Portugal conseguiu suprimir o Nacionalismo Africano durante a primeira metade do século XX. Em 1951 Portugal decidiu começar a tratar Angola como uma das suas províncias ultramarinas. Isto fez crescer um novo fervor nacionalista. Em poucos anos emergiram três grandes movimentos nacionalistas.
Em 1956 africanos e mestiços fundaram o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA). O seu líder partiu para países vizinhos depois dos portugueses terem esmagado o movimento em 1961. O MPLA montou um esquema de guerrilhas com incursões a partir do Congo ao enclave de Cabinda e a partir da Zâmbia a Angola Oriental. As forças de guerrilha do MPLA tinham pouco impacto para lá dessas áreas periféricas. Além disso, o MPLA ficou privado dos seus maiores apoiantes, o povo Mbundu de Luanda e das províncias do nordeste. Apesar de não ser um partido com ideologia marxista antes da independência, o MPLA recebeu apoio militar e diplomático da União Soviética. Agostinho Neto, o filho de Pastor Mbundu Metodista, foi o presidente do MPLA de 1962 a 1979.
MPLA
Um Grupo de Nacionalistas do Bakongo formou a Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA) em 1962 depois de ter falhado a sublevação no nordeste do país. O FNLA, sob a liderança de Holden Roberto, operava a partir de bases no vizinho Zaire. A FNLA foi a única organização angolana que tinha o seu santuário no Zaire. Os Estados Unidos e a China deram alguma ajuda á FNLA mas, as lutas internas no interior do movimento, a FNLA não conseguiu captar o apoio da população para além da comunidade do Bakongo.
FNLA
Uma facção da FNLA levou á formação da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) em 1966. Jonas Malheiro Savimbi, graduado da Universidade de Lausanne e membro da tribo Ovimbundo, foi ministro dos negócios da FNLA até 1964. Savimbi, que não tinha apoio do exterior, focou as suas energias na construção de uma base política entre os Ovimbundos o maior grupo étnico de Angola. Nem o MPLA assim como FNLA tinham apoio dos Ovimbundo.
UNITA
Em 1974, um grupo de capitães derrubou o governo de Marcelo Caetano em Lisboa. O Golpe de Estado precipitou o colapso do Império Português e o novo governo garantiu a independência das suas colónias. Seguiram-se negociações em Portugal, contudo, a FNLA, MPLA e UNITA lutavam entre si pelo controlo do país o que levou á divisão por zonas controladas pelos grupos políticos.
Pelo final do ano de 1975 mais de 90 % dos brancos deixaram Angola, drenando o país do nível intelectual e sem força de trabalho. Foi o processo que ficou conhecido em Portugal como o regresso dos retornados consequência de más negociações e de uma não cuidada descolonização que permitiu que o poder em Angola caísse na rua.
As super potências rapidamente desenharam os cenários para ser mais um marco da Guerra Fria. Os Estados Unidos apoiavam a FNLA e a UNITA. A União Soviética apoiava o MPLA. Ao mesmo tempo a África do Sul viu Angola como a linha da frente entre ela e o nacionalismo negro. Angola tem fronteiras com a Namíbia que nessa altura era uma colónia sul africana. A África do Sul apoiava a UNITA no sul de Angola. Em Outubro de 1975, a África do Sul dava apoio á FNLA e UNITA em ofensivas contra o MPLA. As tropas sul africanas avançaram para o norte. O MPLA apelou para assistência militar de Cuba. Milhares de tropas cubanas chegaram a Angola.
Apesar das hostilidades, Portugal deu a Angola a Independência em 11 de Novembro de 1975. E transferiu a soberania a nenhuma autoridade de transição nem a nenhum movimentos políticos, mas sim ao " Povo Angolano".