Entrar quarta-feira, 10 de Março de 2010
 Período Colonial

Quando o navegador português Diogo Cão desembarcou na foz do rio Congo em 1483, dois reinos africanos distintos governavam a região. O Reino de Bakongo reinava no norte. O Reino Quimbundos, também conhecido como Ndongo, dominava no ocidente e aéreas centrais. O Rei de Quimbundos chamava-se "Ngola". A terra, tomou este nome do rei, tornando-se no nome final Angola.

 

Rio Congo

Rio Congo

Os interesses iniciais de Portugal foram a instalação de uma base costeira para servir de ponto de abastecimento aos navios que navegavam ao longo de África para o Oriente. No princípio os portugueses tinham relações amigáveis com os governantes de Bakongo. Os Missionários Católicos começaram a a chegar e o rei de Bakongo converteu-se ao Cristianismo.

Ao mesmo tempo, contudo, os portugueses começaram a comprar escravos aos chefes africanos para trabalharem nas plantações de açúcar em São Tomé, Príncipe e Brasil. O mercado transatlântico de escravos crescia, assim como a tensão entre os portugueses e os Reinos de Bakongo e Ndongo. Em 1526, o Rei de Bakongo escreveu ao Rei Português dizendo-lhe que o comércio de escravos devia terminar. Os portugueses recusaram. Durante os 140 anos seguintes os africanos resistiram á governação portuguesa.

Os portugueses derrotaram os holandeses, e a maioria dos seus rivais, em 1648 Lisboa começou seriamente a consolidar as suas colónias. Os portugueses conquistaram Bakongo na Batalha de Ambuíla em 1665. Portugal, contudo, não conseguiu estender o controlo administrativo completo em Angola até ao início do século XX.


    
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