Ricino (
Ricinus communis
)
Planta perene, arbustiva, muito ramificada, de caules glabros e fistulosos, com 2-3 m de altura. As folhas são simples, longo-pecioladas e lobadas, com 10 a 60 cm de diâmetro; A inflorescência é em forma de cacho, o cálice masculino com 6 a 12 mm de comprimento e o cálice feminino com 4 a 8 mm. O fruto é uma cápsula elipsóide com 15 a 25 mm de altura. A semente é oval, de cor castanha, com estrias brancas. Floresce ao longo de todo o ano e propaga-se exclusivamente por sementes. Possui um ciclo de vida curto, à volta de 2-3 anos.
Ecologia: Espécie heliófita e selectiva higrófita, desenvolve-se como planta espontânea. Desenvolve-se melhor em solos férteis e bem drenados, nas regiões com precipitação anual de pelo menos 700 mm. O excesso de nitrogénio estimula o crescimento vegetativo ficando prejudicada a produção de sementes.
As suas sementes contêm rícino, um alcalóide extremamente tóxico para animais e seres humanos. As folhas possuem uma menor concentração da toxina. Os sintomas da intoxicação em animais geralmente aparecem após algumas horas ou poucos dias. As sementes causam problemas gastrointestinais e as folhas podem causar problemas neuro-musculares, quando ingeridas.
Apenas dez sementes têm a capacidade de matar um homem e não existe antídoto.
Das sementes obtém-se “óleo de rícino” mas eliminando a toxina RICINA cujo poder venenoso é similar ao da estricnina.
O óleo de rícino utiliza-se em doenças infantis, como lubrificante de motores, secante para tintas utilizadas nas pinturas, fabricação de sabões e contra a calvície. A planta é repulsora das moscas e também se utiliza para a obtenção de fibras para fabricar cordas.