Entrar domingo, 20 de Maio de 2012
 Manuel Coelho dos Santos

Biografia da família Manuel Coelho dos Santos - Por Virgínia Augusta Gonçalves Coelho dos Santos

 

O meu avô Adão Gonçalves, filho de Julião Gonçalves e de Maria de Amil, nasceu no ano de 1885, na aldeia de Troporiz, Monção e foi para Angola entre 1905 e 1910, dirigindo-se em primeiro lugar para a Salumbinga, Posto Administrativo da Gambá, aonde viveu alguns anos. No tempo em que se andava de tipóia e mais tarde apareceram as galeras (carroças compridas puxadas por 4 ou 5 de bois). Levavam meses para ir a Luanda e regressar.

No ano de 1928, o meu avô Adão casou com a que viria ser minha avó, D. Conceição Ferreira, filha de Plácido Ferreira da Silva e de Maria Rodrigues, também nascida em Troporiz, no ano de 1897. Casamento esse que foi realizado na Missão de Camacupa.

Ainda ficaram a viver na Salumbinga, aonde nasceu a minha mãe, Alzira Ferreira Gonçalves no ano de 1931. Para a Salumbinga também foram um irmão da minha avó de nome João e um irmão do meu avô de nome Manuel, que depois se mudaram para Camacupa.

 

No ano de 1932, mudaram-se para Camacupa, tendo o meu avô feito sociedade com  o senhor José  Martins  (Cameia),  constituindo  assim,  a sociedade Martins & Gonçalves, dedicando-se ao comércio de Importação e Exportação.

No ano seguinte, 1933, nasceu a minha tia Lucília Ferreira Gonçalves.

 

A 1a residência que habitaram em Camacupa (para onde mais tarde passou o quartel), mandada construir pêlos sócios Martins & Gonçalves, estava ligada a uma loja e um armazém de tecidos de venda para muitos comerciantes da zona e no seguimento desta era a casa do sócio Martins.

 

Como curiosidade, quero referir que o padrinho de baptismo da minha Mãe foi o então sócio e amigo do meu avô, José Martins e a madrinha foi a D. Rosa Costa.

 

Os Comerciantes da região abasteciam-se nesta loja, trocando as compras por mantimentos regionais tais como: milho, feijão, arroz, mandioca (crueira), café, cera, etc., e que por sua vez eram exportados para o Continente.

 

Entretanto fizeram sociedade com a firma Joaquim Martins & C.a e construíram a fábrica de descasque de arroz, em Camacupa, aonde trabalharam como maquinistas, os Srs. Júlio Ribeiro e Isidro Simões.

Mais tarde adquiriram as fábricas de extracção de Óleo de Gergelim e Amendoim, no Chinguar e também em Benguela, em sociedade com a firma A. Luís Costa & C.a.

Construíram em sociedade com a firma Joaquim Martins & Ca, a fábrica de Massas Alimentícias e Padaria, denominada Sirel, em Camacupa.

Também tinham uma plantação de Sisal, junto ao rio Cuanza, também em sociedade com a firma A. Luís Costa & C.a e uma Serração de Madeiras, perto do Alto Cuito.

 

No ano de 1943, a minha mãe, foi estudar para o Colégio das Doroteias, em Sá da Bandeira, aonde fez o 6° ano, em regime de internato e o 7° ano já foi feito no Liceu Diogo Cão, tendo sido a 2a pessoa de Camacupa a sair da terra para estudar fora.

Em 1950, a minha mãe, tia e pais, vieram para Portugal para as filhas ingressarem na faculdade de Farmácia e ao mesmo tempo para que o meu avô, já doente, se pudesse tratar.

Por morte do meu avô no ano de 1954, a minha mãe regressou a Camacupa juntamente com a minha avó, interrompendo assim, o curso de Farmácia.

 

No ano de 1955 e uma vez que estavam de luto, a minha mãe casou com Manuel Coelho dos Santos em Nova Lisboa, tendo como padrinhos o Sr. António Albuquerque Sousa, o Juiz José Albuquerque Sousa e respectivas esposas.

O meu pai, filho de António dos Santos e de Maria Narcisa Coelho, nasceu no ano de 1928, na aldeia de Figueiró da Granja, concelho de Fornos de Algodres, distrito da Guarda e foi para Angola com 18 anos, com uma carta de chamada (como era obrigatório na época) do conterrâneo, Sr. António Albuquerque Sousa.

Começou a trabalhar na povoação do Bingondo numa casa comercial pertencente a José Manuel & Filho, Lda. (Sr. Maneco), aonde se manteve durante 3 anos.

No ano de 1946, foi viver para a vila de Camacupa tendo formado sociedade com o Sr. António Albuquerque Sousa durante 2 anos, ao fim dos quais, se estabeleceu por conta própria, numa casa pertencente a José Désirat, junto à Sirel, aonde se manteve até 1955, ano em que casou.

 

Entretanto no ano de 1957 nasceu o 1° filho de nome Jorge Manuel Gonçalves Coelho dos Santos, que viria com a minha mãe no ano de 1958, para o Porto, aonde esta conclui o curso de Farmácia.

Regressada a Angola, a minha mãe deu aulas na 1a escola primária Bernardino Brochado, durante vários anos e mais tarde foi Reitora e Professora do novo Liceu.

 

No ano de 1961, ano em que começou o terrorismo, faleceu a minha avó Conceição Ferreira e nasceu a filha Virgínia Augusta Gonçalves Coelho dos Santos.

Por esse ano, o meu pai comprou uma casa pertencente à firma Martins & Gonçalves, tendo-se estabelecido definitivamente nesse local, até Agosto de 1975.

 

No ano de 1963 nasceu o filho de nome Carlos Alberto Gonçalves Coelho dos Santos e no ano de 1965 nasceu o 4° filho Ricardo Paulo Gonçalves Coelho dos Santos.

 

Também foram para Camacupa, os dois irmãos do meu pai, Ramiro Coelho dos Santos e Armindo dos Santos Coelho.

O tio Ramiro esteve primeiro no Massonde, durante 2 ou 3 anos, numa casa comercial do meu pai.

Mais tarde foi para Camacupa, aonde ficou a trabalhar com o meu pai durante mais de 2 anos. A seguir ao casamento, foi viver para o Congo Belga, aonde viveu até à independência e aí nasceram os 5 filhos: Jacques, Lúcia, Sônia, Carla e Marco.

 

O tio Armindo foi directamente para Camacupa, depois de fazer o serviço militar em Portugal, trabalhando sempre com o meu pai. Em 1971, casou com Maria dei Carmen (Menchu), de nacionalidade Espanhola, de quem viria a ter dois filhos, um nascido em Nova Lisboa, de nome Raul e outro nascido em Madrid, de nome César.


    
Alberto Francisco Monteiro Fernando Guilherme Cardoso Gonçalves Isaura e Henrique de Paiva João Maria Fernandes João Mendes Baptista José Martins (Cameia) Júlia e Júlio Ribeiro Lídia e Fernando Barbêdo Manuel Coelho dos Santos Manuel José Côrtes Maria Adelaide e Ângelo Coelho Marinela Amaro e Zé Leitão Norberto Santos Marques Secundino Soares Moreira Tiago Costa Velhinha e Berto Campos José Désirat Francisco Costa Henrique Novais As Outras Famílias
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