Meu avô, Alfredo Ribeiro Campos, era jornalista em Albergaria-à-Velha e dirigia eventualmente peças de teatro, tinha 4 irmãs: Isaura, Irene, Adelina e Clarisse Ribeiro Campos. Tia Adelina casou-se com o Sr. Eduardo Carvalho, fazendeiro no Imbande, próximo a Camacupa e foi para Angola. Mais tarde, em 1922, chegou o Sr. Désirat, marido da tia Clarisse, que foi quem construiu a ponte sobre o Rio Cunje. Em 1927 chegou a tia Clarisse mais a sua prole - Fausto, Maria, Manuel e Zé Désirat.
Meu avô empreendeu negócios com o cunhado, Eduardo Carvalho, exportando mantimentos para Angola, onde certa época permaneceu por uns meses sem a família. Quando retornou a Portugal e se preparava para voltar a Angola só, novamente, minha avó bateu o pé e foi junto com os filhos - Mercedes, minha mãe com 10 anos, Alfredo, Gualberto e Vasco, vindo este a falecer com cerca de 10 anos, mais tarde. Em Angola minha avó teve gémeos que morreram também e meus tios Mário e Magda. Um dos filhos, Manuel, foi criado pela tia Isaura e nunca saiu de Portugal. Meu avô estabeleceu-se em Camacupa, tinha uma loja bastante diversificada - até brinquedos vendia pelo Natal.
Mais tarde ficou só com o bar e uma pensão. Quem assumiu os negócios foi o Mário. Meus pais casaram-se jovens, em 1938. Somos três irmãs - Ana Maria (Anita), Rosa Maria (Nené) e Maria da Graça (Graça). A Anita tem 5 filhos - 3 raparigas e 2 rapazes, eu tenho 2 rapazes e a Graça um casal.