Entrar quarta-feira, 10 de Março de 2010
 Pré-História e Proto-História

Na Lunda, no Zaire e no Cuangar foram encontrados instrumentos de pedra e outros, dos homens do Paleolítico. No deserto do Namibe (integrante do Kalahari) foram encontradas gravuras rupestres nas rochas. Trata-se das gravuras do Tchitundu-Hulo atribuídas aos antepassados dos khoisan.

Os Khoisans foram os primeiros povos que habitaram Angola na Proto-História (é o período da Pré-História anterior à escrita, que compreende a idade dos metais) eram seres de pequena estatura e de pele de cor acastanhada da família Khoisan, também conhecidos por bosquímanos ou boximanes.

Khoisan (também conhecidos por bosquímanos, hotentotes ou san) é a designação de uma família de grupos étnicos existentes na região sudoeste de África, que partilham algumas características físicas e linguísticas. Aparentemente, estes povos têm uma longa história, estimada em vários milhares, talvez dezenas de milhares de anos, mas neste momento existem apenas pequenas populações, principalmente no Deserto do Kalahari.

Deserto do Kalahari

Deserto do Kalahari

O Kalahari ou Calaari é um deserto localizado no Sul da África, com cerca de 900.000 km² distribuídos por África do Sul, Angola, Botswana e Namíbia. Kalahari deriva da palavra Kgalagadi e significa "a grande sede". O Kalahari possui uma vasta área coberta por areia avermelhada sem afloramento de água em carácter permanente. Porém Kalahari não é um deserto verdadeiro. Partes dele recebem mais de 250 mm de chuva mal distribuída anualmente e possuem bastante vegetação. É realmente árido somente no sudoeste -menos de 175 mm de chuva ao ano, fazendo do Kalahari um deserto de fósseis. As temperaturas do Kalahari no verão vão de 20º a 40° C. No Inverno, o Kalahari tem um clima seco e frio com geada à noite. As baixas temperaturas do Inverno podem ficar abaixo de 0° C.

Mulher San

Mulher San

Os khoisan actuais podem ser descendentes de povos caçadores-recolectores que habitavam toda a África Austral e que desapareceram com a chegada dos Bantu (os bantu ou bantos são um conjunto de cerca de 400 grupos étnicos diferentes existente em África. Estendem-se desde os Camarões até à África do Sul e ao Oceano Índico, e pertencem à mesma família linguística, a das línguas bantu, e partilham em muitos casos costumes comuns) a esta região, há cerca de 2000 anos. Não é provável que os Bantu tenham exterminado os khoisan, uma vez que algumas das suas características linguísticas e físicas foram assimiladas por vários grupos bantu, como os xhosas (os Xhosa são um grupo étnico sul-africano que falam a língua xhosa (ou IsiXhosa), que é uma das 11 línguas oficiais da África do Sul. Aproximadamente 7,9 milhões de pessoas fala aquela língua (cerca dos 18% de sul-africanos), principalmente nas províncias do Cabo e sul do KwaZulu-Natal, mas também nos países vizinhos, Botswana e Lesoto) e os Zulus (são um povo do sul da África, vivendo em território actualmente correspondente à África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbabwe e Moçambique. Embora hoje tenham expansão e poder político restritos, os Zulus foram, no passado, uma nação guerreira que resistiu à invasão imperialista, britânica e bôere no século XIX. A língua dos zulus é denominada isiZulu). É mais provável que a redução do seu território de caça, derivado da instalação dos agricultores Bantu, tivesse sido uma causa para a redução do seu número e da sua área de vida.

 Habitação típica no deserto.

Habitação típica no deserto

Até à instalação dos holandeses e franceses huguenotes (nos séculos XVI e XVII, os protestantes em França eram chamados Huguenotes, sendo na sua maioria Calvinistas, seguidores de João Calvino) na África do Sul, há cerca de 200 anos, estes povos ainda povoavam grandes extensões da Namíbia e do actual Botswana, mas foram praticamente exterminados, uma vez que não aceitavam trabalhar nas condições que os novos colonos exigiam.

 

Estes colonos chamaram-lhes hotentotes – que significa "gago" na língua neerlandesa ou holandesa, provavelmente devido à sua língua peculiar – ou bushmen, ou seja "homens da floresta", termo que foi adaptado para a língua portuguesa como bosquímanos. Ambos os nomes têm, actualmente, uma conotação pejorativa, assim como o termo san usado para um grupo específico de khoisan, mas que na sua língua significa estrangeiro. Os nomes que se utilizam actualmente são derivados dos nomes das suas línguas.


    
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