformou-se e estebeleu-se na Povoa do Varzim com um gabinete de contabilidade. Morreu em Maio de 1997.
O Augusto foi muito jovem para o Lobito, depois esteve na Gare e no Luso onde faleceu. Era considerado um bom guarda-redes representou o Lobito Sport Clube e o Sporting do Bié. Casou em Camacupa com a São Costa e teve um filho o Augusto.
Mário foi muito jovem para o Lobito para trabalhar na Companhia Nacional de Navegação, depois esteve na Ganda numa fazenda de sisal. Veio para Camacupa para se dedicar a agricultura do arroz, trabalhou na barragem e depois na Junta Autónoma de Estradas. Faleceu em Portugal.
Biografia de Família Alves -
Por Fernando Barbedo (Fernandinho)
Álvaro Ernesto Alves, natural de Lisboa foi para Angola como funcionário Administrativo tendo exercido as suas funções em Porto Alexandre, Serpa Pinto, Cuma, Silva Porto, Camacupa e Andulo. Casou com Rosalina Nunes da Silva natural Da Murtosa – Estarreja. Deste casamento nasceram quatro filhos: Lídia, Carlos (Caucho), Dulce e Fernando (Toneca). Rosalina morreu na Caála quando a sua filha mais velha tinha apenas 12 anos. Álvaro Alves faleceu em Camacupa em Outubro de 1964.
Os filhos todos casaram em Camacupa, a Lídia com Fernando Barbedo Pinto, Carlos com Leonor Quental, Dulce com Octávio Pimentel e Fernando com Ermelinda Serrado.
Destes só A Lídia e o Carlos fizeram vida em Camacupa.